# Lição 01 – A Autoridade da Bíblia – CPAD Adultos

- Link: https://ebdhoje.com.br/licao-01-a-autoridade-da-biblia/
- Published: 2021-12-31T10:50:00-03:00
- Author: ebdhoje

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## Lição 01 – A Autoridade da Bíblia

### Revista CPAD Lições Bíblicas Adultos 1 trimestre 2022

**Tema da revista: **A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível
Palavra de [Deus](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/)

### TEXTO ÁUREO

“Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor.” **(Sl 
119.1)**

### VERDADE PRÁTICA

A Bíblia Sagrada é a autoridade final da nossa regra de [fé](https://ebdhoje.com.br/licao-09-habacuque-a-fe-como-forma-de-vida/)
e prática.

  |  LEITURA DIÁRIA |  
 |  Segunda |  2 Pe 1.20,21 – As Sagradas Escrituras têm origem no próprio Deus |  
 |  Terça |  SI 19.1-4 – A natureza manifesta a grandeza de Deus ao ser humano |  
 |  Quarta |  Jo 20.30,31 – A Bíblia revela a pessoa de Jesus Cristo, o [Filho](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/) de Deus |  
 |  Quinta |  Hb 4.12 – Podemos ouvir a voz de Deus por meio da leitura da Bíblia |  
 |  Sexta |  Mc 13.31 – As gerações passam, mas a Palavra de Deus permanece inalterada |  
 |  Sábado |  Ap 22.18,19 – As Sagradas Escrituras transmitem toda a doutrina da salvação |

  |  LEITURA BÍBLICA EM CLASSE |  
 |  **Salmos 119.1-8** |  
 |  1 Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. |  
 |  2 Bem-aventurados os que guardam os seus testemunhos e O buscam de todo o coração. |  
 |  3 E não praticam iniquidade, mas andam em seus caminhos. |  
 |  4 Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. |  
 |  5 Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os teus estatutos. |  
 |  6 Então, não ficaria confundido, atentando eu para todos os teus mandamentos. |  
 |  7 Louvar-te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os teus justos juízos. |  
 |  8 Observarei os teus estatutos; não me desampares totalmente. |

### HINOS SUGERIDOS

 * 258
 * 499
 * 559

### PLANO DE AULA

 1. **INTRODUÇÃO**
     Ler e compreender a Bíblia é um desafio. Neste trimestre, vamos
    enfrentá-lo. O pastor Douglas Baptista, líder da Assembleia de Deus Missão e presidente
    do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, é o comentarista deste trimestre . 
    Ele nos ajudará a reconhecer a Supremacia da Bíblia na fé cristã, sua autoridade,
    inspiração e Inerrância, e aplicá-la a vida cristã.
 2. **APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO**
     **A) Objetivos da Lição:** I) Relacionar a origem da
    Bíblia com a Revelação Divina; II) Pontuar as evidências da autenticidade da Bíblia;
    III) Apresentar a mensagem da Bíblia. **B) Motivação :** Por que nosso casamento,
    a nossa [família](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
    a nossa profissão e suas demandas éticas devem estar de acordo com a Bíblia? Por
    que a Bíblia é autoridade final para nós? **C) Sugestão de Método:** Apresente 
    uma história em que os prejuízos espirituais e morais, como consequências de a 
    Bíblia não ter autoridade final na vida, estejam em destaque.
 3. **CONCLUSÃO DA LIÇÃO**
     **A) Aplicação:** Você conhece a realidade de sua classe.
    Por isso, aplique a lição segundo essa realidade. Sugerimos que você desafie aos
    alunos a iniciar a leitura da Bíblia. Promova esse desafio em classe.
 4. **SUBSÍDIO AO PROFESSOR**
     **A) Revista Ensinador Cristão:** Vale a pena conhecer
    essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas.
    Na edição 88, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição. **B) 
    Auxílios Especiais:** Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte
    na preparação de sua aula: 1) O texto “ Categorias da Revelação Divina” aprofunda
    o primeiro tópico a respeito do tem a da Revelação Especial; 2) O texto “ O Professor
    que veio de Deus” traz uma reflexão que servirá com o base de aplicação do terceiro
    tópico “A Mensagem da Bíblia”. Leia os auxílios com atenção e busque integrá-los
    à prática docente.

### INTRODUÇÃO

A autoridade da Bíblia fundamenta-se em seu autor: Deus. Portanto, a Bíblia é a 
Palavra de Deus escrita. Assim sendo, a autoridade dela depende total e exclusivamente
do Altíssimo e não dos homens. Desse modo além da Bíblia, a Igreja não possui outra
fonte infalível de autoridade. Nesta lição, veremos a origem da Bíblia, sua autenticidade
e mensagem revelada na Palavra de Deus.

**PALAVRA-CHAVE: **AUTORIDADE

#### Comentário da Lição

“Toda Escritura é inspirada por Deus, e útil para o ensino, repreensão, correção,
para a educação em justiça” (2Tm 3.16). A autoridade suprema das Escrituras é uma
doutrina da Reforma Protestante do Século XVI, surgida em contraposição à doutrina
católica romana de uma tradição oral apostólica. A autoridade da Escritura Sagrada,
razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer
homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu Autor;
tem, portanto, de ser recebida, porque é a Palavra de Deus.

No seu livro, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja, o pastor Ricardo Barbosa
aponta uma contradição bastante comum no meio evangélico. Diz ele: “Se cremos que
a Bíblia é a Palavra de Deus, deveríamos deixar que ela, além de revelar as doutrinas
certas, molde nossa cosmovisão, a forma como vemos e interpretamos a realidade. 
Mas não é isso que acontece. Não tem sido a Bíblia, mas a mídia e a cultura em geral
que têm moldado nossa leitura da realidade.

[…] Existe uma forte discrepância entre o que afirmamos crer e a forma como vivemos;
não há uma integridade entre o conteúdo e a forma, entre a fé e a realidade.
 É 
claro que crer nas doutrinas certas é fundamental, mas é igualmente fundamental 
que elas sejam integradas à realidade de nossas vidas e igrejas. Certa vez Jesus
advertiu seus discípulos dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder
de Deus”. Minha impressão é que alguns conhecem as Escrituras, mas não conhecem 
o poder de Deus; e outros conhecem o poder de Deus, mas não conhecem as Escrituras.
Conhecer as Escrituras e o poder de Deus é integrar as verdades bíblicas e a vida
de forma que o testemunho de Cristo seja poderosamente afirmado nos atos de misericórdia,
compaixão, serviço e proclamação.”

A maior parte das pessoas “engole” tudo que é oferecido hoje sem o menor cuidado.
Daí a confusão reinante e o crescimento assustador não só de novas denominações 
cristãs, mas também de seitas e heresias. Claro, não se pode mudar de ideia nem 
de convicção só porque alguém ensina algo novo. Mas, a cada dia é preciso examinar
as Escrituras para ver se tudo o que esse alguém transmite é de fato assim. Como
escreve o Pr Antonio Gilberto: “O presente século é caracterizado por ceticismo,
racionalismo, materialismo e outros “ismos” sem conta. A Bíblia, em meio a tais 
sistemas, sempre sofre grandes ameaças. Até há pouco tempo, a luta do [Diabo](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/)
visava destruir o próprio Livro, mas vendo que não conseguia isso, mudou de tática
e agora procura perverter a mensagem do Livro. Seitas e doutrinas falsas proliferam
por toda parte coadjuvadas pelo fanatismo e ignorância prevalecentes em muitos lugares.
Nossa crença na Bíblia deve ser convicta, sólida e fundamental; não deve ser jamais
um eco ou reflexo dos outros. Se alguém lhe perguntar, leitor: “Por que você crê
que a Bíblia é a Palavra de Deus?” – saberá você responder adequadamente? Muitos
crentes têm sua crença na Bíblia desde a [infância](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
através dos [pais](https://ebdhoje.com.br/licao-08-uma-historia-marcada-por-deus-revista-betel-jovens-conectar-1-trimestre-2021/),
etc, mas nunca fizeram um estudo profundo e acurado para verificarem a realidade
da origem divina da Bíblia” Silva, Antônio Gilberto da, A Bíblia através dos séculos.
Editora: [CPAD](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/).
15 Edição 2004.

 [Revista CPAD](https://ebdhoje.blogspot.com/) | [1º Trimestre De 2022](https://ebdhoje.blogspot.com/search/label/1%20trimestre%202022)
| [CPAD Adultos](https://ebdhoje.blogspot.com/search/label/Li%C3%A7%C3%B5es%20CPAD%20Adultos)–
A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus
| Lição 01 – A Autoridade da Bíblia

## I. A ORIGEM DA BÍBLIA E A REVELAÇÃO DIVINA

### 1. A origem da Bíblia.

Pedro enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, m as no próprio
Deus (2 Pe 1.20,21). [Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
corrobora que a mensagem bíblica veio do alto (2 Tm 3.16). E também os apóstolos
ensinam que a Bíblia foi escrita por homens, porém, sob a inspiração e supervisão
divina (1 Co 2.13,14; Ap 1.1). Portanto, as Escrituras são a revelação que Deus 
fez de si mesmo. Dessa maneira, por ter a sua origem em Deus, a Bíblia é portadora
de autoridade, e, por isso, constitui-se em única regra infalível de fé e prática
para a vida e o caráter do cristão. Nossa Declaração de Fé professa que a Bíblia
Sagrada é a Palavra de Deus, única revelação divinamente escrita, dada pelo Espírito
Santo, para a humanidade.

#### 🔔 Comentário da Lição

O que queriam dizer os Reformadores ao professarem a doutrina da autoridade das 
Escrituras? Que, por serem divinamente inspiradas, elas são verídicas em todas as
suas afirmativas. Segundo esta doutrina, as Escrituras são a fonte infalível de 
informação que estabelece definitivamente qualquer assunto nelas tratado: a única
regra infalível de fé e de prática, o supremo tribunal de recursos ao qual a Igreja
pode apelar para a resolução de qualquer controvérsia religiosa. Isto não significa
que as Escrituras sejam o único instrumento de revelação divina. Os atributos de
Deus se revelam por meio da criação: a revelação natural (cf. Sl 19:1-4 e Rm 1:18-
20). Uma versão da sua lei moral foi registrada em nosso coração: a consciência (
cf. Rm 2:14-15), “uma espiã de Deus em nosso peito,” “uma embaixadora de Deus em
nossa alma,” como os puritanos costumavam chamá-la.3 A própria pessoa de Deus, o
ser de Deus, revela-se de modo especialíssimo no Verbo encarnado, a segunda pessoa
da Trindade (cf. Jo 14.19; Cl 1.15 e 3.9). Mas, visto que Cristo nos fala agora 
pelo seu Espírito por meio das Escrituras, e que as revelações da criação e da consciência
não são nem perfeitas e nem suficientes por causa da queda, que corrompeu tanto 
uma como outra, a palavra final, suficiente e autoritativa de Deus para esta dispensação
são as Escrituras Sagradas.
 – A base bíblica da doutrina reformada da autoridade
suprema das Escrituras é tanto inferencial como direta. **A. Base Inferencial** 
É inferencial, porque decorre do ensino bíblico a respeito da inspiração divina 
das Escrituras. Visto que as Escrituras não são produto da mera inquirição espiritual
dos seus autores (cf. 2 Pe 1.20), mas da ação sobrenatural do Espírito Santo (cf.
2 Tm 3.16 e 2 Pe 1.21), infere-se que são autoritativas. Na linguagem da [Confissão](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
de Fé, a autoridade das Escrituras procede da sua autoria divina: “porque é a Palavra
de Deus.” Isto não significa que cada palavra foi ditada pelo Espírito Santo, de
modo a anular a mente e a personalidade daqueles que a escreveram. Os autores bíblicos
não escreveram mecanicamente. As Escrituras não foram psicografadas, ou melhor, “
pneumografadas.” Os diversos livros que compõem o cânon revelam claramente as características
culturais, intelectuais, estilísticas e circunstanciais dos diversos autores. Paulo
não escreve como João ou Pedro. Lucas fez uso de pesquisas para escrever o seu Evangelho
e o livro de Atos. Cada autor escreveu na sua própria língua: hebraico, aramaico
e grego. Os autores bíblicos, embora secundários, não foram instrumentos passivos
nas mãos de Deus. A superintendência do Espírito não eliminou de modo algum as suas
características e peculiaridades individuais. Por outro lado, a agência humana também
em nada prejudicou a revelação divina. Seus autores humanos foram de tal modo dirigidos
e supervisionados pelo Espírito Santo que tudo o que foi registrado por eles nas
Escrituras constitui-se em revelação infalível, inerrante e autoritativa de Deus.
Não somente as idéias gerais ou fatos revelados foram registrados, mas as próprias
palavras empregadas foram escolhidas pelo Espírito Santo, pela livre instrumentalidade
dos escritores. O fato é que, por procederem de Deus, as Escrituras reivindicam 
atributos divinos: são perfeitas, fiéis, retas, puras, duram para sempre, verdadeiras,
justas (Sl 19.7-9) e santas (2 Tm 3.15). **B. Base Direta** Mas a doutrina reformada
da autoridade das Escrituras não se fundamenta apenas em inferências. Diversos textos
bíblicos reivindicam autoridade suprema. Os profetas do Antigo Testamento reivindicam
falar palavras de Deus, introduzindo suas profecias com as assim chamadas fórmulas
proféticas, dizendo: “assim diz o Senhor,” “ouvi a palavra do Senhor,” ou “palavra
que veio da parte do Senhor.” No Novo Testamento, vários textos do Antigo Testamento
são citados, sendo atribuídos a Deus ou ao Espírito Santo. Por exemplo: “Assim diz
o Espírito Santo…” (Hb 3:7ss). A autoridade apostólica também evidencia a autoridade
suprema das Escrituras. O [Apóstolo Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-as-adversidades-nao-impedem-o-crescimento-do-cristao/)
dava graças a Deus pelo fato de os tessalonicenses terem recebido as suas palavras“
não como palavra de homens, e, sim, como em verdade é, a palavra de Deus, a qual,
com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (1 Ts 2:13). Que autoridade
teria Paulo para exortar aos gálatas no sentido de rejeitarem qualquer evangelho
que fosse além do evangelho que ele lhes havia anunciado, ainda que viesse a ser
pregado por anjos? Só há uma resposta razoável: ele sabia que o evangelho por ele
anunciado não era segundo o homem; porque não o havia aprendido de homem algum, 
mas mediante revelação de Jesus Cristo (Gl 1:8-12). Jesus também atesta a autoridade
suprema das Escrituras: pelo modo como a usa, para estabelecer qualquer controvérsia:“
está escrito”8 (exemplos: Mt 4:4,6,7,10; etc.), e ao afirmar explicitamente a autoridade
das mesmas, dizendo em João 10:35 que “a Escritura não pode falhar.” Como escreve
Antonio Gilberto: “Em resumo, notam-se na Bíblia duas coisas: o Livro e a Mensagem.
No capítulo anterior, estudamos a Bíblia como livro; agora a estudaremos como a 
palavra ou mensagem de Deus. O estudo da Bíblia tem por finalidade precípua o [conhecimento](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/)
de Deus. Isso é visto desde o primeiro versículo dela, do qual se nota que tudo 
tem o seu centro em Deus. Portanto, a causa motivante de ensinar a Bíblia aos outros
deve ser a de levá-los a conhecer a Deus. Se chegarmos a conhecer o Livro e falharmos
em conhecer a Deus, erramos no nosso propósito, e também o propósito de Deus por
meio do seu Livro seria baldado. Que as Escrituras são de origem divina é assunto
resolvido. Deus, na sua palavra, é testemunha concernentemente a si mesmo. Quem 
tem o Espírito de Deus deposita toda a confiança nela como a Palavra de Deus, sem
exigir provas nem argumentos. Portanto, sob o ponto de vista legal, a Bíblia não
pode estar sujeita a provas e argumentos. Apresentamos algumas provas da Bíblia 
como a Palavra de Deus, não para crermos que ela é divina, mas porque cremos que
ela é divina. É satisfação para nós, crentes na Bíblia, podermos apresentar evidências
externas daquilo que cremos internamente, no coração” Silva, Antônio Gilberto da,
A Bíblia através dos séculos. Editora: CPAD. 15 Edição 2004.

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### 2. Revelação Geral

Chama-se revelação geral aquela em que Deus se fez conhecer em toda a parte por 
meio da História, do Universo e da Natureza Humana.
 a) Na História. Deus se revela
pela sua [soberania](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/).
Ele controla o curso dos acontecimentos, remove e estabelece governos e nada acontece
fora de sua vontade (Dn 2.21; 4.25; Rm 11.22); b) No Universo. Deus se manifesta
pelo seu poder nas coisas criadas, o Céu, a Terra, o mar, e tudo quanto há neles(
Sl 19.1-4; At 14.15-17; Rm 1.18-21); c) No Ser Humano criado à imagem e semelhança
divina (Gn 1.26,27). A natureza moral da humanidade, embora de maneira inadequada
por causa do [pecado](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
revela o caráter moral de Deus (Rm 2.11-15; Ef 4.24; Cl 3.10).

#### 🔔 Comentário da Lição

A revelação geral e a revelação especial são as duas formas que Deus tem escolhido
para Se revelar à humanidade. A revelação geral se refere às verdades gerais que
podemos aprender sobre Deus através da natureza. A revelação especial se refere 
às verdades mais específicas que podemos aprender sobre Deus através do supernatural.

Em relação à revelação geral, Salmos 19:1-4 declara: “Os céus proclamam a glória
de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro 
dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras,
e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua 
voz, e as suas palavras, até aos confins do [mundo](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/).”
De acordo com essa passagem, a existência e o poder de Deus podem ser vistos claramente
através da observação do universo. A ordem, detalhes e maravilha da criação falam
da existência de um Criador poderoso e glorioso. A revelação geral também é ensinada
em Romanos 1:20: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder,
como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio
do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são,
por isso, indesculpáveis”. Semelhante ao Salmo 19, Romanos 1:20 ensina que o poder
eterno e a natureza divina de Deus “claramente se conhecem” e são “percebidos” pelo
que foi criado, e não há nenhuma desculpa para negar esses fatos. Com essas Escrituras
em mente, talvez uma definição de revelação geral seria: “A revelação de Deus a 
todas as pessoas, em todos os momentos e em todos os lugares que prova que Deus 
existe e que Ele é inteligente, poderoso e transcendente.”

### 3. Revelação Especial.

Se por um lado a revelação geral denuncia a culpa humana em rejeitar o conhecimento
acerca de Deus (Rm 1.18-21), a revelação especial oferece redenção para os perdidos
pecadores (Cl 1.9-14). Ela é o complemento da revelação que Deus fez de si mesmo
na história, no universo e na humanidade (Rm 10 .11-17; Hb 1.1-3). Reconhecemos 
a revelação especial tanto no Verbo vivo, Jesus Cristo, quanto nas Escrituras Sagradas(
Jo 1.1; 5.39). É por meio da revelação contida nas Escrituras que conhecemos a Pessoa
de Cristo: “ Estes [os sinais], porém, foram escritos para que creiais que Jesus
é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

#### 🔔 Comentário da Lição

A revelação especial é como Deus escolheu Se revelar através de meios milagrosos.
Ela inclui aparições físicas de Deus, sonhos, visões, a Palavra escrita de Deus 
e mais importante – Jesus Cristo. A Bíblia registra Deus aparecendo de forma física
várias vezes (Gn 3.8; 18.1; Êx 3.1-4; 34.5-7). A Bíblia registra Deus falando a 
pessoas através de sonhos (Gn 28.12; 37.5; 1Rs 3.5; Dn 2) e visões (Gn 15.1; Ez 
8.3-4; Dn 7; 2Co 12.1-7). Uma parte importante da revelação de Deus é a Sua Palavra,
a Bíblia, a qual também é uma forma de revelação especial. Deus de forma milagrosa
guiou os autores das Escrituras a registrarem corretamente a Sua mensagem à humanidade,
ao mesmo tempo usando os seus estilos e personalidades. A palavra de Deus é viva
e ativa (Hb 4.12). A Palavra de Deus é inspirada, útil e suficiente (2Tm 3.16-17).
Deus determinou que a verdade sobre Si mesmo seria registrada na forma escrita porque
sabia da imperfeição e falta de confiabilidade da tradição oral. Ele também sabia
que os sonhos e visões dos homens poderiam ser mal interpretados e as lembranças
desses sonhos distorcidas. Deus decidiu revelar através da Bíblia tudo que a humanidade
precisava saber sobre Ele, o que Ele quer e o que tem feito por nós. Ele também 
tem prometido sustentá-la e preservá-la por todos os tempos. A forma suprema da 
revelação especial é a pessoa de Jesus Cristo. Deus se tornou um ser humano (Jo 
1.1,14). Hebreus 1.1-3 resume muito bem: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas 
vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou
pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez 
o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser.” Deus
se tornou um ser humano na pessoa de Jesus Cristo para se identificar conosco, para
ser um exemplo para nós, para nos ensinar, para Se revelar a nós e, mais importante,
para nos providenciar salvação ao Se humilhar com morte na cruz (Fp 2.6-8). Jesus
Cristo é a “revelação especial” mais suprema de Deus.

### SINÓPSE I

A Bíblia tem origem em Deus. Este se revela na história, no universo e na humanidade;
e, de modo especial, por meio de Cristo e das Escrituras.

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Quero receber conteúdo sobre:

**“Categorias da Revelação Divina Revelação Especial**
 […] A Bíblia, ao manter 
de forma perene a revelação especial de Deus, é tanto o registro de Deus e dos seus
caminhos, quanto a intérprete dela própria. A revelação escrita é confinada aos 
66 livros do Antigo e do Novo Testamento. A totalidade de sua revelação que Ele 
quis preservar para o benefício de toda a humanidade acha-se armazenada, em sua 
totalidade, na Bíblia. Examinar as Escrituras é conhecer a Deus da maneira que Ele
quer ser conhecido (Jo 5.39; At 17.11). A revelação divina não é um vislumbre fugaz,
m as um desvendamento permanente. Ele nos convida a voltarmos repetidas vezes às
Escrituras para, aí, aprendermos a respeito dEle. […] A totalidade das Escrituras
é a Palavra de Deus em virtude da inspiração divina dos seus autores humanos. A 
Palavra de Deus, na forma da Bíblia, é um registro inspirado de eventos e verdades
da autorrevelação de Deus” **(HORTON, Stan ley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma 
Perspectiva Pentecostal. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006 ,pp .84 ,85 )**.

#### 🔔 AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Bíblia, os homens e o Espírito Santo “As Escrituras Sagradas são de origem divina;
seus autores hum anos falaram e escreveram por inspiração verbal e plenária do Espírito
Santo […]. Deus soprou nos escritores sagrados, os quais viveram numa região e época
da história e cuja cultura influenciou na composição do texto.” Amplie mais o seu
conhecimento, lendo a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, CPAD, pp.25,26.

## II. EVIDÊNCIAS DA AUTENTICIDADE DA BÍBLIA

### 1. Evidências Internas.

A palavra “_autenticidade_” tem origem no grego authentês como significado daquilo
que é “ verdadeiro”. Quando aplicado às Escrituras, o termo indica a autoridade 
da Bíblia. Nesse sentido, a Bíblia autentica a si mesma (2 Tm 3.16). Dentre as evidências
internas, destacam -se:
 **a)** Unidade e consistência: No período aproximado de
1.600 anos, a Bíblia foi escrita em dois idiomas principais e um dialeto, por cerca
de quarenta pessoas de diferentes classes sociais, em lugares e circunstâncias distintas
que abordaram centenas de tem as. Apesar de todas essas implicações, o conteúdo 
bíblico é consistente e os seus escritos se harmonizam formando um todo sem qualquer
contradição (Sl 18.30; 33-4) **b)** Ação do Espírito Santo: Por meio da leitura 
da Bíblia é possível ouvir a voz de Deus agindo como um a espada que “ penetra até
à divisão da alma e do espírito” (Hb 4.12). Como os discípulos no caminho de Emaús,
aquele que aceita a mensagem da Palavra experimenta a chama do Espírito arder no
coração e passa a compreender o plano da salvação (Lc 24.31,32). **c)** Profecias
de Eventos Futuros. A exatidão no cumprimento das profecias com prova a veracidade
das Escrituras. As suas profecias foram anunciadas muito séculos antes dos eventos
acontecerem com clareza e precisão. Entre tantos eventos, citam os o nascimento 
virginal de Cristo (Is 7.14; Mt 1.23); sua morte na cruz (Sl 22.16; Jo 1936); o 
local da sua sepultura (Is 53.9; Mt 27.57-60); e sua ressurreição (Sl 16.10; Mt 
28.6).

#### 🔔 Comentário da Lição

A origem ou base da autoridade das Escrituras, como já foi mencionado, encontra-
se na sua autoria divina. As Escrituras são autoritativas porque são de origem divina:
o Espírito Santo é o seu autor primário. Para os Reformadores, as Escrituras são
autoritativas porque são a Palavra de Deus inspirada. Por isso são infalíveis, inerrantes,
claras, suficientes, etc.

A teologia liberal (racionalista) nega a própria base da autoridade da Escritura,
negando a sua origem divina. Para ela, as Escrituras são mero produto do espírito
humano, expressando verdades divinas conforme discernidas pelos seus autores, bem
como erros e falhas características do homem. Sua autoridade, portanto, não é divina
nem inerente, mas humana, devendo ser determinada pelo julgamento da razão crítica.
Eis o que afirmam: “A verdade divina não é encontrada em um livro antigo, mas na
obra contínua do Espírito na comunidade, conforme discernida pelo julgamento crítico
racional.” De acordo com a teologia liberal, “nós estamos em uma nova situação histórica,
com uma nova consciência da nossa autonomia e responsabilidade para repensar as 
coisas por nós mesmos. Não podemos mais apelar à inquestionável autoridade de um
livro inspirado.”

### 2. Evidências externas.

Compreende-se como evidências externas aquelas em que os acontecimentos narrados
nas Escrituras são também ratificados por outras fontes históricas. Por vezes, essas
com provações se identificam e se fundem aos conceitos de Inerrância, isto é, que
a Bíblia não contém erros. Nessa direção, tanto o registro da história das nações,
as descobertas arqueológicas e os pressupostos da ciência apontam para a autenticidade
da Palavra de Deus. E, a despeito de ser contestada por ateus e incrédulos, a Bíblia
permanece como o livro mais traduzido e lido de toda a história (cf. Mc 13.31).

#### 🔔 Comentário da Lição

“Compreendem-se como evidências externas aquelas em que os acontecimentos narrados
nas Escrituras são também ratificados por outras fontes históricas. Por vezes essas
comprovações se identificam e se fundem aos conceitos de inerrância, isto é, que
a Bíblia não contém erros. Nessa direção, tanto o registro da história das nações
quanto as descobertas arqueológicas e os pressupostos da ciência apontam para a 
autenticidade da Palavra de Deus.

A título de exemplo, cita-se a disponibilidade de cerca de 25.000 (vinte e cinco
mil) manuscritos bíblicos, produzidos antes do advento da imprensa no século XV,
que confirmam a suficiência dos textos sagrados. Assim, ratifica-se que nenhuma 
obra da antiguidade — Platão, Aristóteles, Escritos Hindus, história chinesa e outros—
foi tão confirmada e creditada como a Bíblia Sagrada.22 E, a despeito de ser contestada
por alguns, permanece como o livro mais traduzido e lido de toda a história (cf.
Mc 13.31)”. BAPTISTA., Douglas, A Supremacia das Escrituras a inspirada, inerrante
e infalível palavra de Deus. Editora CPAD. 1ª edição: 2021.

#### SINÓPSE II

A Bíblia Sagrada autentica a si mesma, tendo sua veracidade confirmada por fontes
e registros históricos.

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## III. A MENSAGEM DA BÍBLIA

### 1. A Supremacia da Bíblia.

A expressão latina Sola Scriptura confirma que som ente a Bíblia é regra infalível
e autoridade final em matéria de fé e prática. Nossa Declaração de Fé professa
 
que a Bíblia fornece o conhecimento essencial e indispensável à nossa comunhão com
Deus e com o nosso próximo. Assim sendo, não necessitam os de uma nova revelação
extraordinária para a nossa salvação e o nosso [crescimento espiritual](https://ebdhoje.com.br/licao-10-as-adversidades-nao-impedem-o-crescimento-do-cristao/).
Significa que todas as doutrinas necessárias para a salvação já nos foram transmitidas
pelas Escrituras e que nenhum a tradição humana pode acrescer ou retirar coisa algum
a (Ap 22.18,19). Assim, ratifica-se que a Bíblia é a fonte final de autoridade.

#### 🔔 Comentário da Lição

“Autoridade da Bíblia. Sua autoridade é reconhecidamente interna. A Bíblia autentica-
se a si mesma. Mas, na medida em que contém provas históricas incluindo os milagres
que comprovavam a intervenção divina, ela é externamente autenticada. O poder de
seus ensinamentos envolve uma autoridade interna. As realidades históricas sobre
as quais ela se alicerça (como a vida de Cristo, as Suas palavras, ressurreição,
etc.) lhe conferem uma autoridade externa ou oficial. O consenso dos crentes, através
dos séculos, em favor da autoridade da Bíblia, tomou-se outro fator de autoridade
externa. As declarações dos pais da Igreja e dos concílios, que resultaram na canonização
formal da Bíblia, formam uma autoridade oficial e externa.

Sinais de autoridade no Novo Testamento: Cristo tinha autoridade para perdoar pecados(
Luc. 5:24), para expelir demônios (Mar. 6:7), para conferir a filiação divina (João
1:12), e Suas obras eram autoritárias (Mat. 7:29). A origem da autoridade é Deus,
que enviou o Filho (João 3:17; 4:34; 5:23;’6:29, etc.), Para os primitivos discípulos,
a ressurreição de Jesus foi a mais potente autenticação daquilo que Jesus dissera
e fizera, e por conseguinte, do que estava escrito acerca dEle, quanto à Sua pessoa
e autoridade sobre os homens. Ver o artigo sobre a ressurreição.

Assim sendo, Jesus comissionou a outros (dando-lhes autoridade), para levarem avante
a Sua missão (Mat. 28: 18 ss), porquanto «toda autoridade. Lhe fora dada, a fim 
de que, por Sua vez, Ele desse dessa autoridade a outros, para que O representassem.

Os Apóstolos possuíram extraordinária autoridade, conforme transparece, claramente,–
no livro de Atos (ver Atos 5: 1 ss. quanto a um notável exemplo disso; ver também
Atos 15, o primeiro concilio da Igreja, que envolveu os apóstolos). Os trechos de
Joio 20:21,22 e Mat. 16: 17 proveem-nos textos que provam a autoridade dos apóstolos.
Ademais, o próprio Novo Testamento é essencialmente um produto dos apóstolos e seus
discípulos imediatos, servindo de declaração autoritária sobre quem era Jesus e 
qual o significado de Sua vida para nós outros”. CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia
de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 1. pag. 400-401.

### 2. O poder da Palavra de Deus.

O seu poder se assemelha ao fogo que consome e purifica, bem como um martelo que
despedaça a penha (Jr 23.29). As qualidades de fogo e martelo indicam que nada pode
impedir o cumprimento da Palavra de Deus (Is 55.11; Jr 5.14)- O seu poder também
é capaz de derrubar fortalezas espirituais que fazem oposição ao conhecimento divino(
2 Co 10.4,5). A Palavra de Deus tem poder, tal qual uma espada, para penetrar no
mais íntimo do ser hum ano e julgar os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12).
Quando tentado no deserto, O próprio Cristo derrotou Satanás usando o poder da Palavra.
Ele venceu as sugestões do Diabo ao fazer citações das Escrituras (Mt 4. 4,7,10).

#### 🔔 Comentário da Lição

O Pastor Esequias Soares escreve: “A Bíblia revela o seu poder de forma clara e 
inconfundível. Ela emprega uma metáfora para mostrar esse poder quando chama a si
mesma de “a espada do Espirito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17). O seu poder 
é capaz de destruir as fortalezas de Satanás6, como também pode penetrar no mais
íntimo do ser humano. O próprio Senhor Jesus Cristo derrotou Satanás usando o poder
das Escrituras Sagradas quando foi tentado por este no deserto. Jesus evitou qualquer
outro argumento, abriu mão do uso de seus poderes sobrenaturais, característicos
do seu ministério terreno, e disse apenas “está escrito”, e isso por três vezes.
Citou a Lei de Moisés, o livro de Deuteronômio:”[…] Está escrito: Nem só de pão 
viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4);”[…] Também
está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (v. 7); […] Porque está escrito: 
Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (v. 10)”. SOARES. Esequias,. 
Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Editora CPAD. pag. 28.

### 3. O propósito da Bíblia.

Nossa Declaração de Fé ensina que “ a Bíblia é a mensagem clara, objetiva, entendível,
completa e amorosa de Deus, cujo alvo principal é, pela persuasão do Espírito Santo,
levar-nos à redenção em Jesus Cristo” (Jo 16.8; 1 Jo 1.1-4). Nela também se encontram
revelados os códigos morais para a sociedade. Ratifica-se que a moral bíblica não
se relativiza, pois seus valores são absolutos (Ap 22.18,19). Nessa compreensão,
a Bíblia é a revelação de Deus e de sua vontade à humanidade. Dessa forma, o compromisso
inegociável da Igreja deve ser de fidelidade e propagação da mensagem bíblica para
a salvação e libertação dos pecadores (1 Tm 1.15).

#### 🔔 Comentário da Lição

Ainda o pastor Esequias Soares: “São dois os propósitos das Escrituras Sagradas:
revelar o próprio Deus e expressar a sua vontade à humanidade. Pelo primei- ro, 
dentre outras formas de revelação, Deus graciosamente revelou a si mesmo pela Palavra:“
Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, 
pelos profetas, a nos falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho” (Hb 1.1). Pelo
segundo propósito, Deus expressa claramente a sua vontade redentora a todos e a 
cada um dos seres humanos sem nenhuma acepção de pessoas, por meio da fé em Jesus
Cristo: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé emfé, como está escrito:
Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.17). Assim sendo, o Senhor Jesus Cristo é o centro
das Escrituras. Ele mesmo disse: ״São estas as palavras que vos disse estando ainda
convosco: convinha que se cumprisse tudo 0 que de mim estava escrito na Lei de Moisés,
e nos Profetas, e nos Salmos” (Lc 24.44). Tudo o que precisamos saber sobre Deus
e a nossa redenção está suficientemente revelado em sua Palavra. Ela é o manual 
de Deus para toda a humanidade, e suas instruções visam, também, à felicidade humana
e o bem-estar espiritual e social de todos os seres humanos”. SOARES. Esequias,.
Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Editora CPAD. pag. 27-28.

#### SINÓPSE III

A Palavra de Deus é poderosa, autoridade infalível em matéria de fé e prática, cujo
alvo principal é levar-nos à redenção em Jesus Cristo

#### AUXÍLIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

“**O Professor que veio de Deus**
 Em uma convenção da Evangelical Press Association(
Associação das Editoras Evangélicas), A. W. Tozer, preocupado com o povo evangélico,
recomendou quatro linhas de ação: 1- Os evangélicos precisam apresentar um cristianismo
característico do século XX que seja manifestamente superior a qualquer outro estilo
de vida. Somente a fé ancestral será capaz disso. Somente uma aplicação realista
da fé aos dias de hoje pode torná-la eficaz. 2- Os evangélicos deviam fazer um chamado
à ‘procriação espiritual’ e ir além das fileiras denominacionais e teológicas tradicionais,
a fim de alcançar novas e vivificantes linhas de ação e pensamento. Tal veio de 
poder está disponível através da comunhão com todos aqueles que creem na divindade
de Cristo e na infalibilidade e autoridade das Escrituras Sagradas. 3- Os evangélicos
deviam parar de seguir tendências e começar a lança-las. O mundo buscará nossa liderança
quando avançarmos pelos campos da ação cristã com um a agenda nova e revigorada.
A trairemos os formadores de opinião a novos e elevados patamares de visão e realização
e, juntam ente com eles, a massa. 4- Os evangélicos carecem de uma nova ênfase na‘
interioridade’ da fé cristã. Devem dar menos atenção às superficialidades e aos 
aspectos exteriores do cristianismo, dedicando a uma vida mais profunda com Cristo
em Deus” (LEBAR, Lois E. Educação que é Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.55).

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### CONCLUSÃO

As Escrituras são de origem divina.
 Deus se deu a conhecer por meio da história,
do universo, da humanidade, de Cristo e das Escrituras. A autenticidade da Bíblia
é confirmada por evidências internas e externas. A Palavra de Deus é a nossa autoridade
final de fé e prática. O teólogo Antônio Gilberto escreveu que “ o autor da Bíblia
é Deus, seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu tema central é o Senhor Jesus
Cristo”.

#### 🔔 Comentário Final

A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, e suficiente para as nossas vidas, pois é 
nela onde baseamos a nossa fé, e, por isso, deve estar presente todos os dias em
nossas vidas. Mas quando falamos sobre a autoridade e suficiência das Escrituras
precisamos ir além, pois ela é suficiente para gerar transformação em nossa vida.
Veja o que Bíblia fala dela mesma: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil
para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a
fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa
obra.” (2Tm 3.16,17). É importante dizer também que a Bíblia, sendo a Palavra de
Deus, não precisa de correções, embora tenha auxílios para que compreendamos melhor
sobre as Escrituras, mas que nunca estarão em pé de igualdade com a Bíblia. Tudo
o que destoa das Escrituras deve ser descartado.

É de primeira necessidade que o cristão conheça profundamente sua fé e sua base 
doutrinária. Sem o conhecimento adequado da Palavra de Deus, um cristão não possui
qualquer condição de prevalecer contra as falsas doutrinas, e muito menos de entender
e praticar o Cristianismo. Hoje, é fundamental conhecer o Santo Livro, ampla e profundamente,
para defender a fé e teologia cristã, para que:

1. “Saiba responder a quem lhe perguntar sobre a razão da sua fé”. (1Pe 3.15);
 
2. Apresente-se aprovado a Deus. (2Tm 2.15); 3. Não seja condenado por não conhecer
corretamente sua fé. (Os 4.6 e Mt 22.29); 4. Entender que a única forma de fé aceitável
à Deus emana do padrão das Escrituras. (Rm 10.17 e Hb 11.3); 5. Ser habilitado a
batalhar pela fé cristã com qualidade (Jd 3). 6. Saber identificar e se guardar 
das heresias, dos equívocos e das falsas interpretações bíblicas (Mt 16. 6-11/12).

Por fim, o estudante sincero das Escrituras deve saber que a Bíblia é o próprio 
Deus infinito se revelando ao homem e que tudo que podemos descobrir de Deus é o
que Ele mesmo revela de si próprio (Jo 1.1), igualmente devemos compreender que 
a Bíblia é a nossa própria vida (Dt 32.47) e que contém em si um padrão de mandamentos,
conceitos e regras a ser conhecido e obedecido (Os 6.3 e Tg 1.22).

### Lição 01 – A Autoridade da Bíblia | CPAD Adultos 1 trimestre 2022

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**VOCABULÁRIO**
 Penha: grande massa de rocha saliente e isolada.

## REVISANDO O CONTEÚDO

### 1. O que Pedro enfatiza a respeito dos escritos sagrados?

Pedro enfatiza que os escritos sagrados não têm sua origem nos homens, mas no próprio
Deus (2 Pe 1.20,21).

### 2. O que é Revelação Geral?

Chama-se revelação geral aquela em que Deus se fez conhecer em toda a parte por 
meio da História, do Universo e da Natureza Humana.

### 3. Caracterize a Revelação Especial.

Reconhecem os a revelação especial tanto no Verbo vivo, Jesus Cristo, quanto nas
Escrituras Sagradas (Jo l.l; 5.39). É por meio da revelação contida nas Escrituras
que conhecemos a Pessoa de Cristo.

### 4. Cite as três evidências internas que autenticam as Escrituras.

Unidade e consistências das Escrituras; Ação do Espírito Santo nas Escrituras; Profecias
de eventos futuros nas Escrituras.

### 5. Como podem os ratificar que a Bíblia é a autoridade final?

Todas as doutrinas necessárias para a salvação já nos foram transmitidas pelas Escrituras
e que nenhuma tradição humana pode acrescer ou retirar coisa algum a (Ap 22.18,19).
Assim , ratifica-se que a Bíblia é a fonte final de autoridade.

 1° Trimestre De 2022, A Supremacia Das Escrituras: A Inspiração, Adultos, Bíblia,
Cpad, [Ebd](https://ebdhoje.com.br/licao-10-sofonias-o-dia-do-juizo-esta-chegando/)
1° Trimestre De 2022, Ebd 2022, [EBD CPAD](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
1 trimestre 2022, EBD CPAD 2022, EBD CPAD, Ebd, ebdhoje.blogspot.com, ebdhoje.com.
br, editora CPAD 1 trimestre 2022, Editora CPAD, Educação cristã, [Escola Bíblica Dominical](https://ebdhoje.com.br/licao-10-sofonias-o-dia-do-juizo-esta-chegando/),
[Escola Dominical](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
2022, Escola Dominical, Escrituras, Inerrante E Infalível Palavra De Deus, Leitura
da Bíblia, Lição 01 – A Autoridade da Bíblia, Lição 01 CPAD 2022,Lição 01 CPAD adultos
2022,lição 01 revista CPAD 2022,Lição 01 revista CPAD adultos 2022, Lições Bíblicas
Professor, Lições biblicas, Lições CPAD Adultos,Pdf Revista,Pdf Revista Ebd 1° Trimestre,
revista CPAD 1 trimestre 2022 pdf download,revista CPAD 1 trimestre 2022 pdf,revista
CPAD 1 trimestre 2022, Revista CPAD Adultos 1 trimestre 2022, Revista CPAD Adultos
lição 01, Revista CPAD Adultos,Revista CPAD,revista EBD CPAD 1 trimestre 2022, revista
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