Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Esta lição enfatiza que Deus é um justo juiz que recompensa os retos e corrige os que se afastam de Seus caminhos. Sua justiça é marcada pela misericórdia e cuidado especial pelos pobres, órfãos e aflitos, demonstrando Seu compromisso com a justiça verdadeira e compassiva.

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Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Lição 11 – A Justiça De Deus

Tema da Revista: Salmos: Riqueza e sabedoria para a juventude

A Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre de 2025 destaca destaca a justiça de Deus, que recompensa os retos, disciplina os desviados e age com misericórdia, defendendo os pobres e necessitados.

📝 Resumo da Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre de 2025

Esta lição enfatiza que Deus é um justo juiz que recompensa os retos e corrige os que se afastam de Seus caminhos. Sua justiça é marcada pela misericórdia e cuidado especial pelos pobres, órfãos e aflitos, demonstrando Seu compromisso com a justiça verdadeira e compassiva.

Texto de Referência: Sl 9.8

Versículo Do Dia 📖

“Defendei o pobre e o órfão; fazei justiça ao aflito e necessitado.”
Sl 82.3

Verdade aplicada 👍

Deus é justo: recompensa os retos e corrige e disciplina os que se desviam dos seus propósitos.

Objetivos da lição 🎯

  • Destacar que a justiça de Deus está voltada para os retos;
  • Enfatizar que Deus é o justo juiz;
  • Mostrar que a justiça de Deus é repleta de misericórdia.

Momento De Oração 🙏

Oremos para que a nossa justiça não seja como a dos fariseus mas, como a divina.

Leitura semanal 📘

SegundaDt 32.4 Todos os caminhos de Deus são justos.
TerçaSl 51.11,12 Há abrigo em Deus para o justo.
QuartaJó 37.23 O Todo-Poderoso em Sua justiça não oprime ninguém.
QuintaSl 35.28 A nossa língua deve proclamar a justiça de Deus.
Sexta2Tm 4.8 O homem será julgado pelo Justo Juiz.
SábadoSl 36.6 A justiça é firme como as altas montanhas.

Introdução📣

Os cristãos, conhecedores das Sagradas Escrituras, testemunham acerca da bondade e da misericórdia de Deus. Os salmistas apregoam que Deus não é apático ao sofrimento do Seu povo. O Salmo 146, verso 7, nos apresenta um Deus que intervém na história para fazer justiça aos retos e enquanto corrige e disciplina outros (Pv 3.12).

🔑 Ponto-Chave: Deus é bom e justo com todos.

1 – A JUSTIÇA DIVINA

No Salmo 103, verso 6, a narrativa do salmista afirma que Deus, é justo e se preocupa em fazer justiça por nós. “O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos”. Por isso, precisamos ter fé nEle, pois a Sua justiça adéqua o que é de direito a cada um.

1.1. A justiça de Deus está voltada para os retos

Caminhando com Davi, através dos Salmos, observamos que ele trilha um caminho, a fim de nos mostrar que, se queremos de fato, ver o semblante de Deus, precisamos viver em retidão de vida, pois o Senhor está com o Seu rosto voltado para os retos (Sl 11.7). Neste ponto, cabe uma interrogação: por que o Senhor está com Seu rosto voltado para os retos? A busca de uma captação mais abrangente sobre o tema, apresenta-nos que coração reto não é o coração com que a pessoa nasce, mas um novo coração recebido pelo Espírito Santo (Ez 36.26). Diante disso, andemos, pois, retamente e em novidade de vida, para que não nos tornemos réus do juízo divino. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

A justiça divina não é apenas um conceito distante ou impessoal; ela revela o caráter profundo de Deus que se envolve na vida dos seus fiéis. Quando lemos que “O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos”, somos convidados a confiar plenamente naquele que defende os fracos e injustiçados.

A justiça de Deus está direcionada aos retos, àqueles que foram transformados interiormente pelo Espírito Santo e que buscam andar em retidão. Essa retidão não é natural, mas fruto de uma renovação profunda do coração. Portanto, viver em novidade de vida é mais que um ideal — é uma necessidade para experimentar o favor e o olhar atento de Deus. Essa justiça divina não é só correção, mas um convite à comunhão com um Deus que é justo e misericordioso. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

1.2. O juízo divino visto nos Salmos

No Salmo 50, Asafe começa apresentando o Senhor, o Deus Poderoso, e faz um chamado para reconhecê-Lo como Juiz de todos (Sl 50.1). Deixar de trilhar o caminho que conduz à vida eterna, faz com que o juízo de Deus recaia sobre o Seu povo. Ele convoca a terra e o céu como testemunhas para assistirem ao julgamento do Seu povo (Sl 50.4-6).

Os seis primeiros versos deste Salmo destacam a soberania universal de Deus, Sua majestosa santidade e sua ira no julgamento dos homens. Este Salmo exibe o embate entre o justo e o ímpio aos olhos de Deus.

Comentário🤓

A mensagem do Salmo 50 é um alerta poderoso sobre a soberania e a santidade de Deus como Juiz supremo. A invocação da terra e do céu como testemunhas reforça a seriedade do juízo divino, mostrando que nada escapa ao Seu olhar atento. O conflito entre o justo e o ímpio não é apenas uma questão terrena, mas um embate espiritual diante do Deus Todo-Poderoso. Este salmo nos lembra que o juízo de Deus é inevitável para aqueles que se afastam do caminho da vida eterna, destacando que a reverência e o reconhecimento da autoridade divina são essenciais para viver sob Sua justiça e misericórdia. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Refletindo

Fala-se muito do amor de Deus, mas pouco da Sua justiça. Por isso, muitos têm uma visão muito baixa de Deus e estão cegos para o seu pecado.
Paul Washer

2 – DEUS É O JUSTO JUIZ

Baseando-nos na Palavra de Deus, podemos dizer que o Senhor é um Juiz que pune quando é necessário (Rm 12.19). No livro dos Salmos, Davi pede a Deus que não o repreenda quando estiver irado e nem o castigue no Seu furor (Sl 6.1). Como se vê, o Senhor é o Juiz de todas as pessoas; dando aos arrogantes o que eles merecem (Sl 94.1,2).

Comentário🤓

A Escritura deixa claro que Deus é o Juiz soberano e justo de toda a humanidade. Romanos 12.19 nos adverte: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.” Esse texto revela que a justiça de Deus não é apenas uma teoria abstrata, mas uma realidade ativa, onde Ele administra o juízo com sabedoria e retidão.

Nos Salmos, especialmente no Salmo 6, Davi demonstra uma compreensão profunda da justiça divina ao clamar: “Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.” Aqui, vemos a tensão entre a santidade e a misericórdia divina. Deus é justo, mas também é compassivo, oferecendo oportunidade para arrependimento, mesmo enquanto cumpre o juízo.

O Salmo 94 exalta esse atributo de Deus: “Deus é justo juiz, um Deus que sente indignação a cada dia.” (v. 2) A indignação diária de Deus contra a maldade mostra que Ele não é indiferente às injustiças e à arrogância humana. Sua justiça é ativa e zelosa, e não se deixa manipular por interesses humanos.

Do ponto de vista teológico, essa justiça revela o caráter inabalável de Deus, que não tolera o pecado, mas também mantém uma disposição de restaurar o pecador arrependido. A justiça de Deus é inseparável de sua santidade — Ele julga com perfeição porque é perfeitamente santo.

Essa perspectiva traz à luz a importância da nossa responsabilidade diante de Deus, pois a Sua justiça é certa e inevitável para todos que persistem na rebelião. Contudo, para aqueles que se voltam para Ele com humildade, há graça, perdão e restauração — um equilíbrio que desafia a compreensão humana, mas que é fundamental para o relacionamento entre Deus e o homem. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

2.1. Não duvide da justiça do Justo Juiz

No Salmo 73, a prosperidade dos ímpios leva Asafe a duvidar da justiça do Justo Juiz; essa aparente injustiça o faz ficar confuso (Sl 73.2,3). Posteriormente, Asafe, estando no Templo, entendeu o que acontecerá com os maus (Sl 73.17). Nesta ordem de ideias, Asafe compreende que os ímpios serão destruídos num momento e terão um fim apavorante (Sl 73.18.19).

Como podemos ver, O salmista desaprova seu próprio equívoco em duvidar do Justo Juiz (Sl 73.21-24). Por fim, ele destaca sua lealdade a Deus, dizendo como é bom estar perto dEle e poder anunciar todas as Suas obras (Sl 73.28). EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

No Salmo 73, Asafe expressa uma luta profunda que muitos de nós enfrentamos: o aparente paradoxo entre a prosperidade dos ímpios e o sofrimento dos justos. Ele admite sua dúvida inicial sobre a justiça de Deus, ao observar que os maus parecem viver sem preocupações e desfrutar de saúde e riqueza (Sl 73.2-3). Esse sentimento de confusão é natural para quem enxerga apenas o presente terreno e momentâneo.

Entretanto, o ponto decisivo da narrativa ocorre no versículo 17, quando Asafe entra no santuário, símbolo da presença de Deus e da revelação espiritual. Nesse lugar, sua perspectiva é transformada, e ele entende o destino reservado aos ímpios: “Eis que os maus estão em terrível situação; eles acabarão de repente, serão destruídos, de modo que não terão futuro.” (Sl 73.18-19). A justiça divina se manifesta plenamente, mesmo que ocorra no tempo certo e segundo a sabedoria soberana do Senhor.

A autorreflexão de Asafe é marcante: ele reprova seu próprio erro de duvidar do Justo Juiz, reconhecendo que sua amargura e inveja lhe haviam cegado (Sl 73.21-24). Essa experiência revela que a dúvida acerca da justiça de Deus nasce frequentemente de uma visão limitada e emocional, não da realidade objetiva.

Por fim, o salmista conclui com uma confissão de fé e de entrega: “Mas eu, quanto a mim, bom é estar perto de Deus; pus no Senhor Deus a minha confiança, para anunciar todas as tuas obras.” (Sl 73.28). Essa declaração nos ensina que, mesmo em meio às dúvidas e confusões, a proximidade com Deus e a confiança em Sua justiça são o alicerce para uma vida firme e plena.

Teologicamente, essa passagem evidencia a importância da perspectiva eterna, da comunhão com Deus e da paciência na espera pela justiça divina, que sempre prevalecerá, mesmo que os olhos humanos não a enxerguem imediatamente. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

2.2. O Justo Juiz recompensa os que fazem uso da justiça

No livro dos Salmos, Davi dirigiu o seu olhar investigador de como Deus irá recompensar os justos. No Salmo 58, verso 11, vemos o poeta dizendo que as pessoas dirão que, de fato, existe um Deus que recompensa os bons (Sl 58.11). Davi mostra que, mesmo quando ninguém reconhece atos nobres, praticados pelo homem o Senhor os testemunha e o recompensará.

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Assim, é de vital importância entender que os julgamentos de Deus são justos e sempre se baseiam na verdade (Sl 19.9). A Palavra de Deus prevê uma recompensa para os justos, para aqueles que temem Deus. O profeta Malaquias escreveu que o povo de Deus assistirá a diferença entre o que acontece com as pessoas boas e as pessoas, más (Ml 3.18). EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

No Salmo 58:11, Davi expressa uma convicção profunda acerca da justiça divina: “Então, os justos verão isso e se alegrarão, e todos os que têm retidão de coração exultarão.” Este versículo revela que, ainda que o mundo nem sempre reconheça ou valorize a justiça humana, Deus não somente vê, mas também recompensa aqueles que a praticam com sinceridade e integridade.

A justiça do Senhor não é arbitrária ou caprichosa; ela se fundamenta na verdade e na retidão (Sl 19.9). O salmista nos lembra que os juízos de Deus são firmes e perfeitos — uma base sólida que traz segurança para o crente. A justiça de Deus transcende o que os olhos humanos podem perceber, garantindo que o bem seja valorizado e recompensado no tempo certo.

O profeta Malaquias reforça essa promessa ao declarar que o Senhor distingue claramente entre os justos e os ímpios (Ml 3.18). Essa separação é um lembrete para a comunidade de fé: viver em temor de Deus e praticar a justiça não é em vão, pois o Justo Juiz honra essa fidelidade com recompensas reais, visíveis na vida presente e, sobretudo, na eternidade.

Do ponto de vista teológico, essa certeza sobre a recompensa divina fortalece o crente a perseverar em justiça, mesmo quando os desafios e injustiças parecem prevalecer. Como Swindoll frequentemente destaca, a verdadeira justiça de Deus pode demorar a se manifestar, mas é certa e inexorável. Essa esperança deve nos motivar a uma vida reta, sabendo que Deus, que não esquece nenhuma obra boa, recompensará plenamente seus filhos fiéis. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

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3 – O DEUS FAZ JUSTIÇA POR NÓS

Os maus não ficarão sem punição, pois Deus faz justiça por nós. Quando assim afirmamos, demonstramos crer na justiça de divina. Deus não é indiferente à pratica de injustiças! EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

A Escritura é clara ao afirmar que Deus é defensor dos que são injustiçados e refúgio dos oprimidos. O Salmo 9.8, texto-base desta lição, declara: “Ele mesmo julga o mundo com justiça; governa os povos com retidão.” Essa afirmação não é apenas teológica — ela é profundamente pessoal. O Deus que criou os céus também se envolve nas causas dos humildes, dos que sofrem e clamam por justiça.

A justiça de Deus não é apenas uma ideia distante ou uma promessa escatológica — ela é uma realidade presente. Como Swindoll ensina, Deus está ativo no aqui e agora, ainda que de maneira invisível, alinhando as circunstâncias e operando em favor dos Seus filhos. Ainda que os ímpios pareçam prosperar momentaneamente, Deus não é indiferente. Ele é longânimo, mas jamais injusto (Sl 103.6; Rm 12.19).

Romanos 12.19 nos lembra: “A mim pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor.” Essa promessa não estimula um espírito de vingança, mas nos convida à confiança e descanso. O nosso papel é viver em retidão; o papel de Deus é julgar com justiça. Ele vê o que os olhos humanos não percebem, conhece os corações e age com precisão cirúrgica — no tempo certo, na medida certa.

Além disso, o Salmo 146.7 diz que o Senhor “faz justiça aos oprimidos, dá pão aos famintos e liberta os presos.” Isso mostra que a justiça divina não é apenas punitiva — ela também é restauradora. Deus corrige o mal, mas também reergue os justos que foram feridos no processo.

Essa visão deve trazer consolo aos crentes, especialmente aos jovens que, ao contemplarem as injustiças do mundo, podem se sentir desanimados. Como o salmista Asafe, podemos até nos confundir ao ver a prosperidade dos ímpios, mas ao voltarmos ao santuário (Sl 73.17), compreendemos: os caminhos de Deus são mais altos que os nossos (Is 55.8-9), e a Sua justiça é segura, eterna e inabalável. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

3.1. A justiça de Deus transborda misericórdia

O salmista afirma que a justiça de Deus é repleta de misericórdia, pois Ele tem compaixão de nós (Sl 116.5). Entretanto, a misericórdia e a justiça caminham juntas. Ambas devem atuar em concordância. A justiça de Deus é misericordiosa e a misericórdia de Deus é justa.

O salmista descreve que Deus é bondoso com todos e cuida com carinho de todas as Suas criaturas (Sl 145.9). Não podemos deixar de lembrar que Deus, através da Sua justiça e misericórdia, ama tudo o que é certo e justo, Seu amor cabe à todos, engloba a todos e quer chegar a todos (Sl 33.5). EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

À medida que mergulhamos nos Salmos, nos deparamos com uma realidade surpreendente: a justiça de Deus não é fria, rígida ou impessoal — ela é profundamente entrelaçada com misericórdia. Como declara o salmista no Salmo 116.5: “Piedoso é o Senhor e justo; o nosso Deus é misericordioso.” Nesse pequeno verso, três grandes atributos se unem: justiça, graça e compaixão. O Deus que julga, também cuida. O Deus que disciplina, também levanta. O Deus que corrige, também acolhe.

O olhar humano tende a separar justiça de misericórdia, como se fossem opostos em tensão. Mas nas mãos de Deus, elas não se contradizem — elas se completam. Swindoll ensina que “a justiça de Deus não é apenas um ato retributivo; é um reflexo de Seu caráter santo, que opera para restaurar, redimir e renovar.” É por isso que o salmista declara que “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras” (Sl 145.9).

A verdadeira justiça divina é profundamente relacional. Deus não julga com base apenas em ações externas, mas com olhos de quem conhece o coração (1Sm 16.7). Ele é “justo em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras” (Sl 145.17). Essa combinação de retidão e bondade é o que traz esperança ao crente fiel — especialmente ao jovem cristão, que busca viver corretamente num mundo que frequentemente valoriza o contrário.

Outro salmo declara: “Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do Senhor” (Sl 33.5). Aqui vemos mais uma vez essa fusão perfeita entre o zelo pelo que é certo e o amor por suas criaturas. A justiça de Deus nunca é arbitrária; ela sempre visa restaurar a ordem, proteger os inocentes e conduzir os pecadores ao arrependimento.

Ao observarmos a forma como Deus trata Seu povo nos Salmos, aprendemos que Ele é lento para se irar e grande em misericórdia (Sl 103.8). Ainda que venha com juízo, o Seu coração está sempre inclinado ao perdão (Sl 86.5). Ele é o Juiz que deseja restaurar, não destruir; corrigir, não condenar. Sua disciplina não é vingativa, mas pedagógica — voltada à formação de um caráter íntegro e fiel.

Em tempos de injustiça e frieza moral, precisamos lembrar que Deus permanece o mesmo: justo, sim, mas também cheio de compaixão. Ele não é apenas o Deus do trono — Ele é também o Deus da cruz. E foi na cruz que Sua justiça e Sua misericórdia se encontraram de forma perfeita (Sl 85.10). EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

3.2. O verdadeiro conceito de justiça

O conceito de justiça sempre ocupou um lugar destacado entre os salmistas. Se prestarmos atenção, veremos que, particularmente no livro dos Salmos, o conceito de justiça se sobressai aos demais livros da Bíblia pela assiduidade com que mencionam a justiça divina. Citamos como exemplo o Salmo 82, verso 8, onde o salmista estabelece uma relação da justiça divina em julgar as nações através de um sucinto pedido, para que Deus governasse o mundo, pois todas as nações são dEle. Já no Salmo 97, verso 8, há um convite à todos os povos para se alegrarem diante do reinado justo do Senhor. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Comentário🤓

No coração da espiritualidade bíblica, especialmente nos Salmos, a justiça de Deus não é apenas uma virtude isolada — é o alicerce do Seu trono (Sl 89.14). Dentre os livros do Antigo Testamento, nenhum ecoa tão fortemente essa verdade como o Saltério. Os salmistas não apenas clamam por justiça; eles se refugiam nela. Eles não a veem como uma ameaça, mas como uma esperança. Isso revela uma concepção divina de justiça que vai além do mero cumprimento legalista da lei. É a justiça como expressão do caráter santo e fiel de Deus.

No Salmo 82.8, o salmista clama: “Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois Tu possuis todas as nações.” Este versículo reflete a profunda convicção de que Deus não está distante nem indiferente à injustiça global. Como ensina Swindoll, a justiça de Deus é sempre ativa, nunca passiva. Ela confronta a corrupção, mas também intervém em favor dos oprimidos. Quando o salmista suplica para que Deus se levante e governe, ele está invocando o Senhor como o legítimo Rei universal, aquele que julga com equidade, e cuja autoridade se estende sobre todos os povos — não apenas Israel.

Já no Salmo 97.8, lemos: “Sião ouviu e se alegrou, e as filhas de Judá exultaram por causa dos teus juízos, ó Senhor.” O que parece estranho à primeira vista — alegrar-se diante do juízo — se torna poderoso quando entendemos que os juízos do Senhor são sempre justos e libertadores. Eles não são motivo de medo para os justos, mas de celebração. A justiça divina não apenas castiga o mal, ela promove o bem. Como bem diz Swindoll, “o juízo de Deus nunca é precipitado, e sua justiça sempre serve a um propósito redentor.”

Essa perspectiva reformula completamente o nosso entendimento contemporâneo de justiça. Na visão bíblica, justiça não é apenas punir o errado — é também restituir o que foi quebrado, curar o que foi ferido e restaurar o que foi perdido. O verdadeiro conceito de justiça, conforme os Salmos, é o de um Deus que se levanta por aqueles que não têm voz (Sl 146.7-9), que defende o órfão e a viúva, e que permanece fiel à Sua aliança mesmo quando os homens falham.

A justiça de Deus é um convite à confiança. É a razão pela qual podemos perseverar, mesmo em meio à corrupção e sofrimento. Não é à toa que o salmista declara: “Os teus testemunhos são justiça eterna; dá-me inteligência, e viverei” (Sl 119.144). Em outras palavras, viver sob a justiça de Deus é viver com sabedoria e esperança.

Por fim, devemos lembrar: a justiça divina nos chama não apenas a admirá-la, mas a imitá-la. Como embaixadores de Deus, somos convocados a agir com integridade, retidão e misericórdia, refletindo o coração do Justo Juiz em um mundo marcado pela injustiça. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Subsídio para o Educador

Uma das qualidades da Lei do Senhor é a justiça (SI 119.75). A justiça está ligada a ideia de legitimidade. O salmista afirma que os juízos de Deus não estão amparados apenas na legalidade, mas também na legitimidade. A legalidade está relacionada a seguir determinados procedimentos, já a legitimidade é o princípio que direciona a se observar determinados valores.

Podemos ter leis que seguem o procedimento, mas não observam os valores da sociedade em que foram inseridas. Não obstante, a Lei do Senhor é justa. Ela expressa a bondade e a benignidade de Deus para com Sua criatura. Ela visa o bem; visa construir o caráter do ser humano e não destruí-lo. Há, na Bíblia, diversos exemplos de leis injustas, como o decreto estabelecido pelo rei Dario, cujo pano de fundo consistiu em uma trama para destruir Daniel (Dn 6.5-9).

Fonte: (Pastor Adriel Gonçalves do Nascimento. Revista Betel Dominical 2º Trimestre de 2020 – Lição 8). EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

CONCLUSÃO

As considerações feitas sobre justiça nos fazem perceber que, sem Deus, não há justiça. O Apóstolo Paulo escreveu sobre o assunto dizendo: “E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem”, Rm 2.2. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Complementando

Herman Bavink em sua obra “Dogmática Reformada”(2012) diz que a justiça de Deus é simultaneamente a manifestação da Sua Graça (Sl 116.5). Convêm ressaltar que, o perdão dos pecados é dividido à justiça divina, onde por intermédio do sacrifício de Cristo fomos justificados pela justiça de Deus, que nos religou novamente ao Pai Celestial. EBD Hoje | Lição 11 Betel Jovens Conectar 2 trimestre 2025

Eu ensinei que

O julgamento de Deus é segundo a Sua verdade e justiça. O resultado disso é que a justiça de Deus é completa que você não precisa se movimentar, deve somente entregar suas preocupações nas mãos dEle.

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