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📖 Lição 03 – Uma Igreja Fiel à Pregação do Evangelho
A Lição 03 CPAD Adultos 3 trimestre 2025 destaca que uma igreja fiel à pregação do Evangelho tem Cristo no centro, prega no poder do Espírito Santo e oferece esperança ao mundo.
Resumo da Lição 03 Adultos CPAD 3º Trimestre 2025
A Lição 03 da EBD Adultos CPAD 3 trimestre 2025 ressalta que uma igreja bíblica prega a Palavra com fidelidade, Cristo no centro e movida pelo Espírito Santo. Sua mensagem gera transformação e esperança.
O que você vai aprender:
✅ A importância de pregar o Evangelho com fidelidade às Escrituras;
✅ Como a pregação inspirada pelo Espírito Santo transforma vidas;
✅ O papel da igreja como portadora de esperança e refrigério ao mundo.
TEXTO ÁUREO
“E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (At 3.12)
VERDADE PRÁTICA
A verdadeira pregação bíblica consiste em dar testemunho de Cristo no poder do Espírito.
LEITURA DIÁRIA 📅
Segunda – 1 Co 1.23-25 A necessidade da pregação
Terça – Mc 16.15 Chamados para pregar
Quarta – Lc 4.18 Ungido para pregar
Quinta – At 4.16 Pregando Cristo
Sexta – At 4.19 Um chamado ao arrependimento
Sábado – At 4.25 A ênfase da promessa abraâmica
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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 📘
Atos 3.11-19
11- E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão.
12- E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?
13- O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.
14- Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida.
15- E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos e que nós somos testemunhas.
16- E, pela fé no seu nome,, fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
17- E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes.
18- Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que Cristo havia de padecer.
19- Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.
PLANO DE AULA 📑
1- INTRODUÇÃO
A pregação do Evangelho é a marca de uma igreja fiel às Escrituras. Desde os primeiros dias da Igreja de Jerusalém, os apóstolos proclamavam a mensagem de Cristo com ousadia e no poder do Espírito Santo. A segunda pregação de Pedro, registrada em Atos 3, demonstra essa fidelidade ao Evangelho, enfatizando a centralidade de Cristo, o chamado ao arrependimento e a promessa de tempos de refrigério.
A Igreja não pode se desviar desse compromisso, pois é por meio da pregação bíblica que o mundo é confrontado com a verdade de Deus e chamado à salvação.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Expor a importância da pregação das Escrituras;
II) Demonstrar como o Espírito Santo capacita a igreja a pregar com poder e autoridade;
III) Incentivar os alunos a pregarem uma mensagem de esperança fundamentada na Palavra de Deus.
B) Motivação: A pregação do Evangelho não é apenas uma responsabilidade dos líderes da igreja, mas um chamado para todos os crentes. Assim como Pedro, que mesmo sem grande formação acadêmica foi usado poderosamente pelo Espírito Santo, cada cristão pode ser um porta-voz da mensagem de Cristo. O que diferencia uma pregação eficaz não é a eloquência, mas a fidelidade às Escrituras e a dependência do Espírito. Ao compreender essa verdade, o(a) aluno(a) perceberá que também pode ser um instrumento nas mãos de Deus para transformar vidas.
C) Sugestão de Método: Para concluir a lição, sugerimos que use o método da discussão orientada. Divida a turma em pequenos grupos e peça que cada um identifique, na pregação de Pedro em Atos 3, elementos essenciais de uma mensagem bíblica eficaz. Em seguida, incentive os alunos a compartilharem como podem aplicar esses princípios ao evangelismo em seu dia a dia. Finalize destacando a importância de pregar no poder do Espírito Santo e ore com a classe, pedindo capacitação para testemunharem com ousadia.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Que a mensagem desta lição nos impulsione a viver e pregar a Palavra com a mesma fidelidade e poder do Espírito demonstrados por Pedro, para que outros encontrem esperança e transformação em Cristo.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 102, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Testemunho: Pedro Proclama Jesus como Servo”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda a respeito da pregação que revela Cristo;
2) No final do segundo tópico, o texto “Cristo é glorificado”, aprofunda a respeito do poder da pregação em que Cristo é glorificado.
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INTRODUÇÃO📣
Esta lição mostrará uma das marcas de uma igreja bíblica: seu compromisso com a pregação da Palavra de Deus. Uma igreja verdadeira valoriza a mensagem das Escrituras e coloca Jesus Cristo no centro de tudo o que ensina. É por meio da pregação da Bíblia que o mundo pode conhecer a Cristo. Além disso, uma igreja bíblica prega no poder do Espírito Santo. Não transmite apenas palavras vazias, mas a mensagem viva e transformadora que vem da inspiração do Espírito de Deus. Por fim, uma igreja bíblica traz esperança para aqueles que já não enxergam saída. Ela anuncia que há um futuro de refrigério e renovação na presença do Senhor.
PALAVRA-CHAVE: Pregação
I. A IGREJA QUE PREGA AS ESCRITURAS
1. As Escrituras revelam Deus.
A Igreja deve pregar as Escrituras, pois elas revelam Deus. A segunda pregação de Pedro, registrada em Atos 3.11-26, é um grande exemplo disso. A mensagem do apóstolo é completamente baseada nas Escrituras e coloca Deus no centro. Pedro usa trechos das Escrituras para fundamentar sua pregação, citando Deuteronômio 18.15-19 (v.23) e Gênesis 22.18 (v.25). Há também uma conexão como o Salmos 22.1-31 (v.18) e a Daniel 9.26 (cf. v.18).
Além disso, Pedro mostra que Deus sempre esteve presente e agindo na história do seu povo (At 3.13), da mesma forma que os autores da Bíblia falavam sobre a revelação de Deus ao longo dos tempos (cf. Gn 26.24; 28.13; 31.42,53; 32.9; Êx 4.5; 1 Rs 18.36; 1 Cr 29.18; 2 Cr 30.6; Sl 47.9).
Comentário da Lição🤓
Uma igreja fiel à pregação do Evangelho jamais despreza o valor supremo das Escrituras Sagradas. Pedro, em sua segunda pregação após o milagre na Porta Formosa (At 3.11-26), nos oferece um modelo claro de como a Palavra de Deus deve ser o alicerce da mensagem da igreja. Sua pregação não é baseada em experiências subjetivas ou discursos humanos, mas inteiramente firmada na revelação divina.
Pedro não apresenta uma doutrina nova, mas reconecta o povo à aliança feita com os patriarcas. Ele cita as promessas feitas a Abraão (Gn 22.18), Moisés (Dt 18.15-19), e aponta para a ação contínua de Deus na história de Israel. O apóstolo demonstra que os eventos vividos nos seus dias são o cumprimento daquilo que Deus já havia falado “pela boca de todos os seus santos profetas” (At 3.21).
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Ao fazer isso, Pedro nos ensina que uma Igreja Fiel à Pregação do Evangelho precisa estar inteiramente comprometida com a exposição da Palavra. A revelação de Deus não é fragmentada, mas progressiva, coerente e centrada em Cristo. A Bíblia é o testemunho fiel da ação divina, do Gênesis ao Apocalipse. E quando a igreja proclama fielmente as Escrituras, ela não apenas ensina, mas revela o próprio Deus ao mundo.
2. As Escrituras testemunham de Jesus.
As Escrituras apontam para Cristo. Jesus disse que as Escrituras davam testemunho dEle (Jo 5.39). Cristo é o centro da Bíblia. Essa era também a compreensão do apóstolo Pedro. Segundo suas palavras, os profetas anunciaram antecipadamente o sofrimento de Cristo (At 3.18). A pregação de Pedro invocou o testemunho das Escrituras para mostrar que a rejeição de Jesus e sua morte não foram por acaso já haviam sido preditas pelos antigos profetas.
Comentário da Lição🤓
Uma Igreja Fiel à Pregação do Evangelho precisa compreender que toda a Escritura converge para uma única Pessoa: Jesus Cristo. Ele é o eixo central da revelação divina, o cumprimento das promessas e a resposta definitiva de Deus para o pecado da humanidade. Foi o próprio Senhor quem afirmou: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo 5.39).
Pedro reconheceu isso em sua pregação ao povo. Ele declara que os profetas falaram sobre os sofrimentos de Cristo de antemão (At 3.18), apontando para o fato de que a rejeição, o julgamento e a crucificação do Filho de Deus já haviam sido revelados por Deus como parte do plano eterno de redenção. Profecias como as de Isaías 53, Salmo 22 e Daniel 9.26 testificam com clareza sobre o Cristo que havia de padecer.
Assim, quando a igreja prega as Escrituras, ela precisa fazer o que Pedro fez: mostrar que tudo aponta para Jesus. Doutrinas, símbolos, promessas, sacrifícios — tudo ganha sentido na cruz do Calvário. Uma pregação sem Cristo no centro é um corpo sem alma. Toda exposição bíblica precisa conduzir os ouvintes ao arrependimento, à fé e à esperança em Jesus Cristo, o Salvador do mundo.
3. As Escrituras confrontam o pecado.
A verdadeira pregação também mostra o problema do pecado e o confronta (At 3.19). No texto citado, Pedro usa o termo grego metanoéō, traduzido aqui como “arrependei-vos”. Essa palavra, além do já conhecido sentido de “arrependimento”, significa também mudança de mente e mudança interior, especialmente no que diz respeito à aceitação da vontade de Deus. A pregação bíblica deve confrontar o pecado e exige uma mudança radical dos seus ouvintes.
Comentário da Lição🤓
A pregação fiel às Escrituras não apenas consola, ela também confronta. Em Atos 3.19, Pedro conclama o povo ao arrependimento com a palavra grega metanoéō, que implica não apenas em sentir tristeza pelo pecado, mas em uma profunda mudança de mente, atitude e direção — uma transformação interior que leva à obediência voluntária à vontade de Deus.
Pedro não suaviza a verdade. Ele declara com clareza que os ouvintes haviam negado o Santo e o Justo, preferindo um homicida (At 3.14). A mesma multidão que testemunhou o milagre de cura no templo precisava agora testemunhar um milagre ainda maior: o novo nascimento. Para isso, Pedro mostra que, apesar do pecado cometido, havia esperança — se eles se arrependessem, seus pecados seriam cancelados e tempos de refrigério viriam da parte do Senhor (At 3.19-20).
Essa é a natureza da pregação bíblica: ela confronta, exorta, rasga o véu da hipocrisia e chama os pecadores à luz da verdade. Não há Evangelho sem arrependimento. Uma igreja que deseja ser fiel à pregação do Evangelho precisa proclamar, com temor e amor, a santidade de Deus e a necessidade urgente de conversão.
SINOPSE I
A igreja bíblica fundamenta sua pregação nas Escrituras, que revelam Deus e testemunham de Jesus Cristo.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“TESTEMUNHO: PEDRO PROCLAMA JESUS COMO SERVO (3.11-26). A grande atenção gerada pelo milagre dá a Pedro a oportunidade de explicar que é o poder de Jesus que curou o homem. O que se segue é um sumário de sua explicação do acontecimento maravilhoso e sua proclamação do Evangelho, o qual focaliza a centralidade da cruz.
Como o sermão no Dia de Pentecostes, este segundo sermão (vv. 12-26) tem sua base no kerigma cristão. Neste sermão, Pedro também fala sobre a Segunda Vinda de Cristo e as bênçãos associadas com o acontecimento. A cura foi feita simplesmente ‘em nome de Jesus Cristo’ (v. 6). Ο enfermo imediatamente fica forte sobre seus pés e tornozelos, e cada passo que ele dá é um pulo de alegria pueril.
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O homem se agarra a Pedro e João. Seu comportamento atrai uma multidão de pessoas, e ele lhes diz que Pedro e João são responsáveis pela cura. As pessoas se juntam no alpendre de Salomão, uma varanda situada ao longo do lado oriental do templo (cf. At 5.42; Jo 10.23). A admiração das pessoas é direcionada aos dois apóstolos, como se eles tivessem poder próprio para curar o homem.
Pedro vira os pensamentos das pessoas na direção certa. Ele nega que a santidade e poder dele e de João fortaleceram o homem incapacitado. Antes, Pedro é somente um canal do poder extraordinário do Espírito Santo, e indica para as pessoas a verdadeira fonte da cura extraordinária o Deus dos seus antepassados, o Deus dos grandes patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó); Pedro fez o milagre pelo ‘seu servo Jesus’ (ARA; ‘seu Filho Jesus’, ARC)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.642).
II. A IGREJA QUE PREGA NO PODER DO ESPÍRITO
1. O Espírito capacita o mensageiro.
Não podemos nos esquecer de que Pedro estava cheio do Espírito Santo quando pregou a mensagem registrada em Atos 3. Isso fica evidente no uso do verbo grego atenízō, traduzido como “fixar os olhos” na passagem: “E Pedro, com João, fitando os olhos nele” (At 3.4). O estudioso Strong explica que, no Novo Testamento, esse termo é usado para descrever momentos de revelação, reconhecimento ou atenção especial, geralmente ligados a acontecimentos divinos ou milagrosos.
Comentário da Lição 🤓
O poder da pregação de Pedro em Atos 3 não está em sua eloquência ou persuasão natural, mas na ação sobrenatural do Espírito Santo. Quando o texto diz que Pedro “fitou os olhos” (At 3.4), o verbo grego atenízō é utilizado — um termo que, conforme a análise de Strong, descreve momentos em que algo mais profundo está sendo percebido, momentos de discernimento espiritual e conexão com o agir divino.
Esse olhar fixo não é mera atenção humana. Trata-se de uma sensibilidade aguçada pelo Espírito para reconhecer o momento oportuno de anunciar a Palavra com autoridade celestial. Pedro, cheio do Espírito, enxergou além da aparência do homem coxo: viu uma oportunidade divina para glorificar o nome de Jesus.
A Igreja que prega com eficácia é aquela que reconhece que nenhuma capacitação natural substitui o revestimento do alto. O Espírito Santo não apenas enche, mas direciona, revela, e dá ousadia à pregação (At 4.31). Quando o mensageiro está submisso ao Espírito, ele não fala de si mesmo, mas transmite a voz do céu aos corações.
2. “Fixar os olhos”.
Essa mesma expressão também é usada para descrever o apóstolo Paulo, cheio do Espírito Santo, quando olhou fixamente para um homem paralítico na cidade de Listra e o curou (At 14.9). Da mesma forma, aparece em Atos 13.9, quando Paulo, cheio do Espírito Santo, fixou os olhos no falso profeta Elimas para repreendê-lo.
Retomando o episódio de Pedro, isso nos mostra que ele não apenas estava capacitado para curar, mas também estava ungido para pregar. O Espírito Santo é quem inspira e dá poder à pregação da Palavra. Portanto, pregar não é apenas fazer um discurso! Pregar é anunciar a mensagem de Deus com a autoridade e a unção do Espírito Santo.
Comentário da Lição 🤓
A expressão “fixar os olhos” (atenízō) aparece em momentos decisivos do ministério apostólico e carrega um peso espiritual significativo. Em Atos 14.9, Paulo olha fixamente para o homem paralítico em Listra, discernindo que ele tinha fé para ser curado. Em Atos 13.9, o mesmo apóstolo, cheio do Espírito, fixa os olhos em Elimas, o mágico, para confrontar sua oposição à obra de Deus.
Esses episódios mostram que esse olhar não é comum. Trata-se de um ato espiritual, uma percepção sobrenatural do que Deus está fazendo ou revelando naquele momento. Em todos os casos, o “fixar os olhos” é seguido por ação poderosa e intervenção divina — seja cura, confronto profético ou milagre.
No caso de Pedro em Atos 3, antes mesmo de proclamar a cura, ele olha profundamente para o coxo, sinal de que a fé não nasce apenas da fala, mas da sensibilidade espiritual. Esse gesto antecede não apenas o milagre físico, mas também a pregação poderosa que levaria centenas à conversão. Pedro não apenas curou — ele pregou com unção, e milhares ouviram e creram.
3. O Espírito glorificará a Jesus.
Jesus disse que o Espírito Santo o glorificaria (Jo 16.14). O Espírito nunca chama a atenção para si mesmo, mas sempre aponta para Cristo. Isso é exatamente o que vemos na cura do paralítico na Porta Formosa, em Atos 3.
Pedro, cheio do Espírito Santo, não poderia aceitar ser o centro das atenções. Ele deixou claro que o milagre não aconteceu por seu próprio poder ou santidade: “Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” (At 3.12).
Da mesma forma, qualquer pregação que tira o foco de Cristo e coloca o homem no centro não é uma pregação bíblica. Isso não passa de um discurso humano.
Comentário da Lição 🤓
Jesus declarou de forma inequívoca: “Ele me glorificará” (Jo 16.14). O ministério do Espírito Santo é cristocêntrico — Ele não promove a si mesmo, nem os homens, mas revela, exalta e glorifica o Filho. Em Atos 3, vemos essa verdade encarnada na postura de Pedro. Após o milagre na Porta Formosa, a multidão maravilhada dirigiu sua atenção aos apóstolos. No entanto, Pedro, cheio do Espírito, rapidamente redirecionou os olhares para Jesus.
Ele não se deixou seduzir pela glória momentânea que os homens queriam atribuir a ele. Com clareza e ousadia, proclamou que a cura não vinha de sua “virtude ou santidade”, mas sim do nome de Jesus (At 3.16). Essa atitude revela o verdadeiro padrão da pregação ungida: o Espírito Santo age onde Cristo é exaltado.
Pregações centradas no homem, em métodos ou em autopromoção não são frutos do Espírito. Elas até podem emocionar, mas não transformam. Somente quando Jesus é colocado no centro — como Salvador, Senhor e glorificado — o Espírito se move com liberdade e poder.
SINOPSE II
A igreja que prega no poder do Espírito tem mensageiros capacitados, mensagens inspiradas pelo Espírito Santo e glorifica a Cristo.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
CRISTO É GLORIFICADO
“Pedro adverte o povo contra rejeitar os assuntos que ele está falando (vv. 13-18) e o exorta para que se arrependa e creia em Jesus. Ele cita a famosa profecia de Moisés, na qual o Senhor prometeu que o futuro Messias seria profeta como Moisés (Dt 18.15-19; cf. Nm 11.29). Moisés é diferenciado de todos os outros profetas no ponto em que ele era libertador e regente sobre o povo de Deus.
Como ele, Jesus é Libertador e Regente, mas a libertação que Ele dá é mais gloriosa, e seu senhorio será absoluto na sua Vinda: ‘E acontecerá que toda alma que não escutar esse profeta será exterminada dentre o povo’ (v. 23). Ele é mais que profeta ungido pelo Espírito; Ele é o Messias prometido, o Salvador ressurreto e glorificado. Outros profetas do Antigo Testamento também falaram sobre o Salvador (v.24).
Muitos deles predisseram ‘estes dias’ discutidos em Atos e os acontecimentos importantes no ministério de Jesus. Começando com Samuel, muitos dos profetas incluíram em sua mensagem um elemento de esperança futura. Pedro já citou muitas de suas predições, todas as quais acham seu cumprimento último e final em Jesus Cristo. Pedro faz um apelo final aos ouvintes como ‘filhos dos profetas’. Eles devem esperar que as promessas proféticas sejam cumpridas, e que serão pessoalmente abençoados quando elas forem cumpridas.
Eles também são filhos ‘do concerto que Deus fez com nossos pais’. Deus fez este concerto primeiro com Abraão, e pelo concerto prometeu bênçãos aos descendentes de Abraão e a ‘todas as famílias da terra’ (v. 25; cf. Gn 12.3; 22.18)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.644).
III. A IGREJA QUE PREGA A ESPERANÇA VINDOURA
1. Alerta a uma sociedade indiferente e insensível.
O apóstolo Pedro já havia exortado os seus ouvintes na sua primeira pregação a salvarem-se daquela “geração perversa” (At 2.40). Agora, ele reconhece que aquela era também uma geração “ignorante” (At 3.17). Era uma cultura indiferente e insensível para a realidade espiritual. Era, portanto, uma geração sem esperança (1 Ts 4.13). Α insensibilidade às coisas espirituais é a marca daqueles que não conhecem a Deus (1 Ts 4.5). É a essas pessoas que a mensagem da cruz deve ser pregada.
Comentário da Lição 🤓
Pedro não se ilude com o cenário sociocultural de sua época. Ao pregar no templo, ele descreve seus ouvintes com duas palavras impactantes: perversos (At 2.40) e ignorantes (At 3.17). Ele não suaviza o diagnóstico espiritual da geração à sua volta, pois compreende que o pecado endurece o coração e obscurece o entendimento. Aquela sociedade estava imersa na indiferença espiritual — cega para o que realmente importava: o arrependimento, a salvação e a eternidade.
O mesmo padrão se repete nos dias atuais. Vivemos tempos de insensibilidade profunda às verdades eternas. A mente secular se afastou de Deus, mergulhada em prazeres passageiros e ideologias vazias. Mas a Igreja de Cristo, como arauto do Reino, não pode se calar. Ela deve anunciar o Evangelho mesmo diante da frieza espiritual de seu tempo. A esperança que temos em Cristo precisa ser proclamada com ousadia, confrontando a ignorância e despertando corações adormecidos.
2. A promessa da Segunda Vinda.
Concluindo a sua pregação, Pedro deixa uma mensagem de esperança: “e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). Por um lado, os ouvintes do apóstolo já podiam experimentar a bênção prometida a Abraão, que fora trazida por Jesus, o Messias. Essa bênção, portanto, já era uma realidade.
Por outro lado, essas palavras de Pedro olham para o futuro, apontando para um “refrigério” dos últimos dias que fora prometido a Israel. Trata-se da futura “restauração de todas as coisas”. A Igreja, portanto, tem uma mensagem de esperança para aqueles que estão sem esperança. É uma realidade que, no tempo de Deus, se cumprirá.
Comentário da Lição 🤓
Pedro encerra sua pregação com uma das declarações mais gloriosas da fé cristã: “e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor” (At 3.19). Essa expressão carrega duas verdades essenciais da esperança cristã. A primeira é imediata: o refrigério espiritual que todo pecador pode experimentar ao se arrepender e crer em Jesus. A segunda é escatológica: o grande refrigério que virá na manifestação gloriosa de Cristo, na restauração de todas as coisas (At 3.21).
O apóstolo aponta para a consumação do plano divino — quando Cristo retornará para restaurar plenamente a criação, estabelecer justiça e enxugar dos olhos toda lágrima. Essa promessa é âncora da alma da Igreja e combustível para sua missão. A mensagem que pregamos não termina na cruz, mas caminha até a glória da eternidade. A Segunda Vinda de Cristo é o clímax da esperança bíblica.
A Igreja verdadeira não apenas prega arrependimento para hoje, mas esperança para o amanhã. Proclama que o mesmo Jesus que foi elevado ao céu voltará com poder e grande glória. E quando Ele vier, trará refrigério eterno aos que nEle esperam.
SINOPSE III
A igreja que prega a esperança vindoura alerta uma sociedade indiferente à realidade espiritual, proclamando a promessa da Segunda Vinda de Cristo.
Conclusão
Chegamos ao fim de mais uma lição. Nela, vimos a grande importância que a pregação bíblica tem e como devemos ser fiéis na exposição do texto sagrado. Pedro, mesmo sendo um simples pescador, com uma gramática e conhecimentos limitados, sabia expor com maestria as Escrituras Sagradas.
Assim como ele, devemos nos render totalmente ao Espírito Santo, sendo cheios dEle, para sermos exitosos no ministério da Palavra de Deus. Uma igreja bíblica é uma igreja que vive e sabe expor as Sagradas Escrituras.
REVISANDO O CONTEÚDO
Em que a pregação do apóstolo Pedro é baseada?
A pregação do apóstolo Pedro é baseada nas Escrituras. O apóstolo usou trechos das Escrituras para fundamentar sua pregação.
O que a pregação de Pedro invocou?
A pregação de Pedro invocou o testemunho das Escrituras para mostrar que a rejeição de Jesus e sua morte não foram por acaso, mas já haviam sido preditas pelos antigos profetas.
Como a expressão “fixar os olhos” é usada para descrever o apóstolo?
A expressão “fixar os olhos” é usada para descrever o apóstolo em momentos de revelação, reconhecimento ou atenção especial, geralmente ligados a acontecimentos divinos ou milagrosos, mostrando que Pedro não apenas estava capacitado para curar, mas também ungido para pregar.
Como podemos identificar uma pregação não bíblica?
Podemos identificar uma pregação não bíblica quando ela tira o foco de Cristo e coloca o homem no centro, não passando de um discurso humano.
De quem é a marca da insensibilidade espiritual?
A insensibilidade espiritual é a marca daqueles que não conhecem a Deus.
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