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Revista Adultos CPAD – Lição 01: A Igreja que Nasceu no Pentecostes – 3 Trimestre de 2025
A Igreja que Nasceu no Pentecostes
Estude a Revista Adultos CPAD – Lição 01: A Igreja que Nasceu no Pentecostes – 3 Trimestre de 2025 da Escola Bíblica Dominical deste domingo.A Revista Adultos CPAD – Lição 01 ensina sobre a Igreja que nasceu no Pentecostes foi marcada por poder, unidade e ensino apostólico. Um modelo de fé e comunhão para os dias atuais.
Resumo da Lição 01 Adultos CPAD 3 Trimestre 2025
A Lição 01 da EBD Adultos CPAD 2 trimestre 2025 destaca o nascimento da Igreja no Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos. A partir daí, surgiu uma comunidade unida, perseverante na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações, servindo de modelo para a fé cristã diante das perseguições.
O que você vai aprender
- Como a Igreja nasceu no Pentecostes
Você entenderá o contexto histórico e espiritual do derramamento do Espírito Santo e como isso deu origem à Igreja primitiva em Jerusalém. - A importância da doutrina, comunhão e oração
Aprenderá por que esses três pilares foram fundamentais para o crescimento e firmeza da fé cristã em meio às perseguições. - Como aplicar os princípios da Igreja primitiva hoje
Descobrirá lições práticas para viver uma fé autêntica, fortalecendo sua comunhão com Deus e com os irmãos nos dias atuais.
TEXTO ÁUREO
“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2.4)
VERDADE PRÁTICA
A Igreja nasce no Pentecostes capacitada pelo Espírito para cumprir sua missão.
LEITURA DIÁRIA 📅
| Segunda | At 2.1-3 A manifestação divina e os sinais do Pentecostes |
| Terça | At 2.4 O derramamento do Espírito |
| Quarta | At 2.11; 10.46 Louvor e adoração |
| Quinta | At 2.20 A esperança futura |
| Sexta | At 1.5 Uma experiência específica e definida |
| Sábado | Ef 5.18 Uma experiência contínua |
OUÇA OS HINOS SUGERIDOS 🎵
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 📘
Atos 2.1-14
1- Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2- e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3- E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4- E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5- E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6- E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7- E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?
8- Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9- Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judéia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,
10- e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),
11- e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
12- E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
13- E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
14- Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
PLANO DE AULA 📑
- INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos a Igreja de Jerusalém conforme apresentado em Atos dos Apóstolos. Dentre muitos tópicos, veremos como essa igreja se formou, viveu e expandiu o Evangelho para fora da Judeia. Nesta primeira lição, estudaremos como a Igreja nasceu — de Jerusalém para o mundo — como uma igreja pentecostal. Para tratar desses assuntos, contaremos com o pastor José Gonçalves, líder da Assembleia de Deus em Água Branca (PI), mestre em Teologia, graduado em Filosofia, escritor de diversas obras editadas pela CPAD e membro da Comissão de Apologética da CGADB. - APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a natureza do Pentecostalismo Bíblico;
II) Enfatizar o propósito do Pentecostalismo Bíblico;
III) Elencar as características do Pentecostalismo Bíblico.
B) Motivação: O teólogo pentecostal Myer Pearlman traz uma imagem muito significativa a respeito do nascimento da Igreja em sua obra Comentário de Atos — Estudo do Livro de Atos e o Crescimento da Igreja Primitiva. Ele nos diz que Jesus planejou a Igreja durante seu ministério terreno, mas deixou ao seu sucessor, o Espírito Santo, a missão de erguê-la e, consequentemente, colocá-la na história. Ainda segundo Pearlman, “foi no dia de Pentecostes que esse templo espiritual foi construído e cheio da glória do Senhor”. Portanto, a Igreja do Senhor aparece na história como a Igreja de Jerusalém.
C) Sugestão de Método: Para iniciar esta lição, sugerimos que você faça a seguinte introdução: Antes de falarmos sobre a Igreja de Jerusalém, devemos nos deter no acontecimento poderoso do cenáculo: o dia de Pentecostes. Esse evento marca o ponto culminante do extraordinário plano de Deus para a edificação de sua Igreja. Assim como Jesus adentrou no mundo com a fragilidade de uma criança por meio da encarnação, a Igreja também entra na história como uma igreja local em Jerusalém e, mais tarde, se expandirá até os confins da Terra. Após essa introdução, proponha uma reflexão com a classe sobre a natureza do Pentecostes Bíblico, seu propósito e suas características, antecipando os tópicos que serão abordados ao longo da lição. Depois de ouvir os alunos, prossiga com a exposição do ensino. - CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Após fazer toda a exposição dos tópicos da lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que o Pentecoste é o Espírito Santo habitando a Igreja de Cristo de maneira visível e, consequentemente, nos crentes da igreja local. - SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 102, p. 36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “o Dia de Pentecostes”, localizado após o primeiro tópico, traz o episódio do Dia de
Pentecostes como um acontecimento do Espírito Santo;
2) No final do terceiro tópico, o texto “Falar em Línguas” aprofunda o papel das línguas no Derramamento do Espírito.
INTRODUÇÃO📣
A Igreja nasceu no dia de Pentecostes. Esse evento marcou o início de uma nova era: a era da Igreja. O Pentecostes era uma das festas mais importantes dos judeus e aconteciam cinquenta dias depois da Páscoa. Foi nesse dia especial que Deus derramou o Espírito Santo sobre todos os discípulos, batizando-os. O derramamento do Espírito no Pentecostes marca o início da Igreja como uma comunidade de profetas, como foi profetizado por Joel (Jl 2.28).
No livro de Atos, Lucas ensina que esse acontecimento tinha um significado especial para o fim dos tempos, pois já havia sido anunciado pelos profetas do Antigo Testamento. Além disso, o Pentecostes foi uma prova clara de que Jesus havia ressuscitado. O propósito desse derramamento do Espírito Santo foi dar poder à Igreja para testemunhar de Cristo ao mundo e levá-la à verdadeira adoração. Isso é o que veremos nesta lição.
PALAVRA-CHAVE: Pentecostes
I. A NATUREZA DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. De natureza divina.
Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso” que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (At 2.2) e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (At 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”.
Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Naquela ocasião, houve trovões, relâmpagos e um som forte, e o povo ouviu a voz de Deus e viu um grande fogo (Êx 19.16). Moisés depois lembrou ao povo desse momento, dizendo: “desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo” (Dt 4.36).
Comentário da Lição🤓
O texto sagrado de Atos 2 revela que a Igreja que nasceu no Pentecostes teve origem em um mover absolutamente divino e sobrenatural. O som como de um vento impetuoso e as línguas repartidas como de fogo não foram simples fenômenos naturais, mas expressões visíveis da manifestação da glória e da presença de Deus — uma teofania, como bem exemplificado também no Monte Sinai.
Esse mover não partiu da iniciativa humana, nem se trata de algo meramente emocional ou litúrgico. O Pentecostes é de natureza divina, pois teve origem “do céu”, conforme Atos 2.2. Isso aponta para uma verdade fundamental da fé pentecostal: a Igreja não nasceu de uma estratégia humana ou de um projeto religioso, mas de uma intervenção direta do Espírito Santo. Assim como no Antigo Testamento Deus se manifestava em fogo, trovões e vozes audíveis para confirmar Sua aliança e autoridade, no Novo Testamento Ele sela Sua Nova Aliança com um batismo celestial — o batismo com o Espírito Santo — concedido àqueles que estavam reunidos em unidade e perseverança (At 1.14; 2.1).
A Igreja que nasceu no Pentecostes carrega, portanto, uma marca inconfundível de origem celestial. Ela é a continuidade da ação redentora de Deus, agora operando não apenas por meio de leis escritas em tábuas, mas por corações cheios do Espírito (Ez 36.27). É a concretização da promessa de Joel (Jl 2.28-29), e o início de uma era em que os filhos e filhas profetizam, e os servos de Deus são revestidos de poder para testemunhar com ousadia e verdade.
2. Um evento paralelo ao Sinai.
Assim como no Sinai, onde a presença de Deus se tornou real, como uma das experiências mais marcantes na história do antigo povo de Deus, de uma forma muito mais gloriosa e profunda, o Pentecostes marcou o Encontro do Espírito de Deus com a Igreja. Pentecostes, portanto, é a experiência do Espírito Santo. Lá no Sinai, a letra da Lei foi escrita em tábuas de pedras (Dt 9.10,11); aqui, no Pentecostes, a Palavra de Deus foi escrita nos corações (Jr 31.33; 2 Co 3.3)
Comentário da Lição🤓
O Pentecostes, à luz das Escrituras, é mais do que uma celebração religiosa; é um evento paralelo e superior ao Sinai. No monte, Deus desceu em fogo, nuvem espessa e trovões, entregando a Lei gravada em tábuas de pedra, marcando o nascimento de Israel como nação teocrática (Êx 19–20; Dt 9.10). No entanto, em Atos 2, vemos algo ainda mais profundo: o mesmo Deus que falou no Sinai agora habita em corações, não com letras mortas, mas com vida e poder do Espírito (2 Co 3.3).
No Sinai, o povo ficou com medo e pediu a Moisés que intermediasse a voz de Deus. No Pentecostes, não há mais medo, mas ousadia. O Espírito desceu não apenas para falar ao povo, mas para habitar neles, fazendo da Igreja um povo sacerdotal, separado, cheio da glória de Deus — o novo templo (1 Co 3.16).
O profeta Jeremias já havia antecipado essa mudança de paradigma: “Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas escreverei” (Jr 31.33). O Pentecostes cumpriu essa promessa. A Igreja que nasceu no Pentecostes é a comunidade dos que foram transformados por essa nova aliança, selada não com tábuas frias, mas com fogo vivo — o Espírito que convence, capacita, consola e guia.
Assim como o Sinai marcou a identidade de Israel, o Pentecostes marca a identidade da Igreja: não apenas como um grupo de seguidores, mas como o corpo vivo de Cristo na terra, revestido de poder para testemunhar, proclamar e resistir em meio às perseguições. É o selo do início de uma era onde a presença de Deus não está confinada ao tabernáculo, mas habita em cada crente cheio do Espírito.
3. Centrada em Cristo e nos tempos finais.
Na sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro deixou claro que esse evento estava totalmente ligado a Jesus. Ele mostrou que o derramamento do Espírito Santo estava diretamente relacionado à morte, ressurreição e ascensão de Cristo (At 2.23,24, 32,33). Isso significa que, embora o Pentecostes seja uma manifestação do Espírito Santo, ele também é cristocêntrico, ou seja, tem Cristo como seu centro.
Sem a cruz de Cristo, o Pentecostes perderia seu verdadeiro significado, pois não há Pentecostes sem a cruz. Além disso, Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade. Quando Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (At 2.17), ele mostra que esse evento tinha um significado escatológico, ou seja, estava ligado ao plano de Deus para os tempos finais.
Comentário da Lição🤓
O Pentecostes não foi um episódio isolado na história da salvação — foi o cume de um plano eterno centrado em Cristo e voltado para os últimos dias. A pregação de Pedro, ungida pelo Espírito, revela com clareza que tudo o que aconteceu naquele dia era o cumprimento exato da vontade de Deus manifestada na pessoa de Jesus de Nazaré. Pedro aponta para a morte, ressurreição e exaltação de Cristo como o alicerce do derramamento do Espírito (At 2.23–33). Ou seja, Cristo é o centro absoluto do Pentecostes.
O Espírito foi derramado não como um fim em si mesmo, mas como fruto da glorificação do Filho. É Jesus quem, entronizado à direita do Pai, recebe a promessa do Espírito e a comunica à Igreja (Jo 16.7; At 2.33). Isso torna o Pentecostes essencialmente cristocêntrico e escatológico: aponta tanto para o Cordeiro exaltado quanto para o tempo do fim.
Pedro também associa diretamente esse evento ao cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28), deixando claro que os “últimos dias” começaram ali, na inauguração da era da Igreja. O Espírito Santo é o penhor da herança futura (Ef 1.13-14), e seu derramamento é um sinal escatológico da proximidade do Dia do Senhor. A Igreja nasce como uma comunidade profética, vocacionada para viver entre o “já” da salvação realizada por Cristo e o “ainda não” da sua plena consumação na sua segunda vinda.
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Portanto, a Igreja que nasceu no Pentecostes é uma Igreja movida pelo Espírito, fundada na cruz, e vocacionada para a missão urgente dos últimos dias. Ela proclama Jesus crucificado, vive sob o senhorio do Cristo ressurreto, e caminha na esperança da sua gloriosa volta. É uma comunidade viva que não apenas crê, mas anuncia com poder que o tempo é curto, e que o Rei já está entronizado.
SINOPSE I
O Pentecoste Bíblico é um evento de natureza divina, centrado em Cristo e nos “tempos finais”.
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
“UM VENTO VEEMENTE E IMPETUOSO
[…] LÍNGUAS […] DE FOGO. Em algumas ocasiões no passado, o fogo havia acompanhado a presença de Deus (cf. Êx 3.1-6; 13.21; 1 Rs 18.38-39), de modo que esse sinal pode ter assegurado particularmente os crentes judeus de que o que estava acontecendo realmente vinha de Deus.
O ‘fogo’ também pode ter simbolizado a maneira como o povo de Deus foi consagrado (isto é, separado, purificado) para a obra e o propósito de trazer honra a Cristo (Jo 16.13-14) e para o testemunho a respeito dEle (veja 1.8; 13.31, notas).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global, editada pela CPAD, p.1924.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
“O DIA DE PENTECOSTES (2.1- 41). A festividade judaica do Dia de Pentecostes assume novo significado em Atos 2, pois é o dia no qual o Espírito prometido desce em poder e torna possível o avanço do evangelho até aos confins da terra. O batismo dos apóstolos com o Espírito Santo no Dia de Pentecostes serve de fundação da missão da Igreja aos gentios. Essa experiência corresponde à unção de Jesus com o Espírito no rio Jordão (Lc 3.21,22).
Existem semelhanças entre estes dois eventos. O Espírito desceu sobre Jesus depois que Ele orou (Lc 3.22); no Dia de Pentecostes, os discípulos também são cheios com o Espírito depois que oram (At 1.14). Manifestações físicas acompanham ambos os eventos. No rio Jordão, o Espírito Santo desceu em forma corpórea de pomba, e no Dia de Pentecostes a presença do Espírito está evidente na divisão de línguas de fogo e no fato de os discípulos falarem em outras línguas.
A experiência de Jesus enfatizava uma unção messiânica para seu ministério público pelo qual Ele pregou o Evangelho, curou os doentes e expulsou demônios; os apóstolos agora recebem o mesmo poder do Espírito. Derramamentos subsequentes do Espírito em Atos são semelhantes à experiência dos discípulos em Jerusalém” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento – Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.631).
II. O PROPÓSITO DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Promover a verdadeira adoração.
As manifestações externas, como o som ou vento e o fogo ocorridos no Pentecostes, prendem nossa atenção. Contudo, não podemos perder de vista o que o Pentecostes produz internamente na vida do crente. Um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (At 2.11).
Logo, o Pentecostes que não adora não é bíblico. De fato, quando os gentios experimentaram o Pentecostes, eles também “magnificavam” a Deus (At 10.46). Da mesma forma, o apóstolo Paulo diz que um crente pentecostal, cheio do Espírito, dá “bem as graças” (1 Co 14.17). O fogo pentecostal promove o verdadeiro louvor.
Comentário da Lição 🤓
O Pentecostes bíblico não é um espetáculo de emoções descontroladas ou apenas uma reunião marcada por manifestações exteriores. O vento impetuoso, as línguas como de fogo e os idiomas falados são sinais, mas não o propósito final. O verdadeiro centro do Pentecostes é a glorificação de Deus por meio da adoração no Espírito e em verdade.
Ao ouvirem “as grandezas de Deus” em suas próprias línguas (At 2.11), os estrangeiros reunidos em Jerusalém não apenas ficaram admirados — foram impactados por uma adoração autêntica, gerada no coração de homens cheios do Espírito Santo. A primeira evidência da plenitude espiritual foi uma adoração transbordante, exaltando quem Deus é e o que Ele faz.
Isso também aconteceu com os gentios na casa de Cornélio: ao receberem o Espírito Santo, “falavam em línguas e glorificavam a Deus” (At 10.46). A experiência pentecostal sempre se volta para Deus e o exalta. Como Paulo afirmou, aquele que ora em línguas, embora edifique a si mesmo, “dá bem as graças” (1Co 14.17), revelando um coração profundamente grato e adorador.
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Portanto, um Pentecostes sem adoração não é o Pentecostes bíblico. O Espírito Santo não desce para entreter ou confundir, mas para glorificar o Pai por meio do Filho (Jo 16.14). Ele acende em nós o fogo da adoração, nos faz cantar com entendimento e em espírito, e nos leva a um louvor que atravessa os céus e chega ao trono da graça.
A Igreja que nasceu no Pentecostes foi marcada por esse espírito adorador, reverente e vibrante. Essa chama deve arder ainda hoje em cada crente que foi tocado pelo mesmo Espírito. Afinal, a principal linguagem do céu não é o debate, é a adoração.
2. Poder para testemunhar.
O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu “antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor” (At 2.20). No entanto, essa realidade dos últimos tempos não significa que a Igreja deve ter uma visão escapista, ou seja, desejar fugir do mundo a qualquer custo.
O Pentecostes não foi dado para que os crentes se isolassem, mas para que fossem capacitados a testemunhar e viver no mundo até a volta de Cristo. A Igreja deve aguardar com esperança, mas também cumprir sua missão até o fim. Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lc 24.49; At 1.8). De fato, é isso o que acontece depois do Pentecostes (At 4.33).
Comentário da Lição 🤓
O Pentecostes não nos convida ao escapismo, mas ao engajamento corajoso no mundo. A Igreja que nasceu no Pentecostes recebeu poder para testemunhar, cumprindo Sua missão até o retorno de Cristo. Jesus prometeu: “ficai em Jerusalém… e sereis revestidos de poder do Alto” (Lc 24.49), e “recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…” (At 1.8).
Esse mesmo poder se manifestou quando Pedro e João, antes cautelosos, começaram a pregar de forma destemida após Pentecostes, e “muito poder concedia os apóstolos testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus” (At 4.33). Não é uma força política ou humana, mas unção divina para comunicar o Evangelho, resistir às pressões e manter viva a esperança escatológica.
A Igreja que nasceu no Pentecostes vive entre o já e o ainda não: já foi selada pelo Espírito, mas aguarda a consumação final. Até lá, seu chamado é testemunhar com ousadia e fidelidade, sustentada pelo poder concedido no dia de Pentecostes.
SINOPSE II
O propósito do Pentecostes Bíblico é promover a verdadeira adoração e capacitar os crentes para testemunhar.
SUGESTÃO DE LEITURA 📘
III. CARACTERÍSTICAS DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Uma experiência específica.
Em Atos dos Apóstolos, o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é mostrado como o “batismo no Espírito Santo” dos crentes (At 1.5,8). Naquele dia o Senhor Jesus batizou quase 120 pessoas no Espírito Santo (At 1.15; 2.4). Essas pessoas já eram regeneradas, isto é, salvas. Jesus já havia dito que elas já estavam limpas pela Palavra (Jo 15.3); e que seus nomes estavam arrolados nos céus (Lc 10.20).
Eram, portanto, crentes. Contudo, Jesus as mandou esperar pela experiência pentecostal, isto é, o batismo no Espírito Santo (At 1.5). O Pentecostes bíblico é, por conseguinte, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (At 2.33).
Comentário da Lição 🤓
O Pentecostes bíblico revela-se como uma experiência específica, distinta da salvação, mas profundamente conectada à obra redentora de Cristo. Os cerca de 120 discípulos no cenáculo já haviam experimentado o novo nascimento — seus nomes estavam escritos no céu (Lc 10.20), e já haviam sido limpos pela Palavra (Jo 15.3). Ainda assim, Jesus ordenou que esperassem pela promessa do Pai: o batismo no Espírito Santo (At 1.5).
Esse batismo, então, não é uma extensão natural da salvação, mas um revestimento de poder — uma concessão extraordinária do alto que inaugura uma nova dimensão de autoridade espiritual e capacitação ministerial. É a continuidade da obra de Cristo, que, exaltado à destra de Deus, “derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (At 2.33).
No Pentecostes, o Espírito Santo não apenas habita, mas reveste, capacita, unge e impulsiona. Trata-se de uma experiência marcante e visível, acompanhada por sinais sobrenaturais, com propósito bem definido: tornar a Igreja eficaz na proclamação do Evangelho em um mundo que caminha para o fim.
2. Uma experiência definida e contínua.
Como resultado do enchimento do Espírito Santo, os crentes “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). A Escritura é clara em mostrar que a evidência inicial do batismo pentecostal foi os crentes falarem em outras línguas.
Não há dúvidas de que outros resultados ou evidências do batismo no Espírito Santo se seguem. Contudo, foi o falar em línguas, não o sentir uma grande alegria ou mesmo um amor afetuoso demonstrado por eles, que deixou os crentes judeus convencidos de que os gentios haviam recebido o batismo no Espírito Santo (At 10.44-46).
Comentário da Lição 🤓
O Pentecostes, conforme registrado em Atos 2, não foi apenas uma experiência única e histórica, mas uma realidade definida e contínua na vida da Igreja. A manifestação clara e visível do falar em outras línguas, como resultado do enchimento do Espírito Santo, marcou não apenas aquele primeiro derramamento, mas tornou-se a evidência inicial do batismo pentecostal conforme o testemunho bíblico.
Essa evidência não é acidental ou secundária, mas intencional e teológica. Quando o Espírito foi derramado sobre os gentios na casa de Cornélio, os crentes judeus reconheceram prontamente que também haviam recebido o dom do Espírito porque os ouviram falar em línguas (At 10.46). Isso eliminou dúvidas, quebrou barreiras culturais e confirmou que o Espírito havia descido não apenas sobre judeus, mas sobre todas as nações — como promessa do Pai.
O falar em línguas, nesse contexto, não é mero êxtase emocional ou linguagem poética. É sinal sobrenatural, dado conforme o Espírito quer (1Co 12.11), e testemunha de que algo profundo e divino está ocorrendo no interior do crente. Ainda que o batismo no Espírito Santo produza frutos como ousadia, amor e alegria, é o falar em línguas que serve como marco inicial desta experiência pentecostal, que continua sendo atual, desejável e indispensável para uma Igreja cheia de poder e fervor espiritual.
3. As línguas e o amor.
A evidência física e inicial ou sinal do batismo no Espírito Santo foi o falar em outras línguas. Não foi uma grande alegria ou um amor afetuoso que evidenciaram o batismo no Espírito Santo. Paulo, por exemplo, disse que “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5). O apóstolo escreveu para uma igreja Pentecostal e o amor aparece aqui não como uma evidência de enchimento, mas de crescimento e maturidade em Cristo.
Comentário da Lição 🤓
A experiência do batismo no Espírito Santo, conforme revelada em Atos, tem como sinal inicial o falar em outras línguas, e não emoções subjetivas como alegria intensa ou demonstrações afetivas de amor. Embora sentimentos possam acompanhar a experiência, eles não são o critério bíblico estabelecido para identificá-la.
O apóstolo Paulo, ao ensinar à igreja de Roma — uma comunidade claramente marcada pela ação do Espírito — afirma que o amor de Deus é derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo (Rm 5.5). Contudo, essa manifestação do amor divino está mais relacionada ao processo de crescimento espiritual e santificação, do que à evidência inicial do batismo no Espírito.
É importante distinguir entre os sinais de início e os frutos de continuidade. O falar em línguas é o sinal inicial — visível, audível, inegável — da imersão do crente no Espírito. O amor, por sua vez, é fruto do Espírito (Gl 5.22), e se desenvolve à medida que o cristão caminha em obediência e submissão à vontade de Deus.
Portanto, embora o amor seja central na vida cristã e resultado da ação do Espírito, ele não substitui a evidência inicial do batismo, que permanece sendo o falar em línguas conforme o Espírito concede. Esta distinção protege a doutrina pentecostal de confusões emocionais e reafirma seu fundamento nas Escrituras.
SINOPSE III
O Pentecostes Bíblico é caracterizado por uma experiência definida e contínua, na qual as línguas são a evidência do enchimento do Espírito.
AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO
FALAR EM LÍNGUAS
“Falar em línguas é o sinal inicial do batismo com o Espírito. Serve como manifestação externa do Espírito e acompanha o batismo ou imersão no Espírito. Para Pedro, o sinal milagroso demonstra a plenitude do Espírito. Ele aceita línguas como a evidência de que os cento e vinte foram cheios com o Espírito.
Como sinal inicial, as línguas transformam uma profunda experiência espiritual num acontecimento reconhecível, audível e visível. Os crentes recebem a certeza de que foram batizados com o Espírito. O próprio Jesus não falou em línguas, nem mesmo no rio Jordão. Sua unção especial foi normativa para seu ministério, mas o derramamento do Espírito em Atos 2 é normativo para os crentes. A distinção entre Jesus e os crentes é que Ele inicia a nova era como Senhor” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento – Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.632).
Conclusão
Como vimos, o Pentecostes marcou o início da era da Igreja. Jesus, agora glorificado, batizou os crentes no Espírito Santo (At 2.4), e o Espírito Santo os inseriu no Corpo de Cristo, que é a Igreja (1 Co 12.13), cujo nascedouro foi no Pentecostes. Esse evento é essencial porque mostrou que Deus deseja uma Igreja capacitada para cumprir sua missão que é pregar o Evangelho ao mundo, tanto por palavras quanto por ações. No entanto, essa missão só pode ser realizada com êxito pelo poder do Espírito Santo.
REVISANDO O CONTEÚDO
Quais fenômenos registrados em Atos 2.2,3 são considerados teofânicos?
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas repartidas, como que de fogo”.
Segundo o apóstolo Pedro, qual profecia do Antigo Testamento se cumpriu no Pentecostes, e como isso demonstra o aspecto escatológico desse evento?
Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Jl 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade.
Cite um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém, conforme Atos 2.11.
Um dos propósitos marcantes do Pentecoste em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (At 2.11).
Segundo Atos 1.8, para que a Igreja necessita do poder do Espírito Santo?
Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lc 24.49; At 1.8).
Por que o Pentecostes bíblico é distinto da salvação, segundo Atos 1.5 e Atos 2.33?
Porque, na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (At 2.33).
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Lição 01 – A Igreja que Nasceu no Pentecostes | EBD Adultos CPAD 3 trimestre 2025 – Escola Dominical
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