# Lição 06: A Bíblia como um Guia para a Vida | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos

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- Published: 2022-02-05T15:29:43-03:00
- Author: ebdhoje

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## Lição 06: A Bíblia como um Guia para a Vida

### Revista CPAD Lições Bíblicas Adultos 1 trimestre 2022

**Tema da revista: **A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível
Palavra de [Deus](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/)

### TEXTO ÁUREO

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” **(Sl 119.105)**

### VERDADE PRÁTICA

A Bíblia é um guia seguro para a nossa caminhada cristã. Alicerçados nos ensinos
da Palavra de Deus, somos instigados a viver com sabedoria e prudência.

  |  LEITURA DIÁRIA |  
 |  Segunda |  1 Co 10.4 Nossa vida deve ser edificada na rocha, que é o próprio Cristo, e a sua Palavra |  
 |  Terça |  Jo 8.12 Cristo é a luz do [mundo](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/) e quem o segue não anda em trevas |  
 |  Quarta |  Pv 3.7 O mero [conhecimento](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/) sem a prática não produz sabedoria |  
 |  Quinta |  Pv 2.6 Deus é a fonte de toda a verdadeira sabedoria |  
 |  Sexta |  Ef 1.7,8 A graça de Deus nos faz alcançar o perdão, e ainda a sabedoria e a prudência |  
 |  Sábado |  Ef 5.15 A Bíblia nos exorta a viver prudentemente, e não como néscios |

  |  LEITURA BÍBLICA EM CLASSE |  
 |  **Capitulo e Versiculo** |  
 |  Salmos 119.97-105 |  
 |  97 Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia. |  
 |  98 Tu, pelos teus mandamentos, me fazes mais sábio que os meus inimigos, pois estão sempre comigo. |  
 |  99 Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. |  
 |  100 Sou mais prudente do que os velhos, porque guardo os teus preceitos. |  
 |  101 Desviei os meus pés de todo caminho mau, para observar a tua palavra. |  
 |  102 Não me apartei dos teus juízos, porque tu me ensinaste. |  
 |  103 Oh! Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais doces do que o mel à minha boca. |  
 |  105 Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho. |

### HINOS SUGERIDOS

 * 141
 * 458
 * 498

### PLANO DE AULA

 1. 1- INTRODUÇÃO
     Nesta lição, temos como propósito mostrar que a Bíblia é um verdadeiro
    guia para a nossa vida. Quem põe em prática seus ensinamentos será considerado 
    um verdadeiro sábio. A Bíblia é um livro divino que nos ensina a sabedoria de todas
    as áreas da vida. Neste livro está presente o que precisamos para viver de maneira
    que glorifique a Deus. Que os nossos alunos permitam que a Bíblia seja o guia da
    vida deles!
 2. 2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
     A) Objetivos da Lição: I) Enfatizar que o crente deve
    alicerçar a sua vida na Bíblia; II) Esclarecer que Deus é a fonte da verdadeira
    sabedoria; III) Mostrar que o salvo em Cristo deve viver com sabedoria e prudência.
    B) Motivação: A sabedoria e a prudência são [virtudes](https://ebdhoje.com.br/licao-02-consequencias-da-inimizade-entre-esau-e-jaco-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
    que resultam do propósito resoluto de viver os ensinamentos da Bíblia. Quem as 
    leva sério e as põem em prática se torna mais sábio e prudente na maneira de viver.
    C) Sugestão de Método: Escolha um trecho do livro de [Provérbios](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/)
    e mostre a atemporalidade da sabedoria ali presente no texto. As opções de textos
    bíblicos de sabedoria são abundantes. Explique que o livro de Provérbios foi escrito
    com 0 propósito de fazer dos leitores, pessoas mais sábias.
 3. 3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
     A) Aplicação: Desafie a classe a colocar em prática a sabedoria
    das Escrituras. Aqui você pode usar o mesmo trecho escolhido em Provérbios para
    encorajar os alunos a praticar uma verdadeira sabedoria.
 4. 4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
     A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa
    revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas.
    Na edição 88, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição B) Auxílios
    Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação
    de sua aula: 1) O texto “ Entenda a História da Escritura como Todo” aprofunda 
    o primeiro tópico, mostrando a importância de compreender a Bíblia de maneira global
    para aplicá-la como guia em nossa vida; 2) O texto “ O Caráter do Professor Cristão”
    auxilia na aplicação do segundo tópico de maneira que o docente da [Escola Dominical](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
    tenha um caráter guiado pela Bíblia no dia a dia.

### INTRODUÇÃO

A Bíblia, quando obedecida, torna-se um verdadeiro guia para o viver cristão. Cristo
nos adverte ao exame das Escrituras porque nelas estão reveladas as palavras de 
vida eterna (Jo 5.39). Tiago assevera que a Palavra de Deus transforma a nossa natureza,
e nos conduz pela vereda da salvação (Tg 1.21). Nesta lição, veremos que a Escritura
é um alicerce constituído de sabedoria e prudência para a vida.

**PALAVRA-CHAVE: **GUIA

#### Comentário da Lição

É um grande engano pensar que a compreensão é o objetivo final da leitura Bíblica,
na verdade, é apenas o começo. Compreender e não aplicar é como preparar um banquete
e não participar. Colocar em prática a Palavra de Deus é uma parte vital de nosso
relacionamento com Ele. “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-
se a si mesmos.” (Tg 1.22-NVI). O fato de Tiago chamar os cristãos professos a ser“
praticantes”, e não somente a praticar, enfatiza que todos os aspectos da personalidade
do cristão deveriam ser caracterizados dessa maneira. Ao empregar o termos enganando-
vos, literalmente ele diz “contar mal” – esse é o significado do termo grego – uma
palavra usada na matemática para se referir a um erro de cálculo. Os cristãos professos
que se contentam apenas em ouvir a Palavra estão cometendo um sério erro de cálculo
em sua vida espiritual!

## I. A BÍBLIA É UM ALICERCE PARA A VIDA

### 1. A Palavra de Deus é alicerce.

Importante ressaltar que a Bíblia é a única infalível revelação escrita, divinamente
inspirada (2 Tm 3.16; Ap 1.1). Quem ouve e coloca em prática a Palavra de Deus é
comparado a uma pessoa prudente cuja casa é alicerçada sobre a rocha (Mt 7.24). 
Nesta ilustração de Jesus, a casa simboliza a vida. A vida deve ser edificada nos
ensinos de Cristo a fim de alcançar a virtude e um destino glorioso (Jo 3.16). O
próprio Cristo é a rocha (l Co 10.4). Ele tem as palavras de vida eterna (Jo 6.68).
A síntese desse grande ensinamento é que nem as crises dessa vida e nem a eternidade
poderá abalar quem está firmado em Cristo e na sua Palavra (Mt 7.25).

#### 🔔 Comentário da Lição

As Escrituras Sagradas são de fato únicas em sua espécie. Não há outro livro que
possa carregar o título de “inerrante Palavra de Deus”. Isto por que, somente a 
Bíblia revela Deus para nós (Cl 1.9-10, Jo 5.39). Como eu sei que Deus existe? Com
eu sei que Ele é o Todo Poderoso? Deus se revela através da Sua Palavra (Mt 11.25-
27). O Criador quer que homens e mulheres o entendam tal como Ele se revela nas 
Escrituras Sagradas. Quanto mais eu conheço a Bíblia, mais eu conheço a grandeza
de Deus. Quanto maior for o tamanho de Deus para mim, maior a minha [fé](https://ebdhoje.com.br/licao-09-habacuque-a-fe-como-forma-de-vida/)
Nele (Rm 10.17). A fé em Deus é simplesmente fé na Sua Palavra. Ela própria nos 
ensina a obtermos fé. Se não temos fé, a falha não é de Deus. Razão pela qual devemos
examinar as Escrituras, porque são elas mesmas que testificam a respeito de quem
é o Senhor. Mas este Santo Livro também revela o propósito de Deus para nós (Ec 
3.1, Jr 29.11). Deus não faz nada sem propósito. Quando formou o homem e a mulher
Deus tinha um propósito no coração. Você faz parte do sonho de Deus antes da fundação
do mundo (Ef 1.3-6). Somos a geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo 
exclusivo de Deus, com o propósito de anunciar as grandezas daquele que nos chamou
das trevas para a sua maravilhosa luz (1Pe 2.9). “Assim também ocorre com a palavra
que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá
o propósito para o qual a enviei” (Is 55.11-NVI). ELA revela o amor de Deus por 
nós (Jr 31.3, 1Jo 4.7-16). Nada se compara ao amor de Deus por nós. A Bíblia revela
o amor, a graça, a misericórdia e a grandeza de Deus. A Bíblia é uma carta de amor
do Pai para o [filho](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
para que ele se dê bem. Deus é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos
amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em nossos delitos e 
pecados (Ef 2.4-5). Quem está cheio de Deus, naturalmente estará cheio de amor (
1Jo 4.7-8). Andar em amor é o objetivo número um do verdadeiro cristão (1Jo 4.11-
12). Nada poderá nos separar do amor de Deus (Rm 8.38-39).

“Os verdadeiros seguidores de Jesus não irão apenas ouvir as Suas palavras, mas 
praticá-las, permitindo que a mensagem faça diferença em sua vida. Nesse ensino,
Jesus explicou que o verdadeiro seguidor, que pratica as Suas palavras, é como a
pessoa que constrói a sua casa sobre a rocha. Aquele que “constrói sobre a rocha”
é um discípulo que ouve e obedece, e não um impostor. Praticar a obediência é construir
sobre o sólido alicerce das palavras de Jesus, a fim de enfrentar as tempestades
da vida. Mesmo em meio à chuva, à inundação, e aos ventos, o alicerce que estiver
sobre a rocha não será afetado. 7.26,27 Em contraste com a pessoa sábia (7.24), 
a pessoa insensata ouve o ensino de Jesus e o ignora. Embora as duas pessoas tenham
construído suas casas, e essas casas até pareçam idênticas, somente uma suportará
o teste. Somente a pessoa que ouve e pratica a vontade de Deus receberá a recompensa.
A casa construída sobre a areia irá desabar. Quando vierem as tempestades, a pessoa
não terá firmeza, a sua vida se despedaçará, e o fim será uma grande queda – o juízo
final, a destruição (7.13,14), e a separação de Deus (7.22,23). Assim como o caráter
é revelado pelos frutos (7.20), a fé é revelada através das tempestades. A pessoa
sábia, que procura agir de acordo com a Palavra de Deus, edifica a sua vida de forma
que esta possa suportar qualquer dificuldade ou problema. Será o alicerce, e não
a casa, que determinará o que acontecerá no dia do juízo final” Comentário do Novo
Testamento Aplicação Pessoal. Editora [CPAD](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/).
Vol. 1. pag. 55.

### 2. A Palavra de Deus é luz.

Os Salmos declaram que a Palavra de Deus é “lâmpada para os pés” e “luz para o caminho”(
Sl 119.105). Significa que a Bíblia possui orientações para cada passo do nosso 
viver e instruções para todo o curso da nossa vida. Pedro fala da Palavra com o “
um a luz que alumia em lugar escuro” (2 Pe 1.19). Quer dizer que a luz das Escrituras
dissipa a escuridão espiritual e nos conduz em segurança pelo caminho da vida eterna.
Cristo disse: “ Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas” (Jo 8.12);
e [Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
ensina que devemos andar como [filhos](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/)
da luz (Ef 5.8), isto é, afastados da prática do [pecado](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/)(
1 Jo 3.6).

#### 🔔 Comentário da Lição

A Palavra de Deus fornece a iluminação para se caminhar sem tropeçar. Pedro utiliza
a designação “palavra profética” referindo-se não somente aos profetas maiores e
menores do Antigo Testamento, mas a todo o Antigo Testamento. Sem dúvida, todo o
Antigo Testamento foi escrito por “profetas” no sentido mais estrito da palavra,
uma vez que eles falaram e escreveram a Palavra de Deus, que era a tarefa de um 
profeta, e aguardaram ansiosos, de certo modo, pelo Messias que haveria de vir (
cf. Lc. 24.27). De igual modo, e por serem palavra profética, ele ainda recomenda:“
fazeis bem em atendê-la”; Pedro estava advertindo os cristãos que, uma vez que eles
seriam expostos aos falsos mestres, tinham de prestar cuidadosa atenção à Escritura,
pois ela é uma candeia que brilha em lugar tenebroso. As trevas sombrias deste mundo
caído impedem as pessoas de ver a verdade até que a luz brilhe. A luz é a lâmpada
da revelação, a Palavra de Deus ( Sl 119.105; Jo 17.17). Note, ainda, que escreve:“
o dia clareie e a estrela da alva nasça”, essas imagens simultâneas marcam a parousia,
ou seja, o aparecimento de Jesus Cristo (Lc 1.78; Ap 2.28; 22.16). A segunda vinda
não terá somente um impacto exteriormente transformador sobre o universo (2Pe 3.7-
13), mas também um impacto interiormente transformador nos cristãos que estiverem
vivos quando Jesus voltar, acabando para sempre com qualquer dúvida que eles ainda
tenham. A revelação perfeita, mas limitada, das Escrituras será substituída pela
revelação perfeita e completa de Jesus Cristo na sua segunda vinda (Jo 14.7-11; 
21.25). Então, as Escrituras terão se cumprido; e os cristãos, feitos semelhantes
a Cristo (1 Jo 3.1-2), terão conhecimento perfeito e toda profecia será abolida (
1Co 13.8-10).

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Mathew Henry screve: “Observe aqui: 1. A natureza da palavra de Deus e a grande 
intenção de entregá-la ao mundo; ela é lâmpada […] e luz. Ela revela-nos coisas 
sobre Deus e nós mesmos que, do contrário, não conheceríamos; ela mostra-nos o que
está errado e é perigoso; ela guia-nos em nosso trabalho e caminho; na verdade, 
o mundo seria um lugar sombrio sem ela. Ela é uma lâmpada que podemos levantar para
nós e tomar em nossa mão para nosso uso particular (Pv 6.23). O mandamento é a lâmpada
que continua a queimar com o óleo do Espírito; ela é como as lâmpadas do santuário
e a coluna de fogo para Israel. 2. O uso que devemos fazer dela. Ela deve ser não
só luz para os olhos para gratificá-los e encher nossa mente com especulações, mas
também lâmpada para os [»ossos] pés […] e luz para o [vosso] caminho para nos guiar
na arrumação correta de nossa conversa tanto na escolha de nosso caminho, em geral,
e dos passos, em particular, que damos nesse caminho, para que não tomemos um caminho
falso nem demos um passo em falso no caminho correto. Assim, somos realmente sensíveis
à bondade de Deus conosco em nos conceder essa lâmpada e essa luz quando a tornamos
o guia de nossos pés, do nosso caminho” HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry
Antigo Testamento Jó a Cantares de Salomão. Editora CPAD. pag. 642.

### 3. A Palavra de Deus é imutável.

Tendo a inspiração divina como pressuposto, ratificamos novamente que a Palavra 
de Deus é a nossa autoridade final de fé e prática (2 Pe 1.21). A Bíblia difere 
de outros livros porque seus ensinos são fidedignos e confiáveis, não erram e nem
falham (Jo 10.35). Desse modo, o texto bíblico permanece inalterado (Mc 13.31). 
Por conseguinte, os [princípios](https://ebdhoje.com.br/licao-08-fazendo-a-diferenca-cpad-adolescentes-3-trimestre-2021/)
bíblicos têm aplicação hoje, assim como o tiveram antigamente (Is 55.11) – Os padrões
da ética e da moral cristã não sofrem mudanças (l Pe 1.20). Portanto, os valores
cristãos são permanentes, pois a fonte de autoridade é permanente (Mt 5.18). Assim
sendo, o comportamento e o caráter do cristão se alicerçam nas doutrinas bíblicas(
Ef 2.20).

#### 🔔 Comentário da Lição

Assim como a Escritura não é de origem humana, ela também não é o resultado da vontade
humana. A ênfase na expressão é que nenhuma porção da Escritura foi produzida porque
os seres humanos assim o quiseram. A Bíblia não é o produto do esforço humano. Na
verdade, os profetas às vezes escreviam o que não conseguiam entender completamente(
1Pe 1.10-11), mas, apesar disso, foram fiéis em escrever o que Deus lhes revelou,
movidos pelo Espírito Santo. Gramaticalmente, significa que eles sempre foram levados
ou conduzidos pelo Espírito de Deus (Lc 1.70; At 27.15,17). Portanto, o Espírito
Santo é o autor e o criador divino aquele que produziu as Escrituras. Somente no
Antigo Testamento, os escritores humanos referem-se mais de 3.800 vezes aos seus
escritos como as palavras de Deus (Jr 1.4; 3.2; Rm 3.2; 1Co 2.10). Embora os autores
humanos da Escritura fossem mais ativos do que passivos no processo de composição
da Escritura, Deus, o Espírito Santo, supervisionou-os para que, usando sua própria
personalidade, processos de pensamento e vocabulário individuais, cada um deles 
escrevesse e registrassem nenhum erro as palavras exatas que Deus queria que fossem
escritas. As cópias originais da Escritura são, portanto, inspiradas por Deus (2Tm
3.16) e inerrantes, ou seja, não têm erros (Jo 10.34-35 17.17; Tt 1.2). Pedro definiu
o processo de inspiração que criou um texto original sem erros: “por que nunca jamais
qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto, homens [santos] falaram
da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21).

CHAMPLIN escreve: “Temos aqui as palavras de Jesus, suas profecias e ensinamentos.
São certas como a lei, e não podem falhar, mesmo que passem o céu e a terra. Nesta
afirmativa temos uma espécie de p rim e ira declaração do cânon, pois quando as 
palavras de Jesus foram registradas, imediatamente assumiram posição «canônica»,
em nada ficando a perder para as Escrituras do A.T . Não admira, pois que evangelhos(
juntamente com dez epístolas paulinas) tenham formado o cânon original do N.T., 
e que, muito antes de qualquer formalização do «cânon», as palavras de Jesus fossem
consideradas «autoritárias» Proverbialmente, «…o céu e a terra …» são as coisas 
mais perduráveis. Mas são transitórias, em comparação com as palavras d Cristo. 
De fato, finalmente, se dissiparão. Naturalmente, sua palavra é continua, não podendo
ser contida em um livro ou em uma coleção de livros. Sempre dependeremos de sua 
palavra doadora de vida. Muito temos ainda que aprender que elo ainda não nos pode
dizer; c sempre as coisas serão assim. A aplicação imediata do vocábulo «palavras»,
neste caso, é o pequeno apocalipse (suas predições; mas, por extensão, todas as 
suas palavras devem ser incluídas, aquelas que já foram ditas, aquelas que estão
sendo ditas, e aquelas que ainda serão ditas” CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento
Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 1. pag. 774.

 [Revista CPAD](https://ebdhoje.blogspot.com/) | [1º Trimestre De 2022](https://ebdhoje.blogspot.com/search/label/1%20trimestre%202022)
| [CPAD Adultos](https://ebdhoje.blogspot.com/search/label/Li%C3%A7%C3%B5es%20CPAD%20Adultos)–
A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus
| Lição 06

### SINÓPSE I

A vida do crente está alicerçada na imutável Palavra de Deus: a luz para o nosso
caminho.

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“Entenda a História da Escritura como um Todo
 Um aspecto de importância vital sobre
a Bíblia em seu contexto é compreender a sua história global. Uma razão pela qual
temos dificuldade em entender e viver os trechos da Bíblia é que não conseguimos
compreender o quadro geral, a história global. Perguntei a David [S. Dockery] sobre
a importância de compreender o panorama geral da Bíblia. Ele respondeu: ‘Acredito
que precisamos entender a grande história, desde a criação até o livro de Apocalipse,
e entender que Deus não se revelou apenas em determinados momentos, para pessoas
em particular, mas o fez de forma progressiva.

À medida que o tempo passava na história bíblica. Deus revelou mais e mais aspectos
de seu plano para a humanidade. Nós vemos a progressão, por exemplo, nas alianças
que Ele fez com as pessoas. Ele fez uma aliança com Abraão, uma aliança que foi 
amplificada com [Davi](https://ebdhoje.com.br/licao-04-davi-e-as-consequencias-da-infidelidade-conjugal-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
e depois ainda mais ampliada na nova aliança prometida em Jeremias. A aliança se
cumpre quando começamos ler Mateus 1, à medida que Mateus traça a genealogia e a
história de Jesus através das alianças do Antigo Testamento. […] O panorama geral
evita que leiam os passagens fora do contexto ou atribuímos à Bíblia algo que não
está nela’” (GUTHRIE, George. Lendo a Bíblia Para a Vida: Seu Guia para Entender
e Viver a Palavra de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.35)

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## II. A BÍBLIA NOS TORNA PESSOAS SÁBIAS

### 1. O conceito de sabedoria.

O substantivo hebraico para sabedoria é hokmãh; e o seu correspondente em grego 
é sophia. Ambas as palavras têm o sentido de “ habilidade”, “experiência” e “ qualidade
de quem é sábio”. A obra Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal assegura
que “ a sabedoria reúne o conhecimento da verdade com a experiência do cotidiano”.
Significa que o conhecimento absorvido pela mente deve ser aplicado em todas as 
situações da vida (Pv 4.5-8 ). Nesse aspecto, o conhecimento sem a prática não produz
sabedoria (Pv 3.7).

#### 🔔 Comentário da Lição

Segundo a bíblia o sábio é aquele que conhece e teme a Deus. Não adiantaria nada
termos todo conhecimento do mundo e perdermos a salvação de nossas almas por não
caminhar com aquele que criou todas as coisas. A Enciclopédia da Bíblia (Cultura
Cristã) esclarece: “SABEDORIA destreza, habilidade, consequentemente: criterioso,
usando razão habilmente, inteligência ampla e cheia e entendimento. Estas são de
longe as palavras mais comuns na Bíblia a serem traduzidas pelo termo “sabedoria”,
embora existam outros termos de ocorrência menos frequente traduzidos também como“
sabedoria”: em hebraico discernimento, prudente; conselho ou entendimento)”. MERRILL
C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 276.

CHAMPLIN também escreve: “Caracterização Geral Ter sabedoria é pensar bem e agir
bem em qualquer empreendimento realizado, seja secular ou espiritual. Deus é a principal
fonte de todo o bom pensamento e óe toda a boa realização, pois seu espírito vive
no homem, é expresso nele e conduz O caminho. A sabedoria pode ser destreza mecânica
e habilidade nos trabalhos manuais (Êxo. 28.3); a arte dos mágicos (Gên. 41.8; Êxo.
7.11); sagacidade, aprendizado, experiência, aplicação do conhecimento (Já 12.2;
38.37; Sal. 105.22); as filosofias engenhosas dos pagãos (I Cor. 1.20; 2.5; 3.19).
A sabedoria é um atributo de Deus (I Tim, 1.17; Jud. 25) e um presente especial 
de Deus ao homem (Atos 6.10; I Cor. 2.6; 12.8; Efé, 1.17; Tia. 1.5; 3.15-17). Jesus,
o Cristo, era a sabedoria personificada (l Cor. 1.30). A sabedoria era tratada como
uma Senhora Nobre que é tanto profetisa quanto professora (Pro. 1.20-33; 9.1-6).
Esta mulher é mãe e esposa, e pode tomar-se irmã de alguém (Cantares de Salomão;
Pro. 7.4; 31.1 O). Como esposa e mulher, é uma boa conselheira e mestra (Pro. 8.6-
10, 14). É contrastada com a mulher ignorante e profana (Pro. 9.13-18). A Boa Senhora“
seduz” aos bons pensamentos e atos; a senhora ignorante está interessada apenas 
no corpo, em seus apetites e adornos (Pro. 2.16; 5.3-20; 7.5-27). Este motivo de
Sabedoria Feminina repete-se em outros livros judaicos, como Sabedoria de Salomão,
Siraque, Baruque e em algumas passagens dos materiais do Qumran” CHAMPLIN, Russell
Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos. Vol. 6. pag.
7.

### 2. Deus é a fonte da sabedoria.

A sabedoria é um dos atributos divinos (Dn 2.20; Rm 16.27). Portanto, Deus é a sua
fonte (Pv 2.6; Ef 1.16,17). A sabedoria divina é inescrutável (Rm 11.33)- Toda a
sabedoria dos santos provém da parte de Deus (Ef 1.8,9). Em resumo, visto que Deus
é a verdadeira sabedoria, as suas palavras e seus atos são igualmente sábios (Sl
19.7; Pv 3.19). Nesse sentido, todos que vivem de acordo com os preceitos da Palavra
de Deus são considerados pessoas sábias (l Co 2.6,7).

#### 🔔 Comentário da Lição

A Maior Fonte de Toda Sabedoria “… ao Rei eterno, imortal, invisível, único Deus”(
1Tm 1.17); “… o único Deus, nosso Salvador” (Jd 25). O teísmo bíblico representa
Deus como o dono de qualidades humanas mais nobres em grau infinito. Platão transformou
a sabedoria em um de seus “universais”, a partir da qual fluem todas as manifestações
inferiores da mesma qualidade, e isto está em consonância com o pensamento bíblico.
A sabedoria é atribuída à Deidade (I Reis 3.28; Isa. 10.13; 31.2; Jer. 10.12; 51.15;
Dan. 5.11). Deus tomou conhecida Sua sabedoria na natureza e na revelação. Ele a
abre à intuição humana se um homem for piedoso e estiver em busca de um caminho 
mais alto (Rom. 11.33; I Cor. 1.24,26; Tia. 1.5; Apo. 7.12; Atos 6.10; Efé. 1.17;
Col. 1.9; 3.16). Logicamente, a despeito das revelações, a sabedoria divina não 
pode ser alcançada pelo homem em nenhum sentido completo, mas é meramente um aspecto
da salvação do homem (o ser finito, em constante movimento em direção a Deus, o 
Infinito). Esse é um processo eterno.

### 3. O temor é o princípio da sabedoria.

A Bíblia registra que “O temor do Senhor é o princípio do saber” (Pv 1.7 – NAA).
A frase “ temor do Senhor” não significa ter medo de Deus, mas expressa reverência
e adoração (Dt 10.12). Essa atitude é o preceito pelo qual se inicia a sabedoria.
O temor a Deus produz entendimento (Rm 12.1,2). E, por meio da obediência às Escrituras,
os cristãos passam a viver como pessoas sábias (Ef 5.15). Em contraste, os que rejeitam
ao Senhor e à sua Palavra permanecem na ignorância (Sl 14.1).

#### 🔔 Comentário da Lição

O tema que se estende acima de todos nesse livro, particularmente nos nove primeiros
capítulos, é apresentado — a reverência a Deus (veja v. 29: 2.5; 3.7; 8.13; 9.10;
14.26-27; cf., também, ]ó 20.20; SI 34.11; At y,31). Veja In[1]trodução: Temas históricos
e teológicos. Essa admiração reverente e temor submisso são fundamentais para todo
conhecimento espiritual e sabedoria (cf. 2.4-6; 9.10: 15.33: Jó 28.28; SI 111.10:
Ec 12.13). Conquanto o não crente possa fazer declarações sobre a vida e a verdade,
ele não terá o conhecimento verdadeiro e absoluto até que: desfrute de um relacionamento
redentor com Deus que inclua a admiração reverente. Observe esta progressão:
 1)
ensinando sobre Deus; 2) aprendendo sobre Deus; 3) temendo a Deus; 4) conhecendo
Deus; e 5) imitando a sabedoria de Deus. O temor do Senhor é um estado mental em
que as atitudes, desejos, sentimentos, ações e objetivos de uma pessoa são substituídos
pelos de Deus (cf. SI 42.1). CHAMPLIN escreve: “TEMOR O medo é uma das principais
emoções humanas. O trecho de Hebreus 2: 15 reconhece quão importante é essa emoção,
dentro da experiência humana, declarando que, por causa do temor da morte, os homens
passam a vida inteira na escravidão ao [diabo](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/).
Existem temores benéficos e temores prejudiciais. O melhor temor de todos é o temor
a Deus e das coisas que devemos evitar. Os temores prejudiciais são desnecessários,
além de demonstrarem imaturidade e falta de fé. Temores Benéficos 1. O Temor de 
Deus. Deus é o mais apropriado objeto do nosso temor (1sa. 8:13). Deus é o autor
do nosso temor (ler. 32:39); o temor a Deus consiste no ódio ao mal (pro. 8:13),
na sabedoria (Jó 28 :28; Sal. 111: 10). O temor a Deus é um tesouro para os santos(
Pro. 15: 16); serve-lhes de força santificadora (Sal. 19:7-9). O temor a Deus nos
é ordenado (Deu. 13A; Sal. 22:23). É inspirado pela santidade de Deus (Apo. 15:4).
A grandeza de Deus nos inspira a temê-lo (Deu. 10:12). A bondade de Deus leva-nos
também a temê-lo (1 Sam. 12:24). O temor a Deus conquista o perdão divino (Sal. 
BOA). As admiráveis obras de Deus inspiram-nos ao temor a Deus (Jos. 4:23,24). Os
juízos de Deus levam os homens a temê-lo (Apo. 14:17). O temor a Deus é algo necessário
como parte da adoração ao Senhor (Sal. 5:7). Faz parte do serviço que prestamos 
a Deus (Sal. 2:11; Heb. 12:28). O temor a Deus inspira os homens a um governo justo(
ll Sam. 23 :3). O temor a Deus é uma influência aperfeiçoadora (lI Cor. 7: 11).As
Escrituras ajuda-nos a compreender o temor a Deus (pro. 2: 15). O Temor de Deus 
Residente no Homem. Aqueles em quem há o temor a Deus agradam o Senhor Deus (Sal.
147:11). Deus compadece-se dos tais (Sal. 103:13). Eles são aceitos por Deus (Atos
10:35). Eles recebem de sua misericórdia (Sal. 103: 11,17; Luc. 1:50); eles confiam
em Deus (Sal. 115:11; Pro. 14:26). Eles afastam-se do mal (Pro. 16:6); eles têm 
comunhão com pessoas dotadas das mesmas atitudes santificadas (Mal. 3: 16). Deus
cumpre os desejos daqueles que o temem (Sal. 145:19); e a vida deles é prolongada
na terra (Pro. 10:27). O Temor de Deus como uma Virtude. Os homens deveriam orar
a fim de receberem o temor a Deus (Sal. 86:11). O temor a Deus é exibido na vida
cristã autêntica (Col. 3:22). Também demonstramos nosso temor a Deus quando damos
aos nossos semelhantes uma razão para a nossa expectação espiritual (I Ped. 3: 15).
O temor a Deus é uma atitude que deveríamos manter com constância (Deu. 14:23; Pro.
23: 17). Deveríamos ensinar aos outros o temor a Deus (Sal. 34: 11). Quem teme a
Deus tem vários pontos de vantagem (Pro. 15: 16; 19:23; Ecl. 8:12,13). Os ímpios,
por sua vez, não sabem o que é temer a Deus (Sal. 36: 1; Pro. 1:29; Rom. 3: 18).
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
Vol. 6. pag. 336.

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### 4. Os benefícios da sabedoria.

O salmista declara que o ato de meditar na Palavra de Deus, o tornou mais sábio 
do que todos à sua volta (Sl 119.98-100). Essa afirmação significa que ele adquiriu
sabedoria ao aplicar os preceitos do Senhor na sua vida. Salomão assegura que a 
pessoa sábia tem muitos benefícios (Pv 9.12). Dentre eles, acumula conhecimento (
Pv 10.14); ganha alma (Pv 11.30); tornar-se próspero (Pv 19.8); e exerce domínio
próprio (Pv 29.11). Em vista disso, somos advertidos a empregar esforços na busca
da sabedoria (Pv 4.7)

#### 🔔 Comentário da Lição

A sabedoria de Deus sempre excede a do homem. CHAMPLIN escreve: “Os teus mandamentos
me fazem mais sábio. Os mandamentos, uma das dez palavras usadas para indicar a 
lei, representa o quinto termo usado pelo autor sagrado. Esses mandamentos tornavam
o salmista mais sábio que seus inimigos. A palavra hebraica miswah foi usada vinte
e uma vezes no Salmo 119. Até mesmo neste minúsculo salmo de sabedoria, o poeta 
sagrado trouxe à tona os brutais inimigos que lhe buscavam tirar a vida. Nosso homem
estava sendo afligido e precisava de proteção contra aqueles réprobos. Aqui, porém,
ele não levantou a Deus uma petição contra eles, o que fez com tanta frequência 
até este ponto, mas tão-somente salientou que ultrapassara em muito aqueles homens
maus em termos de sabedoria espiritual. Eu os tenho sempre comigo. Esta declaração
significa que a lei era a companheira constante do poeta, sempre ocupando a sua 
mente, sempre contemplada e empregada em sua vida, para sua própria espiritualidade,
e como um guia para suas boas obras em beneficio alheio. Algumas traduções, porém,
dizem que seus inimigos o viviam assediando com seus ataques. Mas o versículo gira
em torno dos mandamentos, que visavam a segurança, o livramento e, evangelicamente
falando, a salvação (ver II Tim. 3.15-17), que alguns intérpretes enxergam no texto.
Kimchi fazia dos inimigos do salmista os agentes da sabedoria de nosso homem, porquanto
as aflições a que esses inimigos o lançavam levaram-no a meditar sobre a lei de 
Deus, através de proteção; mas não é isso o que está em vista aqui, embora possa
também exprimir uma verdade. Compreendo mais do que todos os meus mestres. O poeta
sacro não somente estava à frente de seus inimigos no campo da sabedoria, mas ultrapassava
os próprios mestres. Por que isso era verdade? Porque ele passava mais tempo meditando
do que eles; e, considerando o amor da mente dos hebreus pela lei, não era uma pequena
realização. Conforme Paulo disse, ele labutara mais abundantemente do que eles todos(
ver I Cor. 15.10). Os mestres humanos são contrastados com o Mestre divino da lei,
com o qual ele não se equiparava, mas sua mente era sempre influenciada pela lei,
dando ao salmista uma sabedoria cada vez maior. Em outras palavras, ele crescia 
cada vez mais no entendimento, bem como no poder de aplicar corretamente a lei em
sua vida diária. Dessa maneira, nosso homem se tornava um homem mais e mais espiritual,
bem como um agente mais eficaz para servir ao próximo mediante boas obras. Sua espiritualidade
era expansiva, e não introvertida. De modo geral, os rabinos não gostavam do homem
que afirmava ter maior sabedoria que os seus mestres, o que, segundo eles pensavam,
poderia solapar-lhes a profissão. Por isso este versículo foi distorcido para dizer:“
De todos os meus mestres adquiri sabedoria”. Isso está em acordo com o pensamento
geral, mas, a bem da verdade, não é o que o salmista disse. Fausset (in loc.) vê
os mestres do salmista negligenciando a lei e imiscuindo-se na política, mas o texto
não dá o menor indício disso. O poeta simplesmente afirmou ser mais zeloso e mais
intenso em sua devoção à lei. Sou mais entendido que os idosos. Agora o autor sagrado
reforça e expande sua ousada declaração do vs. 99 sobre ser mais sábio que seus 
mestres. De acordo com o que lemos em certas traduções, ele era mais entendido do
que os antigos, mas em nossa versão portuguesa e outras encontramos que ele era 
mais entendido que os idosos. Seja como for, essa é uma reivindicação bastante ousada.
Os idosos eram tidos em altíssimo respeito. Nosso poeta, entretanto, ultrapassava
a todos eles em entendimento. Os intérpretes sentem-se desconfortáveis quanto à 
fanfarronice do poeta: ele era mais sábio que seus mestres, mais sábio que os antigos,
e mais sábio que os idosos. Até onde sabia, era o homem de número um quanto ao conhecimento
e queria que as pessoas soubessem disso. Estou supondo, entretanto, que o poeta 
estivesse com a razão, pois criou um salmo de 176 versículos para louvar a lei! 
O poeta que o compôs era o fanático número um, o estudante número um, e o pensador
número um sobre a lei; e sua devoção à lei estava rendendo dividendos. O homem tornou-
se o aluno número um. De fato, ele tinha devotado toda a vida e energia à lei. Vamos
dar-lhe crédito, portanto! Cf. este texto com a glorificação de Eliú aos antigos(
ver Jó 8.8-10; 12.12 e 32.6,7,9). Novamente, este versículo tem sido distorcido 
pelos rabinos que não podem suportar sua ousadia e nos oferecem a seguinte distorção:“
Obtive compreensão dos antigos”. Mas não era isso que o salmista estava reivindicando”
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo.
Editora Hagnos. pag. 2447-2448.

#### SINÓPSE II

Deus é a fonte da sabedoria e, por isso, o temor do Senhor é o princípio de toda
a sabedoria. Logo, meditar e aplicar a Bíblia em nossa vida nos torna pessoas sábias.

#### AUXÍLIO DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

“ O Caráter do Professor Cristão
 C. S. Lewis admite que muitas pessoas reconhecem
que certas qualidades de caráter (prudência, temperança, justiça e fortaleza, ou
seja, ‘virtudes cardeais’) são virtuosas e valem a pena perseguir. Contudo, ele 
sugere que os cristão s identificam virtudes fora do escopo da norma. Entre as virtudes
teológicas, estão a fé, a caridade e a esperança (centradas em Deus; Pv 18.2; 19.3;
23.9). Enquanto a Bíblia defende a abnegação, a humildade, a generosidade e a compaixão
para com os outros, 0 mundo defende o egocentrismo, o orgulho, o consumo e o julgamento.
A maturidade em Cristo evidencia-se no fruto do Espírito, no crescimento em conhecimento,
no fortalecimento cada vez maior em perseverança e paciência e, por fim, no ser 
agradecido. […] A verdadeira transformação da mente do cristão manifesta-se na transformação
do caráter e no testemunho verbal e não verbal. […] Torna-se claro que a verdade
da Palavra de Deus é realmente ‘aprendida’ quando é vivida na comunidade de fé e
no mundo” (LINHART, Terry. Ensinando as Próximas Gerações: 0 Guia Definitivo do 
Professor de Jovens. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.51-52).

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## III. A BÍBLIA E A PRUDÊNCIA PARA A VIDA

### 1. O conceito de prudência.

O Dicionário Wycliffe esclarece que o termo hebraico arum é usado no sentido positivo
para identificar uma pessoa sensata (Pv 14.8,15,18; 15.5), e que o adjetivo grego
synetos enfatiza uma decisão inteligente (Pv 16.21). O Dicionário Vine destaca que
o substantivo grego phronesis e suas declinações denotam sabedoria prática (Lc 1.17;
Ef 1.8), e que synetos sugere avaliação que precede a ação (l Co 1.19). Em termos
gerais, a prudência é a virtude que evita ações temerárias. Nesse aspecto, com cautela
e bom senso, uma pessoa prudente é capaz de discernir e fazer a escolha correta (
Dt 30.19; Lc 10.42).

#### 🔔 Comentário da Lição

“A sabedoria do prudente é entender o seu próprio caminho. Um homem tem sabedoria
para orientá-lo em seu caminho, ajudando-o a caminhar como deve fazê-lo. O homem
aprende a lei e então obedece a seus ditames no andar diário. Ver no Dicionário 
o verbete chamado Andar. O homem prudente (que é esperto no bom sentido; no hebraico,‘
arum) considera cuidadosamente seus atos e sabe por que faz certas coisas, mas não
outras. Ele tem mente instruída e segue essa mente. Não se deixar enganar com facilidade.
Antítese. Em contraste, o insensato vive sempre tão cheio de sua insensatez que 
ilude a si mesmo e lança-se a enganar outras pessoas. O resultado é que tal pessoa
segue uma vereda insensata, precipitada e prejudicial. Cf. Pro. 14.18,24,29. Um 
insensato pode até pensar que o seu caminho é certo (ver Pro. 12.15), mas isso faz
parte de ser enganado e não é uma estimativa verdadeira das coisas. Quanto à metáfora
da vereda, ver Pro. 4.11; e quanto aos caminhos do homem bom e do homem mau contrastados,
ver Pro. 4.27. O conteúdo mental determina a direção do andar, ou seja, da conduta
diária e constante. A versão da Septuaginta contém a segunda linha: “A insensatez
dos insensatos leva-os a errar”, em que a palavra hebraica para enganar, math’eh,
foi levemente emendada para mirmah, “errar”. Alguns pensam que isso reflete o original
hebraico, que o texto massorético padronizado perdeu” CHAMPLIN, Russell Norman, 
Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2606.

### 2. A prudência dos justos.

A pregação de João Batista tinha como finalidade converter “os rebeldes à prudência
dos justos” (Lc 1.17). Nesse sentido, a mensagem da salvação em Cristo não apenas
restaura o pecador, mas também o faz andar por veredas de retidão (Pv 4.18; 2 Co
5.17). Paulo declara que a graça de Deus nos traz sabedoria e prudência (Ef 1.8).
A sabedoria para compreender a verdade, e a prudência para agir corretamente, segundo
a vontade de Deus (Ef 1.9). Essas dádivas são aperfeiçoadas pela oração, leitura
das Escrituras e comunhão com o Espírito Santo (l Ts 5.17; 2 Tm 3.14-15; Ef 5.18).

#### 🔔 Comentário da Lição

Esse termo é empregado pelo evangelista Lucas quando descreve o ministério de João
Batista. A missão do precursor do Messias é converter o coração “dos [pais](https://ebdhoje.com.br/licao-08-uma-historia-marcada-por-deus-revista-betel-jovens-conectar-1-trimestre-2021/)
aos filhos” e os rebeldes à “prudência dos justos” (Lc 1.17). Ao discorrer sobre
essa última declaração, Matthew Henry observa que “a verdadeira religião é a sabedoria
dos homens justos, diferentemente da sabedoria do mundo. Sermos religiosos é, ao
mesmo tempo, a nossa sabedoria e o nosso dever; nisto existe tanto equidade quanto
prudência”. Significa que o Evangelho tem como desígnio trazer as pessoas de volta
para Deus. E, quando isso acontece, os ignorantes, desobedientes e rebeldes de outrora
se tornam sábios, justos e prudentes.

“Deus não apenas recebe e perdoa àqueles que ele reconciliou consigo mesmo como 
filhos; ele também os ilumina com a compreensão do seu propósito. Sua graça é derramada
sobre nós em toda a sabedoria e prudência (1.8). A palavra grega sophia, “sabedoria”,
é o conhecimento que olha para o coração das coisas, que as conhece tal como realmente
são, e phronesis, “prudência”, é a compreensão que leva a agir corretamente.52 Como
William Barclay diz: “Cristo outorga aos homens a habilidade de ver as grandes venturas
da eternidade e de resolver os problemas de cada instante”. Os homens têm essa sabedoria
e prudência porque Deus revela o mistério da sua vontade. Esse mistério é a maneira
pela qual Deus traz a uma unidade restaurada o Universo inteiro, que se tornara 
desordenado devido à rebelião e ao pecado do homem”. LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS
Igreja, A Noiva Gloriosa de Cristo. Editora Hagnos. pag. 28.

### 3. Os benefícios da prudência.

O livro de Provérbios descreve os benefícios da prudência (Pv 1.1-6). Dentre eles,
destaca-se: o autocontrole para não revidar ofensas (Pv 12.16); a humildade para
não exibir conhecimento (Pv 12.23); a correta tomada de decisões (Pv 13.16); o pensar
antes de agir para não ser influenciado (Pv 14.15); O alcance de boa reputação e
alta posição (Pv 1 4 -35); a sujeição ao aprendizado e a correção (Pv 15.5); e o
desviar-se do perigo por meio de soluções antecipadas (Pv 22.3). Nos Evangelhos,
Cristo enfatizou que a pessoa prudente tem a Palavra de Deus como regra de vida (
Mt 7.24); procede com retidão e cumpre seus deveres com fidelidade (Mt 24.45 ); 
por fim , cuida com esmero da sua vida espiritual e mantém acesa a chama do Espírito(
Mt 25.4). Em vista disso, a Bíblia nos exorta a viver prudentemente, e não como 
néscios (Ef 5.15).

#### 🔔 Comentário da Lição

“As palavras «… vede prudentemente…» refletem os termos gregos. «blepete…abribos»,
cuja tradução mais literal seria «vede acuradamente», e cujo sentido é «dai grande
atenção a». O cuidado, em nosso andar cristão, nos é aqui recomendado, a fim de 
que estejamos alertas, em estado de preparação espiritual, através da intimidade
com Cristo e da instrução em Cristo. Não se trata de um resultado automático, porquanto
subentende um desenvolvimento cuidadoso em Cristo, mediante o emprego de todos os
meios espirituais postos à nossa disposição. «…como andais …» (Quanto ao «andar»
como uma metáfora sobre a conduta geral na vida, em seus padrões e hábitos, ver 
as notas expositivas sobre os versículos segundo e oitavo deste capítulo, onde são
dadas outras referências onde essa ideia é ainda mais desenvolvida. Tal expressão
metafórica é frequente, segundo nos mostram as notas expositivas aludidas). « …não
como néscios… » Esta última palavra, no original grego é «asophos», a negativa simples
do termo que significa «sábios»; pelo que seu significado é «embotado», «insensato»,
ainda que no texto à nossa frente isso se refira à condição espiritual de ignorância,
que caracteriza aqueles que se acham em trevas, aos quais, portanto, falta a «iluminação»
espiritual. Ê como se Paulo houvesse afirmado: «Não sejais semelhantes aos vossos
vizinhos, que não possuem a luz de Jesus Cristo, continuando nos antigos caminhos
vergonhosos, pois andam sob a influência do príncipe das trevas, nos desejos mórbidos
de sua [carne](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/),
cumprindo os seus desejos e os desejos da mente entenebrecida, por serem filhos 
da desobediência, das trevas e da ira». (Ver Efé. 2:2,3). «…e, sim, como sábios…»
Neste ponto é empregada a palavra que usualmente significava «sábio», isto é, «sophos»,
ainda que em sentido espiritual. Essa palavra indica aqueles que foram espiritualmente
iluminados, para que se tornem sábios, dotados de discernimento. Os atos de Deus
são todos efetuados com base na sabedoria, conforme o trecho de Efé. 1:8, onde também
tal termo é comentado. Notemos que viver no pecado é demonstração de loucura; e 
que viver na retidão é prova de sabedoria. A totalidade do N.T. é demonstração das
razões pelas quais as coisas são assim. O texto presente vincula as «trevas» e a«
morte» com a «insensatez do pecado», ao mesmo tempo que a «vida» e a «luz» são ligadas
à «sabedoria da santidade». E ndssa consciência também faz essa equiparação. E aquele
que no homem interior testifica sobre essa verdade é o Espírito Santo. Cumpre-nos
observar que este versículo é paralelo de Col. 4:5. (Quanto a todos os paralelos
existentes entre esta epístola e a epístola aos Colossenses, ver a introdução ao
trecho de Efé. 1:1, onde uma lista de tais paralelos é oferecida). Variante Textual·.
O termo «prudentemente» acompanha o verbo «ver», de acordo com os mss P(46), Aleph,
B, 17 e os escritos de Orígenes e Crisóstomo. Isso resulta em tradução similar à
que encontramos na nossa versão portuguesa. Porém, esse termo aparece ligado com«
andar», dando em resultado «Vede que andeis prudentemente», nos mss Aleph(5), ADGKLP
e a maioria dos manuscritos posteriores, incluindo a grande massa de manuscritos
cursivos. A diferença consiste da ordem de palavras: o primeiro caso diz «akribos
pos», e o segundo caso diz «pos akribos». Todavia, isso não modifica o sentido da
ordem em geral, sem importar como aceitemos o texto, embora a primeira forma conte
com melhor apoio textual. O uso apropriado da «luz» permite que o olho veja com 
mais exatidão; de fato, não havendo luz, a visão é inoperante. Portanto, uma vez
que a luz de Cristo esteja conosco, podemos ver claramente o que nos compete fazer.
A iluminação que nos vem da parte de Deus deveria eliminar toda a possibilidade 
de voltarmos à nossa antiga conduta. «Tropeçar ao meio-dia é prova de insensatez
ou cegueira. Por igual modo, o abuso da luz que possuímos, não demorará a fazer-
nos perdê-la, o que nos forçará a voltar às veredas das trevas». (Findlay,in loc.).
Isso é exatamente o contrário do tipo de vida inerente nas palavras que dizem, …
em nossos dias de pressa, de trabalho m a u feito e de desordem. Destaca-se aqui
a sabedoria cristã. Os gregos apreciavam muitíssimo a sabedoria (ver I Cor. 1:22);
mas Jesus Cristo, sendo a luz, é também a sabedoria de Deus (ver I Cor. 1:24,30).
E essa sabedoria, a despeito de pertencer ao outro mundo, muito tem a ver com a 
vida presente, porquanto não apenas sugere, mas exige a vida de santidade, de abandono
dos antigos caminhos pagãos. A sabedoria vale mais que o ouro (ver Pro. 16:16); 
e a loucura de Deus é mais sábia que os homens (ver 1 Cor. 1:25). A sabedoria cristã
não pode ser separada da santidade, tal como ninguém pode separar a santidade do
estarmos na presença de Deus (ver Heb. 12:14), já que sem a santidade ninguém jamais
verá a Deus. A santidade fala da transformação moral segundo a imagem de Cristo;
e isso, por sua vez, provoca a transformação metafísica, mediante o que chegaremos
a participar de tudo quanto Cristo é e possui. Portanto, é através-da sabedoria 
de Cristo que chegamos a ter a visão beatífica. Certamente que isso ultrapassa a
toda a sabedoria humana, a qual despreza a gravidade do pecado, levando os homens
a descerem pelo caminho descendente do orgulho e da ignorância insensatos”. CHAMPLIN,
Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora 
Hagnos. Vol. 4. pag. 623-624.

#### SINOPSE III

A prudência é a sabedoria na prática. Ela nos leva a agir corretamente e sem precipitações,
segundo a vontade de Deus.

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### CONCLUSÃO

A Bíblia é um guia seguro para a nossa caminhada cristã. O texto sagrado aponta 
para Cristo: o único caminho que leva à vida (Mt 7.14). Nessa nobre tarefa, a imutável
Palavra de Deus alumia o caminho que devemos trilhar. Assim , por meio da obediência
às Escrituras, e o temor a Deus, recebem a sabedoria e prudência em nosso andar 
como filhos da luz (Ef 5.8).

#### 🔔 Comentário da Lição

A fé cristã é um estilo de vida. Quando eu reconheço a grandeza de Deus, a Sua [soberania](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/),
entendo o Seu propósito e aceito o Seu amor, a vida cristã passa a ter mais sentido.
Tem muita gente jogando a culpa de seu fracasso em Deus, contudo, se tem algo errado,
certamente não está em Deus. Eu preciso entender a Palavra de Deus e colocá-la em
prática. Deus é imutável e a Sua Palavra jamais falha. [Efésios](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/)
5.8 descreve o estilo de vida do não convertido como a ausência da verdade e da 
virtude nas questões intelectuais e morais (1Jo 1.5-7). A esfera das trevas é presidida
pelo “poder das trevas” (Lc 22.53; Cl 1.13), que governa sobre aqueles que estão
se encaminhando para as “trevas” eternas (Mt 8.12; 2Pe 2.171. De modo trágico, os
pecadores amam as trevas (Jo 3.19-21). É exatamente dessas trevas que a salvação
em Cristo liberta os pecadores (Jo 8.12; Cl 1.13; 1Pe 2.9; cf. SI 27.1).

### Lição 06: A Bíblia como um Guia para a Vida – CPAD Adultos 1 trimestre 2022

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#### REVISANDO O CONTEÚDO

### 1. Quem ouve e coloca em prática a Palavra de Deus é comparado a quê?

Quem ouve e coloca em prática a Palavra de Deus é comparado a um a pessoa prudente
cuja casa é alicerçada sobre a rocha (Mt 7.24).

### 2. Por que os valores cristãos são permanentes?

Os valores cristãos são permanentes, pois a fonte de autoridade é permanente (Mt
5.18).

### 3. O conhecimento sem a prática produz sabedoria?

Não. O conhecimento sem a prática não produz sabedoria (Pv 3.7).

### 4. Que ato, segundo o salmista, torna a pessoa mais sábia?

O salmista declara que o ato de meditar na Palavra de Deus o tornará mais sábio 
que todos à sua volta (SE 119.98-100).

### 5. Cite pelo menos três benefícios da prudência.

Autocontrole, humildade e pensar antes de agir.

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