# Lição 10 Betel Adultos 2 trimestre 2025

- Link: https://ebdhoje.com.br/licao-10-betel-adultos-2-trimestre-2025-ebd/
- Published: 2025-06-06T01:20:49-03:00
- Author: ebdhoje

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## Lição 10 Betel Adultos 2 Trimestre 2025

### Contribuições: o investindo na expansão do Reino de Deus

 Estude a **Lição 10 Betel Adultos 2 Trimestre 2025 – Contribuições: o investindo
na expansão do Reino de Deus** da [Escola Bíblica Dominical](https://ebdhoje.com.br/licao-10-sofonias-o-dia-do-juizo-esta-chegando/)
deste domingo. A **Lição 10 Betel Adultos 2 Trimestre 2025** nos ensina que contribuir
com dízimos e ofertas é mais do que uma prática religiosa — é uma forma poderosa
de investir na expansão do Reino de [Deus](https://ebdhoje.com.br/licao-01-deus-se-revelou-a-humanidade-revista-betel-adultos-2-trimestre-2021/).

 * **Tema da Revista:** MORDOMIA CRISTÃ – A Gratidão e Fidelidade na Administração
   dos Recursos que Deus nos Confiou
 * **Editora:** [Betel](https://ebdhoje.com.br/licao-08-uma-historia-marcada-por-deus-revista-betel-jovens-conectar-1-trimestre-2021/)
   | 2 Trimestre 2025

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## Resumo da Lição

A Lição 10 destaca a importância das contribuições missionárias como expressão da
verdadeira adoração e responsabilidade cristã. Ela enfatiza que todos os crentes
fazem parte da missão de Deus ao sustentarem financeiramente e em oração aqueles
que estão no campo missionário. Com base no exemplo bíblico da igreja primitiva,
a lição mostra que investir na expansão do Reino é um privilégio que gera frutos
eternos.

[EBD Hoje – Escola Dominical](https://ebdhoje.com.br/) | [Lições Revistas Betel Adultos](https://ebdhoje.com.br/escola-ebd/)
| [2 Trimestre de 2025](https://ebdhoje.com.br/tag/revista-betel/) | [Betel Dominical Adultos](https://www.editorabetel.com.br/escola-dominical-revistas-adultos)–
MORDOMIA CRISTÃ – A Gratidão e Fidelidade na Administração dos Recursos que Deus
nos Confiou | Betel adultos 2 trimestre 2025 Lição 10 – [Escola Dominical](https://ebdhoje.com.br/tag/escola-dominical/)
[Betel Adultos](https://ebdhoje.com.br/betel/ebd-adultos/) | [Revista Betel](https://ebdhoje.com.br/tag/betel/)
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## **TEXTO ÁUREO**

“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória,
por Cristo Jesus”. ([Fl 4.19](https://www.bibliaonline.com.br/acf/fp/4/19)).

### **VERDADE APLICADA**

Uma das características do autêntico discípulo de Cristo é o comprometimento na 
participação do sustento da obra missionária.

## **OBJETIVOS DA LIÇÃO**

**Identificar **o socorro de Deus
**Saber **que apoiar os missionários faz parte
da vida cristã**Reconhecer **que investirem missões é investir no Reino

### **TEXTOS DE REFERÊNCIA**

[FILIPENSES 4](https://www.bibliaonline.com.br/nvi/fp/4)
14 Todavia, fizestes bem
em tomar parte na minha aflição.15 E bem sabeis também vós, ó filipenses, que, no
princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo
com respeito a dar e a receber, senão vós somente.16 Porque também uma e outra vez
me mandastes o necessário à [Tessalônica](https://ebdhoje.com.br/licao-10-as-adversidades-nao-impedem-o-crescimento-do-cristao/).
17 Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que abunde a vossa conta.<br>18 
Mas bastante tenho recebido e tenho abundância; cheio estou, depois que recebi de
Epafrodito o que da vossa parte me foi enviado, como cheiro de suavidade e sacrifício
agradável e aprazível a Deus.

### LEITURA DIÁRIA 📅

| **Segunda** | **Pv 3.9,10** Devemos honrar o Senhor com nossos bens. | 
| **Terça** | **Mt 6.19-21** Devemos ajuntar tesouros no céu. | 
| **Quarta** | **1 Co 3.9** Somos cooperadores de Deus. | 
| **Quinta** | **I Fp 4.19** Deus supre nossas necessidades em glória. | 
| **Sexta** | **Hb 13.16** Deus se agrada da generosidade. | 
| **Sábado** | **1Jo 3.16,17** Devemos amar os [irmãos](https://ebdhoje.com.br/licao-08-uma-historia-marcada-por-deus-revista-betel-jovens-conectar-1-trimestre-2021/). |

### **MOTIVO DE ORAÇÃO**

Ore para que os projetos missionários sejam apoiados pela Igreja de Cristo.

### **ESBOÇO DA LIÇÃO**

Introdução
1 – O apoio da igreja aos missionários2 – Investindo na expansão do Reino3–
O socorro de DeusConclusão

### **INTRODUÇÃO**

Nesta lição, veremos a fundamentação bíblica referente à tarefa missionária da Igreja
e à responsabilidade dos membros do Corpo de Cristo no sustento e na manutenção 
dos missionários enviados pela igreja local para anunciar a Palavra de Deus ([Lc 10.7](https://www.bibliaonline.com.br/acf/lc/10/7);
[1 Co 9.1-14](https://www.bibliaonline.com.br/acf/1co/9/1-14); [2 Co 11.8,9](https://www.bibliaonline.com.br/acf/2co/11/8,9)).

**PONTO DE PARTIDA:** Três maneiras de apoiar as missões: orar, ir e contribuir.

## **1 – O apoio da igreja aos missionários**

É dever do cristão anunciar o Evangelho a todas as criaturas, pois como poderão 
crer se não ouvirem a mensagem da Salvação? (Rm 10.17). E como poderão ouvir se 
a Palavra não lhes for anunciada? (Rm 10.14). E como a Palavra será anunciada se
não forem enviados missionários? (Rm 10.15). É importante contribuir para o sustento
dos servos de Deus chamados para anunciar as Boas Novas aos perdidos (Fp 4.16). 
[EBD](https://ebdhoje.com.br/licao-10-sofonias-o-dia-do-juizo-esta-chegando/) Hoje
| Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

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### 1.1. Amando a obra missionária.

O amor pela obra missionária é uma característica da vida cristã, por isso deve 
ser cultivado durante toda a caminhada dos discípulos de Jesus Cristo (Mc 16.15).
Cumprir o “_**Ide**_” é agradar a Cristo ([Mt 22.9](https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/22/9)),
que disse que enviaria Seus discípulos, assim como o Pai O enviou [(Jo 20.21](https://www.ebdhoje.com.br/versiculo/joao_20_21/)).

A última mensagem de Jesus, antes de Sua ascensão, foi sobre sermos testemunhas 
até os confins da terra (At 1.8). Daí a necessidade de pôr nosso amor em prática,
dando apoio aos missionários que levam as Boas Novas pelo país e pelo [mundo](https://ebdhoje.com.br/licao-08-conhecendo-algumas-armas-poderosas-em-deus/)(
[At 13.47](https://www.bibliaonline.com.br/nvi/atos/13/47)).

> **Bispo Abner Ferreira:** “Existem três maneiras de contribuir para a obra missionária:
> viajando para cumprir o Ide de Jesus; intercedendo pela obra missionária; enviando
> recursos para os missionários que estão no campo. A Bíblia Sagrada nos dá a certeza
> de que todos aqueles que, com boa [fé](https://ebdhoje.com.br/licao-09-habacuque-a-fe-como-forma-de-vida/),
> se consagram a anunciar a Palavra de Deus devem ser amparados pelos irmãos com
> suas contribuições para o Reino. Se não ofertarmos, o Reino sofrerá.”

### Comentário🤓

O apoio da igreja aos missionários é expressão concreta da obediência à missão que
Cristo confiou à Sua Igreja. O apóstolo [Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
em sua epístola aos Romanos, delineia a cadeia lógica e espiritual que sustenta 
a evangelização: a fé nasce da escuta da Palavra, mas essa escuta só é possível 
se houver quem pregue, e para que alguém pregue, é indispensável que seja enviado(
Rm 10.14-17). O envio missionário, portanto, é um imperativo teológico e prático,
que revela a íntima conexão entre a igreja local e a obra missionária global.

Esse apoio não se restringe a palavras de encorajamento, mas envolve participação
material e espiritual no sustento dos que deixam tudo para obedecer ao chamado divino.
O exemplo da igreja de Filipos é emblemático: mesmo em meio às suas limitações, 
não cessaram de enviar ofertas a Paulo para que pudesse continuar a obra missionária(
Fp 4.16). Assim, a contribuição financeira se reveste de profundo valor espiritual,
sendo um investimento no avanço do Reino de Deus e um testemunho da comunhão entre
os santos.

A mordomia cristã, nesse contexto, transcende a administração dos bens pessoais 
e alcança a responsabilidade de, como igreja, cooperar com a propagação do Evangelho.
Contribuir para missões é partilhar dos sofrimentos e das alegrias dos missionários,
é reconhecer que a missão é da igreja como um todo, e não apenas de alguns vocacionados.
Portanto, apoiar os missionários é não apenas um dever, mas um privilégio espiritual

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O amor pela obra missionária é, antes de tudo, reflexo do amor a Cristo e ao próximo.
A ordem de Jesus em Marcos 16.15 — “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda
criatura” — não é uma sugestão, mas um mandamento que revela o caráter missional
da Igreja. O crente que ama a Cristo deve, necessariamente, amar a missão de Cristo.
Esse amor é demonstrado não apenas por palavras, mas por ações concretas de envolvimento,
oração e sustento missionário.

O mandamento do “Ide” (Mt 22.9) revela a universalidade do chamado cristão para 
evangelizar, e a missão é parte integrante do discipulado. Assim como o Pai enviou
o [Filho](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
o Filho envia a Sua Igreja (Jo 20.21). Esse envio não se restringe aos apóstolos
ou missionários vocacionados, mas alcança cada discípulo como participante da missão
divina.

A Grande Comissão, reiterada antes da ascensão de Cristo, enfatiza que o testemunho
da Igreja deve alcançar até “os confins da terra” (At 1.8). Essa amplitude da missão
exige que o amor pela obra missionária seja cultivado e alimentado continuamente,
evitando que a igreja caia na apatia espiritual ou se feche em si mesma.

A prática desse amor se manifesta no apoio efetivo aos missionários, como ocorreu
na igreja primitiva, que enviava e sustentava missionários como Paulo e Barnabé (
At 13.47). O amor à missão é, portanto, uma expressão da fidelidade à vocação cristã
e uma marca da verdadeira espiritualidade. Não basta admirar os missionários à distância;
é preciso participar com amor, oração e recursos, reconhecendo que cada contribuição
impulsiona a obra de Deus no mundo. **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre
2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

### **1.2. Cooperando com a obra missionária.**

Contribuir financeiramente com a Obra de Deus, por meio da Igreja, deve ser visto
como uma dádiva e não como um constrangimento, pois quem contribui coopera com o
trabalho de anunciar a verdade ([3 Jo 8](https://www.bibliaonline.com.br/acf/3jo/1/1-8)).
Deus chama uns para o campo missionário e outros para dar apoio material aos que
estão no campo (Rm 12.13).

Ter consciência de que a obra missionária não é fruto de ideia humana, mas um plano
de Deus, nos leva a contribuir com alegria por estar cooperando com Deus (1 Co 3.9;
2Co 9.7). A igreja de Filipos era generosa, pois ofertou ao [Apóstolo Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-11-o-zelo-do-apostolo-paulo-pela-sa-doutrina/)
com [liberalidade](https://www.dicio.com.br/liberalidade/) (Fp 4.15-19; 2.25). EBD
Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> O evangelista Lucas registra que Nosso Senhor viajava por cidades e povoados pregando
> e anunciando as boas novas do Reino de Deus. Como eram supridas as necessidades
> de Jesus durante o Seu Ministério na terra? O texto revela que as mulheres que
> O seguiam também O serviam com os seus próprios recursos (Lc 8.1-3).
> Mulheres curadas e libertas que, agora, expressam amor e gratidão ao Senhor; ajudando
> a suprir as necessidades de Jesus durante o Seu Ministério terreno. Que grande
> lição para nós hoje. Somos chamados a orar, pregar e também a ajudar com recursos
> financeiros aqueles que se dedicam a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo até 
> os confins da terra.

### Comentário🤓

Cooperar com a obra missionária é um ato de profunda espiritualidade e obediência
à vontade de Deus. O apóstolo João expressa claramente a importância dessa cooperação
ao afirmar: “pois por causa do Nome saíram, nada recebendo dos gentios. Portanto,
devemos acolher tais pessoas, para que nos tornemos cooperadores da verdade” (3 
Jo 7-8). Aqui está o fundamento teológico: ao contribuir com a missão, não apenas
apoiamos financeiramente, mas tornamo-nos participantes efetivos na proclamação 
da verdade do Evangelho.

A obra missionária não é produto da vontade humana, mas um desdobramento do plano
eterno de Deus, que deseja reconciliar consigo todas as coisas (2 Co 5.18-19). Assim,
a cooperação material não é um favor que fazemos à Igreja ou aos missionários, mas
um privilégio outorgado por Deus, permitindo que participemos da Sua missão. Como
ensina Paulo, há diferentes dons na Igreja: enquanto uns são chamados para ir, outros
são vocacionados para sustentar, “comunicando com os santos nas suas necessidades”(
Rm 12.13).

Essa consciência transforma a contribuição em um ato de adoração e serviço, motivado
não por obrigação, mas pela alegria de cooperar com o próprio Deus (1 Co 3.9). Como
Paulo exorta, “cada um contribua segundo propôs no coração; não com tristeza, nem
por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7). A generosidade,
portanto, é um reflexo do coração grato e da fé madura que reconhece a missão como
um empreendimento divino.

A igreja de Filipos é um modelo inspirador desse espírito cooperativo: mesmo em 
meio a limitações financeiras, foi liberal e diligente em enviar recursos a Paulo,
manifestando não apenas apoio material, mas também profunda comunhão espiritual (
Fp 4.15-19). Epafrodito, enviado pelos filipenses, personificou essa cooperação,
levando a oferta e encorajando o apóstolo (Fp 2.25). Assim, a contribuição missionária
é mais do que um recurso financeiro — é a expressão concreta do amor, da comunhão
e do compromisso com a expansão do Reino de Deus.

Em suma, cooperar com a obra missionária é obedecer ao mandato divino, participar
na proclamação do Evangelho e experimentar a alegria de ser coobreiro com Deus, 
investindo naquilo que tem valor eterno.

### **1.3. A oferta missionária.**

Para que as missões avancem, é fundamental a participação dos membros do Corpo de
Cristo (At 8.4; Rm 12.4-5). Deus levanta missionários para atuar diretamente no 
campo e chama contribuintes para sustentá-los. Os irmãos em Cristo devem se apoiar
mutuamente, pois essa parceria garante o avanço do Reino de Deus (At 4.34). Porém,
vale ressaltar que as contribuições devem ser honestas, feitas de coração, para 
não desagradar a Deus, como foi o caso de Ananias e Safira (At 5.1-11). EBD Hoje
| Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> **Loren Cunningham e Janice Rogers:** “Quando os crentes contribuem da forma como
> Deus coloca no coração de cada um, a obra do Senhor recebe em abundância. O principal
> interesse de Deus não é o dinheiro em si, mas o relacionamento entre as pessoas.
> Através dessa parceria na contribuição, Ele vai montando uma “rede” de oração,
> e fortalece a interdependência entre os [filhos](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/).
> Quando contribuímos, nosso tesouro fica em parte com um missionário e em parte
> com outro. Um pouco dele estará num país, e mais um pouco em outro. Isso amplia
> nossa visão da obra e aumenta o gozo de ter uma participação no que Deus está 
> realizando no mundo todo, pois temos investimentos do nosso trabalho”.

### Comentário🤓

A oferta missionária é um elemento indispensável para a expansão do Reino de Deus
e um reflexo da maturidade espiritual da Igreja. Conforme destaca John Stott, “Missão
é um movimento de Deus ao mundo; a Igreja é o instrumento, mas a missão começa no
coração de Deus” (Stott, _The Contemporary Christian_). Assim, a participação financeira
dos crentes não é apenas uma questão organizacional, mas uma expressão visível da
sua cooperação com os propósitos eternos de Deus (At 8.4; Rm 12.4-5).

Segundo David Bosch, “Missão não é atividade marginal, mas pertence ao âmago da 
Igreja” (_Missão Transformadora_). Por isso, quando a Igreja investe em missões 
por meio de ofertas, ela está alinhando-se com a essência de sua existência. O Corpo
de Cristo, composto por muitos membros, é chamado a atuar em unidade e mutualidade(
Rm 12.4-5). Alguns são enviados como missionários; outros, chamados por Deus para
sustentá-los e apoiá-los (At 4.34), exemplificando a interdependência e a solidariedade
cristã.

O teólogo e missiólogo Christopher Wright acrescenta que “toda contribuição para
missões é uma resposta à missão de Deus; ofertar é participar ativamente do envio”(
_A Missão de Deus_). A generosidade cristã, portanto, não é mero assistencialismo,
mas um ato espiritual que visa glorificar a Deus e viabilizar a proclamação do Evangelho
até os confins da terra.

No entanto, como alerta Lucas em Atos 5.1-11, a oferta deve ser sincera, voluntária
e motivada pela verdade. O episódio de Ananias e Safira é um exemplo trágico de 
como a desonestidade na contribuição ofende a santidade de Deus e prejudica a comunhão
da Igreja. Nesse sentido, Calvino adverte: “Deus não se contenta com a aparência
externa de nossas obras, mas olha para a sinceridade do coração” (_Comentário de
Atos dos Apóstolos_).

A contribuição missionária, portanto, deve ser realizada de coração íntegro, com
alegria e generosidade, conforme a instrução apostólica: “Cada um contribua segundo
propôs no coração” (2 Co 9.7). Karl Barth reforça que “a Igreja é missionária por
natureza” (_Dogmática Eclesiástica_), e essa natureza se expressa concretamente 
no apoio às missões, seja por meio de oração, envio ou sustentação financeira.

Assim, a oferta missionária é uma ação teológica de participação no projeto redentor
de Deus, que requer integridade, generosidade e consciência da nossa corresponsabilidade
no avanço do Evangelho. **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com
Comentário e Subsídio para professor e aluno

### **EU ENSINEI QUE:**

O amor pela obra missionária é uma característica da vida cristã.

## 2. Investindo na expansão do Reino

Os verdadeiros adoradores de Deus se sentem privilegiados ao investir na obra missionária,
porque isso significa investir na expansão do Reino dos Céus (Lc 8.1-3; Fp 4.10-
19). Nesse sentido, o cristão é um cooperador de Deus para que mais pessoas sejam
alcançadas pelo anúncio do Evangelho.

O Senhor Jesus Cristo, em Seu ministério terreno, estabeleceu o caráter missionário
da igreja: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos
tenho mandado”; Mt 28.19,20.

### Comentário🤓

Investir na expansão do Reino de Deus é, antes de tudo, um privilégio e uma responsabilidade
inalienável de cada cristão regenerado. Jesus Cristo estabeleceu, de forma inequívoca,
o caráter missionário da Igreja em Mateus 28.19-20. Como bem afirmou John Piper,“
Missões existem porque a adoração não existe. O objetivo final das missões é que
Deus seja glorificado entre todas as nações” (_Let the Nations Be Glad!_). Assim,
ao investir na obra missionária, os crentes não apenas sustentam financeiramente
um projeto, mas participam ativamente da glorificação de Deus entre os povos.

O exemplo das mulheres que sustentaram o ministério de Jesus (Lc 8.1-3) ilustra 
de maneira concreta a importância e a dignidade do investimento material no avanço
do Evangelho. A prática dessas discípulas demonstra que o suporte à missão é parte
essencial da espiritualidade cristã, o que Dietrich Bonhoeffer chamou de “graça 
responsável” (_Discipulado_): não apenas recebemos, mas cooperamos com a obra divina.

Segundo o [apóstolo Paulo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-as-adversidades-nao-impedem-o-crescimento-do-cristao/),
a igreja de Filipos exemplificou perfeitamente essa cooperação ao investir na sua
missão apostólica (Fp 4.10-19). Como observa F. F. Bruce, “A liberalidade dos filipenses
transcende a mera ajuda material; é expressão de koinonia — comunhão profunda com
o apóstolo no serviço do Evangelho” (_The Epistle to the Philippians_). Esse conceito
reforça a ideia de que ofertar para missões não é um ato secundário, mas essencial,
pois revela comunhão espiritual e engajamento na expansão do Reino.

O teólogo Michael Goheen destaca que “a missão é o movimento de Deus para abençoar
as nações, e a Igreja é chamada a se engajar plenamente nesse movimento” (_Introdução
à Missão Cristã_). Assim, ao investir na obra missionária, cada crente se torna 
um cooperador direto de Deus (1 Co 3.9), participando ativamente da proclamação 
das boas novas de salvação.

Portanto, investir na expansão do Reino é mais do que uma obrigação; é um chamado
divino, uma expressão de amor a Deus e ao próximo, alinhada com a essência missionária
da Igreja. Como bem sintetiza Charles Spurgeon: “Todo cristão ou é um missionário,
ou é um impostor”. Que possamos, portanto, com alegria e generosidade, continuar
investindo na obra missionária, para que mais pessoas sejam alcançadas e o nome 
de Cristo seja exaltado entre todas as nações. **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens
2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

### **2.1. **O caráter missionário da igreja.

A visão missionária de Jesus compreendia o mundo inteiro. Ele não disse para testemunhar
primeiro em [Jerusalém](https://ebdhoje.com.br/licao-09-habacuque-a-fe-como-forma-de-vida/),
depois na Judeia e em [Samaria](https://ebdhoje.com.br/licao-10-o-cativeiro-de-israel-reino-do-norte-revista-cpad-adultos/)
e, por fim, nos confins do mundo. O que Jesus disse foi: “_(…) e ser-me-eis testemunhas
tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra_“; 
At 1.8. Mas como fazer isso simultaneamente? A resposta é: por intermédio dos missionários
espalhados pelo mundo (Mt 28.18- 20).

Para cumprir esse chamado, a igreja precisa contar com dizimistas e ofertantes, 
pois é deles que vêm os recursos financeiros para apoiar os missionários (1 Jo 3.16-
18). Esses valores são investidos em alimentação, vestuário, saúde, deslocamento
e outros gastos referentes ao evangelismo, ao discipulado e às viagens missionárias(
Rm 12.13). EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> Pastor Valdir Bícego: “A igreja deve investir parte de seus recursos financeiros
> na obra missionária. A promessa de Deus para os que fazem assim é infalível. `
> Alguns há que espalham, e ainda se lhes acrescenta mais; e outros que retêm mais
> do que é justo, mas é para a sua perda. A alma generosa engordará e o que regar
> também será regado” (Pv 11.24-25). Está provado que as igrejas missionárias são
> prósperas; pois, ao dar, elas recebem de volta abundantemente. O segredo para 
> receber é dar (Lc 6.38)”

### Comentário🤓

O caráter missionário da Igreja é intrínseco à sua própria identidade. Como afirmou
Emil Brunner: “Assim como o fogo existe para arder, a Igreja existe para a missão”(
_The Word and the World_). A Grande Comissão (Mt 28.18-20) não é uma tarefa opcional,
mas um mandamento imperativo que estabelece a Igreja como o agente de Deus para 
alcançar todas as nações.

Em Atos 1.8, Jesus estabelece a abrangência simultânea da missão: “ser-me-eis testemunhas
tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”. Como
bem observa David Bosch, “não há um movimento sequencial, mas uma sobreposição de
esforços missionários; a missão da Igreja é, por natureza, global” (_Transforming
Mission_). Assim, a Igreja é chamada a agir local e globalmente ao mesmo tempo, 
por meio do envio de missionários e do suporte financeiro e espiritual aos enviados.

A necessidade de apoio material é evidente e legítima. Paulo enfatiza a importância
de compartilhar os recursos com aqueles que dedicam a vida ao ministério: “repartindo
com os santos nas suas necessidades” (Rm 12.13). Nesse sentido, o suporte financeiro
aos missionários é mais que um ato de generosidade; é expressão concreta de amor
cristão, conforme João destaca: “não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra
e em verdade” (1 Jo 3.18).

John Stott reforça que “a missão da Igreja inclui proclamação, serviço e comunhão,
e o suporte financeiro é uma manifestação da comunhão prática entre os membros do
Corpo de Cristo” (_The Contemporary Christian_). Isso envolve não apenas a evangelização,
mas também o cuidado integral com os missionários: alimentação, vestuário, saúde
e logística, indispensáveis para a eficácia da missão.

O apoio missionário, portanto, é uma expressão tangível do compromisso da Igreja
com a missão de Deus. Como ressalta Christopher Wright: “A missão não é primariamente
nossa; é de Deus, mas Ele, graciosamente, nos convida a participar” (_The Mission
of God_). Por isso, a Igreja é chamada a investir com alegria e fidelidade, assegurando
que a mensagem do Evangelho alcance simultaneamente todas as partes do mundo. **
EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para
professor e aluno

### **2.2. **A responsabilidade dos crentes.

A Grande Comissão não foi dada aos anjos, mas aos crentes (Mt 28.19,20). As missões
são uma empreitada vasta e extraordinária, cujo alcance ressoa na eternidade (1Ts
2.19,20). São os irmãos que suprem as necessidades dos irmãos, inclusive com investimento
financeiro na obra. Além disso, é preciso interceder constantemente pela vida daqueles
que andam por lugares nem sempre seguros, pedindo a Deus que os guarde e providencie
tudo de que necessitam. EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> **Pastor Hernandes Dias Lopes e Pastor Arival Casimiro: **“Hoje os cristãos gastam
> mais com cosméticos do que com o reino de Deus. Investem mais em coisas supérfluas
> do que na salvação dos perdidos. Gastamos mais com aquilo que perece do que com
> a evangelização do mundo. Quando acumulamos justificativas e desculpas para sonegar
> o dízimo, estamos revelando apenas que o reino de Deus não é nossa prioridade 
> e que o nosso amor por Deus é menor do que o apego ao dinheiro”.

### Comentário🤓

A responsabilidade missionária não é uma opção, mas um mandamento divino outorgado
à Igreja. Como bem enfatiza o teólogo pentecostal Stanley Horton, “a missão é a 
razão da existência da Igreja; somos cheios do Espírito para sermos testemunhas 
de Cristo até os confins da terra” (_What the Bible Says About the Holy Spirit_).
Assim, a Grande Comissão (Mt 28.19,20) é uma ordem direta de Jesus a todos os crentes,
e não apenas a uma elite ministerial ou missionária.

A natureza cooperativa das missões é destacada na prática da Igreja Primitiva, conforme
Atos dos Apóstolos demonstra. Sobre isso, George Wood, ex-superintendente das Assembleias
de Deus nos EUA, escreveu: “A missão é um esforço coletivo da Igreja, que ora, envia
e sustenta os missionários” (_The Mission of the Church_). Portanto, os irmãos devem
suprir as necessidades uns dos outros, inclusive com recursos financeiros, para 
que a obra avance de maneira sólida (Fp 4.15-18).

Além do suporte material, há a responsabilidade espiritual: a intercessão. Sobre
isso, Gordon Fee, renomado teólogo pentecostal, afirma: “O Espírito Santo nos impele
a interceder, pois a missão não se faz apenas com pés que vão, mas com joelhos que
se dobram” (_Paul, the Spirit, and the People of God_). Assim, é dever dos crentes
sustentar os missionários não apenas com ofertas, mas também com súplicas constantes,
como Paulo solicita: “orai por nós” (2Ts 3.1).

Outro aspecto fundamental da responsabilidade do crente é o reconhecimento de que
as missões impactam a eternidade, conforme Paulo ensina: “Pois, qual é a nossa esperança,
ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não sois vós também diante de nosso Senhor
Jesus Cristo em Sua vinda?” (1Ts 2.19). Como destaca Myer Pearlman, pioneiro da 
teologia pentecostal: “Cada alma ganha para Cristo é uma coroa para aquele que participou
da missão, seja indo, enviando ou orando” (_Knowing the Doctrines of the Bible_).

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Deste modo, a responsabilidade missionária dos crentes é integral: envolve contribuição
financeira, intercessão fervorosa e, quando possível, o próprio envio pessoal. Como
sintetiza Vinson Synan, historiador do movimento pentecostal: “O Pentecostes não
termina no altar, mas começa ali, enviando a Igreja ao mundo com poder e responsabilidade”(
_The Century of the Holy Spirit_). Assim, cada crente, cheio do Espírito, deve sentir-
se convocado a participar da expansão do Reino de Deus até que Cristo venha. **EBD
Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor
e aluno

### **2.3. Fugir ou agir?**

Sobre a importância de investir em missões, em Mensagens para uma vida bem-sucedida”
Vol. 2 (2019, p. 87), Bispo Abner Ferreira afirma: “Quando contribuímos com o trabalho
missionário com nossas ofertas, também estamos fazendo missão”: O cristão não é 
chamado para fugir das [adversidades](https://ebdhoje.com.br/licao-10-as-adversidades-nao-impedem-o-crescimento-do-cristao/)
nem para ficar olhando as vidas se perdendo ao seu redor; pelo contrário, somos 
chamados a socorrer os necessitados. Esse socorro também acontece quando entregamos
nossos dízimos e ofertas na igreja local (1Tm 6.17-18).

> **Loren Cunningham e Janice Rogers: **“Jesus afirmou que onde estivesse o nosso
> tesouro aí estará nosso coração. Quando damos um “tesouro” para determinados ministérios
> ou pessoas, o coração vai junto. Assim também tudo que é dado ao obreiro cristão
> deve ser recebido com cuidado e no temor do Senhor”.

### Comentário🤓

A reflexão do Bispo Abner Ferreira é profundamente pertinente ao papel missional
do cristão. Ele afirma: “Quando contribuímos com o trabalho missionário com nossas
ofertas, também estamos fazendo missão” (_Mensagens para uma vida bem-sucedida_,
Vol. 2, 2019, p. 87). Esta afirmação evidencia um princípio fundamental da mordomia
cristã: todos são chamados para a missão, seja indo, enviando ou sustentando os 
que vão.

O apóstolo Paulo, ao instruir [Timóteo](https://ebdhoje.com.br/licao-10-a-heranca-deixada-por-eunice-e-loide-revista-cpad-4-trimestre-1993/),
exorta que os crentes pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos
a repartir (1Tm 6.17-18). Esse chamado à ação é um convite a rejeitar a passividade
espiritual. Conforme ensina Stanley Horton, “os dons e recursos que Deus nos dá 
não são para nosso conforto egoísta, mas para servir aos outros e glorificar a Deus”(
_Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal_). Assim, fugir das responsabilidades
missionais não é uma opção legítima para quem foi alcançado pela graça divina.

A missão implica engajamento ativo. O teólogo pentecostal Donald Gee afirmava: “
O Pentecostes nos capacita não para contemplação, mas para ação; não para isolamento,
mas para missão” (_Wind and Flame_). Logo, o verdadeiro cristão não deve se contentar
em observar as vidas se perdendo ao seu redor, mas deve, motivado pelo amor de Cristo,
agir com compaixão, generosidade e prontidão.

Essa ação inclui a entrega fiel dos dízimos e ofertas na igreja local, prática que
é também uma expressão tangível de confiança em Deus e compromisso com Sua obra.
Sobre isso, Elienai Cabral, destacado teólogo das Assembleias de Deus, escreve: “
A contribuição voluntária e generosa é uma das mais belas expressões de adoração
a Deus e cooperação com o avanço do Seu Reino” (_Teologia Sistemática Pentecostal_).

Portanto, fugir ou agir? O crente pentecostal entende que a única resposta bíblica
e espiritual é agir, conforme Jesus ensinou na parábola do bom samaritano (Lc 10.33-
37). A missão da Igreja exige disposição para doar, interceder, socorrer e sustentar,
para que o Evangelho continue sendo proclamado “até aos confins da terra” (At 1.8).
Como sintetiza o pastor pentecostal Antonio Gilberto: “Missão é a essência da Igreja;
quem é alcançado, é enviado”. **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025
com Comentário e Subsídio para professor e aluno

### **EU ENSINEI QUE:**

As missões cristãs são uma empreitada que ressoa pela eternidade. EBD Hoje | Lição
10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

## **3 – O socorro de Deus**

A Bíblia Sagrada não registra o termo missionário especificamente; entretanto, vemos
que Barnabé e Paulo realizaram viagens missionárias, tanto juntos quanto separados(
At 13-14). Nos relatos dessas viagens, encontramos muitas evidências de que Deus
esteve presente, sustentando Seus filhos amados, que viveram em total obediência
ao chamado que receberam (At 28). EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre
2025

### Comentário🤓

Embora a palavra “missionário” não apareça formalmente no texto bíblico, a essência
e a prática missionária permeiam toda a narrativa neotestamentária. Paulo e Barnabé,
destacados servos de Deus, são exemplos clássicos de vocacionados que, impulsionados
pelo Espírito Santo, obedeceram ao chamado e se dedicaram à expansão do Evangelho.
Em Atos 13 e 14, vemos o início das chamadas “viagens missionárias”, que marcaram
um novo momento na história da Igreja, saindo do contexto judaico e alcançando os
gentios.

O socorro divino esteve presente em todos os momentos críticos dessas jornadas. 
Apesar das perseguições, apedrejamentos, prisões e naufrágios, o Senhor sustentou
os Seus enviados, cumprindo a promessa registrada pelo próprio Cristo: “E eis que
eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Sobre
essa proteção divina, o teólogo pentecostal Stanley Horton destaca: “Deus não apenas
chama, mas também capacita e protege aqueles que envia” (_Atos dos Apóstolos: Comentário
Pentecostal_).

O exemplo de Paulo em sua última viagem missionária, conforme relatado em Atos 27
e 28, é emblemático. Mesmo enfrentando um naufrágio, Deus o socorreu e o preservou
para que a missão fosse cumprida em Roma. Assim se cumpriu a palavra do Senhor: “
Importa que sejas apresentado perante César” (At 27.24).

O socorro de Deus aos missionários é, portanto, uma evidência da Sua fidelidade.
Como ensinava Donald Gee, “Deus não envia ninguém sem, ao mesmo tempo, garantir 
todos os recursos espirituais e sobrenaturais necessários para o cumprimento da 
missão” (_Concerning Spiritual Gifts_).

Além disso, é importante ressaltar que o socorro divino não elimina as dificuldades,
mas assegura que, mesmo em meio às provações, o propósito de Deus será realizado.
Como Paulo escreveu: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos,
mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos”(
2Co 4.8-9).

Assim, o relato das viagens de Paulo e Barnabé inspira os crentes de todas as gerações
a confiarem no socorro divino, dedicando-se à missão com a certeza de que Aquele
que chama também guarda e sustenta os seus servos fiéis. Como bem afirmou Elienai
Cabral: “Deus é o grande provedor e sustentador da missão; onde há obediência ao
chamado, há também o socorro divino” (_Comentário Bíblico Pentecostal_). **EBD Hoje**
| Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor
e aluno

### **3.1. **As missões têm implicações eternas.

O Mestre Jesus comissionou irmãos para abençoar os missionários (At 4.37). A contribuição
dos primeiros cristãos foi importante para a expansão da Igreja e, consequentemente,
do Reino (At 2.42-47; 4.32-37). O próprio Barnabé vendeu uma propriedade, talvez
em Chipre, e entregou o dinheiro da venda aos apóstolos para que ninguém passasse
por necessidade (At 4.36,37). Barnabé é um exemplo de cuidado com aqueles que abraçam
a causa do Evangelho de Cristo: “_(…) façamos bem a todos, mas principalmente aos
domésticos da fé_“. (Gl 6.10). EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> **Bispo Abner Ferreira:** “É notável como o nome Barnabé está relacionado com 
> a pessoa do Espírito Santo, pois a generosidade qualifica as pessoas cheias do
> Espírito Santo. Esse sentimento não pertencia somente a Barnabé, mas a todos os
> crentes da Igreja Primitiva: `E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam 
> com todos segundo a necessidade de cada um; At 2.45. Quando o Espírito Santo é
> Senhor da nossa vida, não fica difícil perceber a necessidade de outrem”.

### Comentário🤓

A missão cristã não se restringe a uma ação meramente social ou filantrópica, mas
possui um caráter essencialmente eterno. Ao contribuir para a obra missionária, 
o cristão participa de um movimento que impacta não apenas vidas no tempo presente,
mas também no destino eterno de almas. Como afirma o apóstolo Paulo: “Porque todo
aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10.13). Esse impacto transcendente
confere à missão uma relevância que ultrapassa qualquer empreendimento humano.

No relato de Atos dos Apóstolos, vemos como a generosidade dos crentes impulsionou
o avanço da Igreja. A entrega voluntária de Barnabé, que vendeu uma propriedade 
para suprir as necessidades da comunidade cristã (At 4.36-37), evidencia que a missão
inclui tanto o envio de mensageiros quanto o suprimento das necessidades materiais
deles. Sobre isso, o teólogo pentecostal Donald Stamps comenta: “A liberalidade 
dos primeiros cristãos revela uma profunda consciência de que a Igreja é uma comunidade
interdependente e comprometida com o avanço do Reino de Deus” (_Bíblia de Estudo
Pentecostal_).

Barnabé é um exemplo notório de alguém que não apenas contribuiu materialmente, 
mas também pessoalmente dedicou-se à missão, sendo posteriormente separado, juntamente
com Paulo, para a evangelização dos gentios (At 13.2-3). Sua vida ilustra o princípio
ensinado por Paulo aos gálatas: “Façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos
da fé” (Gl 6.10). Aqui se destaca o dever cristão de cuidar dos irmãos que estão
na linha de frente da obra missionária.

O comentarista pentecostal Stanley Horton enfatiza que “as contribuições feitas 
com alegria e generosidade cooperam diretamente com a missão divina e se convertem
em frutos espirituais com valor eterno” (_Atos: Comentário Pentecostal_). Assim,
ofertar e apoiar missionários não é apenas uma demonstração de compaixão, mas uma
cooperação ativa com o próprio Deus, que deseja que todos sejam salvos (1Tm 2.4).

As implicações eternas das missões se revelam no destino eterno das almas alcançadas
e também na recompensa prometida aos que investem no Reino. Como declarou o apóstolo
Paulo aos filipenses, reconhecendo as ofertas recebidas: “Não que procure dádivas,
mas procuro o fruto que aumente a vossa conta” (Fp 4.17). Portanto, cada investimento
na obra missionária é uma semeadura com frutos eternos, tanto para quem envia quanto
para quem é enviado.

Finalizando, como bem sintetizou Myer Pearlman, destacado teólogo pentecostal: “
Missões é o coração da Igreja, pois reflete o coração de Deus, que deseja que todos
os homens sejam salvos. Apoiar as missões é, portanto, participar do próprio propósito
eterno de Deus” (_Conhecendo as Doutrinas da Bíblia_). **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD
Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

### **3.2. **O sustento do obreiro cristão

Ao enviar Seus discípulos para anunciar a chegada do Reino dos Céus, o Senhor Jesus
disse que eles não deveriam se ocupar em levar provisões, mas que aceitassem o necessário
para o seu sustento na casa em que ficassem hospedados (Mt 10.9,10; Lc 10.7). Posteriormente,
escrevendo aos coríntios, o Apóstolo Paulo menciona que aqueles que estão comprometidos
com a Obra de Deus têm o direito de ser sustentados pela igreja (1Co 9.7-14; 2Co
11.8,9).

Leon L. Morris (Lucas: Introdução e comentário. 1° edição. Vida Nova, 1983, p. 172),
comenta sobre Lucas 10.7: “Não devem sentir escrúpulos quanto ao receber suas refeições
gratuitamente, porque digno é o trabalhador do seu salário (cf. 1Tm 5:18). Este 
é um princípio de larga aplicação, que às vezes tem sido negligenciado nas atividades
cristãs”. EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> **R.N. Champlin (2018, p.178) comenta sobre 1 Coríntios 9.14:** “Em outras palavras,
> que esses recebam recompensa por pregarem e ensinarem aos crentes, por evangelizarem
> fora da igreja e por fazerem qualquer coisa no ministério cristão, contanto que
> o ministro dedique tempo suficiente para desempenho de tal obra, conforme se esperaria
> que fizesse com qualquer trabalho. Estamos falando aqui daquilo que atualmente
> é chamado de “trabalho cristão integral” E…]; particularmente pastores, mestres
> e missionários estão aqui em foco.”

### Comentário🤓

O ensino de Jesus sobre o sustento dos obreiros do Reino está fundamentado em uma
confiança absoluta na provisão divina e na solidariedade da comunidade cristã. Ao
enviar os discípulos, o Mestre orientou-os a não levar bolsas, nem alforjes, nem
sandálias extras, mas a depender do sustento que lhes seria oferecido pelos hospedeiros
piedosos (Mt 10.9-10; Lc 10.7). Este princípio revela tanto a dignidade do trabalho
missionário quanto a responsabilidade da Igreja em prover para os seus enviados.

Comentando Lucas 10.7, Leon Morris destaca: “Não devem sentir escrúpulos quanto 
ao receber suas refeições gratuitamente, porque digno é o trabalhador do seu salário[…]”.
Este princípio, citado por Paulo em 1 Timóteo 5.18, fundamenta a legitimidade do
sustento pastoral e missionário. O teólogo pentecostal Donald Stamps observa que“
os ministros e missionários, que dedicam suas vidas à pregação do evangelho, devem
ser sustentados pelas ofertas do povo de Deus, como reconhecimento do valor espiritual
do seu serviço” (_Bíblia de Estudo Pentecostal_, nota em 1Co 9.14).

O apóstolo Paulo, embora tenha abdicado voluntariamente de seu direito em algumas
circunstâncias para não criar obstáculos ao Evangelho (1Co 9.12,15), afirma categoricamente:“
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho”(
1Co 9.14). Esta é uma doutrina claramente afirmada nas Escrituras e que permanece
como um princípio vigente para a Igreja contemporânea.

O teólogo pentecostal Stanley Horton reforça esta compreensão ao comentar: “O sustento
do obreiro não é uma concessão graciosa da Igreja, mas uma responsabilidade espiritual,
baseada no reconhecimento de que o trabalhador é digno de seu salário e que o Evangelho
precisa ser levado com excelência e dedicação integral” (_Teologia Sistemática: 
Uma Perspectiva Pentecostal_).

Na tradição pentecostal, a ênfase na consagração dos missionários e pastores não
exclui a necessidade do suporte financeiro da Igreja. Pelo contrário, como bem ensinou
o Bispo J. Manuel, “não se pode esperar que os obreiros vivam apenas de oração e
boa vontade; a Igreja que envia também deve sustentar” (_Missões: A Paixão da Igreja
Pentecostal_).

Assim, o princípio do sustento pastoral não deve ser negligenciado ou visto com 
constrangimento. Trata-se de um mandamento do próprio Cristo, reconhecido e praticado
pela Igreja Primitiva, conforme exemplificado nas ofertas recebidas pelo apóstolo
Paulo das igrejas que ele havia fundado ([2 Co 11.8-9](https://www.bibliaonline.com.br/acf/2co/11/8,9);
[Fp 4.15-18](https://www.bibliaonline.com.br/acf/fp/4/15-18)). Sustentar o missionário
é, portanto, uma expressão concreta de amor, compromisso e corresponsabilidade na
missão da Igreja, e uma oportunidade de participar na colheita espiritual que Deus
realiza através daqueles que se dedicam integralmente à sua obra. **EBD Hoje** |
Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e
aluno

### **3.3. **A prática cristã.

A igreja de Filipos deixou um legado respeitável do que é ser uma igreja abençoadora(
Fp 4.15-19; 2.25). O apóstolo Paulo disse que nenhuma igreja se atentou às suas 
necessidades, exceto a igreja de Filipos (Fp 4.15). Os filipenses colocaram em prática
a generosidade, a bondade e o cuidado missionário. O Apóstolo Paulo, por sua vez,
agradeceu a Deus pela liberalidade dos irmãos filipenses, descrevendo aquela oferta
como: “_(…) cheiro de suavidade e sacrifício agradável e aprazível a Deus_” (Fp 
4.18). EBD Hoje | Lição 10 Betel Adultos 2º trimestre 2025

> **Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal: **“Paulo deixou claro que a
> sua gratidão pela generosidade dos filipenses não era um pedido velado por mais.
> Antes, Paulo estava enfocando que as boas obras deles a seu favor lhes trariam
> um benefício no céu. O apóstolo sabia que eles iriam receber uma boa recompensa
> por causa da bondade deles. Paulo apreciava mais o espírito de amor e devoção 
> dos filipenses do que as suas ofertas propriamente ditas”.

### Comentário🤓

A igreja de Filipos é frequentemente citada nas Escrituras como um exemplo paradigmático
de fidelidade e generosidade na prática do apoio missionário. Paulo reconheceu explicitamente
o compromisso dos filipenses em suprir suas necessidades financeiras, afirmando 
que nenhuma outra igreja o ajudou com tanta atenção e liberalidade (Fp 4.15). Essa
relação entre o apóstolo e a igreja reflete a dimensão prática e relacional da obra
missionária, em que a comunhão e o cuidado mútuo são essenciais para o avanço do
Evangelho.

O apóstolo Paulo, ao descrever a oferta da igreja de Filipos como um “cheiro de 
suavidade, sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Fp 4.18), revela que a contribuição
financeira não é um simples ato material, mas uma expressão espiritual profunda —
um sacrifício de gratidão e adoração. Segundo A. W. Tozer, um renomado teólogo pentecostal,“
a verdadeira generosidade nasce de um coração quebrantado e reconhecido pela graça
de Deus, e essa oferta é um ato de comunhão que transcende o mero dar material” (
_A Vida Cristã_, 1982).

A prática da generosidade na igreja de Filipos também pode ser entendida à luz da
teologia pentecostal que valoriza o mover do Espírito Santo para capacitar os crentes
a viverem uma vida de abundância espiritual, manifestada em atos concretos de amor
e serviço (At 2.42-47). O Bispo Efraim Tendero destaca que “o ato de dar com alegria
e liberalidade é um reflexo da fé viva, que espera no Deus que provê e que nos chama
a sermos agentes da sua graça no mundo” (_Pentecostalismo e Missões_, 2010).

Além disso, o gesto da igreja de Filipos demonstra o princípio bíblico da parceria
missionária, em que o compromisso financeiro não é apenas um apoio logístico, mas
um investimento espiritual no Reino, gerando frutos eternos (Fp 4.17). Este modelo
deve inspirar as igrejas contemporâneas a cultivarem um espírito de cooperação que
envolva não apenas ofertas financeiras, mas oração fervorosa e compromisso pessoal.

Portanto, a prática cristã exemplificada pela igreja de Filipos é um chamado para
que a Igreja atual exerça a mordomia cristã com alegria, responsabilidade e fé, 
reconhecendo que apoiar a obra missionária é participar ativamente na expansão do
Reino de Deus, agradando a Ele com sacrifícios espirituais que refletem seu amor
e fidelidade. **EBD Hoje** | Lição 10 CPAD Jovens 2 trimestre 2025 com Comentário
e Subsídio para professor e aluno

### **EU ENSINEI QUE:**

A contribuição dos primeiros cristãos foi importante para a expansão do Reino.

## **CONCLUSÃO**

O trabalho missionário está no centro das atribuições da Igreja de Cristo, mas só
pode ser levado à frente com a ajuda da igreja local. Para isso, os cristãos comprometidos
com a Obra de Deus devem ser fiéis em seus dízimos e ofertas, contribuições que,
entre outras coisas, são destinadas também às missões.

O trabalho missionário é uma missão central e inseparável da Igreja de Cristo, refletindo
o próprio coração de Jesus pelo mundo perdido. Contudo, essa grande tarefa não pode
ser cumprida isoladamente pelos missionários no campo, mas depende essencialmente
do apoio da igreja local. A fidelidade dos cristãos no compromisso com os dízimos
e ofertas é fundamental para sustentar essa obra, pois esses recursos financeiros
possibilitam que o Evangelho alcance regiões distantes e pessoas ainda não alcançadas
pela mensagem da salvação.

Assim, o ato de contribuir não é apenas um dever, mas uma expressão de fé e cooperação
com o plano divino de expansão do Reino de Deus. Por meio dessa parceria, a igreja
manifesta sua unidade e responsabilidade coletiva, investindo na obra missionária
como uma prioridade espiritual e prática, garantindo que a mensagem transformadora
de Cristo continue a ecoar até os confins da terra.

### 🙏 **Chamada para Ação**

**Seja parte da transformação!**
Contribua hoje com a obra missionária e ajude a
expandir o Reino de Deus. Seu dízimo e ofertas sustentam missionários que levam 
a esperança do Evangelho a lugares distantes. Clique aqui e faça a diferença na 
vida de milhares! ✨🙏

## ❓ 10 Perguntas Frequentes sobre o tema

 1.  
     ### Por que é importante contribuir financeiramente para a obra missionária?
     
 2.  Contribuir financeiramente sustenta missionários e ajuda a levar o Evangelho a
     regiões onde a pregação ainda não chegou.
 3.  
     ### Como a igreja local pode apoiar os missionários?
     
 4.  Além do apoio financeiro, a igreja pode orar, promover conscientização e enviar
     equipes para missões locais e internacionais.
 5.  
     ### Qual o papel do cristão nas missões segundo a Bíblia?
     
 6.  O cristão é chamado a ser testemunha de Cristo e a colaborar com o envio e sustento
     dos missionários, cumprindo a Grande Comissão (Mt 28.19-20).
 7.  
     ### Como saber se minha contribuição está sendo usada corretamente nas missões?
     
 8.  Busque transparência nas igrejas e organizações missionárias, participe das prestações
     de contas e acompanhe os relatos do trabalho missionário.
 9.  
     ### Qual a diferença entre dízimo, oferta e contribuição missionária?
     
 10. O dízimo é uma porcentagem da renda dada à igreja, a oferta é uma doação voluntária,
     e a contribuição missionária é destinada especificamente para sustentar missões.
 11. 
     ### O que a Bíblia diz sobre sustentar os obreiros do Evangelho?
     
 12. A Bíblia ensina que os que se dedicam ao ministério têm direito a ser sustentados
     pela igreja, pois são trabalhadores do Evangelho (1Co 9.7-14).
 13. 
     ### Como posso investir na expansão do Reino de Deus além das contribuições financeiras?
     
 14. Além de contribuir, você pode orar, participar de grupos missionários, envolver-
     se em evangelismo local e divulgar a obra missionária.
 15. 
     ### Qual a importância da intercessão pelas missões?
     
 16. A oração é fundamental para a proteção, provisão e capacitação dos missionários,
     além de fortalecer a obra de Deus.
 17. 
     ### Por que a generosidade na igreja de Filipos é um exemplo para os cristãos hoje?
     
 18. Os filipenses demonstraram fidelidade, amor e compromisso com o Evangelho, sustentando
     Paulo em seu ministério, mostrando que apoiar missões é uma prática de fé.
 19. 
     ### Como a mordomia cristã está relacionada às contribuições missionárias?
     
 20. Mordomia cristã envolve administrar com gratidão e fidelidade os recursos que 
     Deus nos confia, aplicando-os também na obra missionária para a glória de Deus.

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