Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025

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Revista Adultos CPAD – Lição 12: Do julgamento à ressurreição – 2 Trimestre de 2025

Do julgamento à ressurreição

Estude a Revista Adultos CPAD – Lição 12: Do julgamento à ressurreição – 2 Trimestre de 2025 da Escola Bíblica Dominical deste domingo.A Revista Adultos CPAD – Lição 12 ensina sobre como Jesus venceu o pecado na cruz e a morte na ressurreição.

  • Tema da Revista: CPAD
  • Editora: CPAD | 2 Trimestre 2025

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Resumo da Lição 12 Adultos CPAD 2 Trimestre 2025

A Lição 12 da EBD Adultos CPAD 2 trimestre 2025 aborda os momentos finais de Jesus: seu julgamento, crucificação e gloriosa ressurreição. Jesus venceu o pecado ao morrer na cruz e triunfou sobre a morte ao ressuscitar, garantindo salvação e vida eterna. Um estudo profundo sobre o amor, a vitória e o plano redentor de Deus

TEXTO ÁUREO

“E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.” (Jo 19.30)

VERDADE PRÁTICA

Na cruz, Jesus triunfou sobre o pecado; na Ressurreição, conquistou a vitória sobre a Morte. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

LEITURA DIÁRIA 📅

SegundaJo 16.1-6 Uma mensagem de despedida antes de enfrentar a Cruz
TerçaJo 16.16 A ausência de Jesus traria um período de tristeza
QuartaJo 17.14-23 Oração para o fortalecimento dos discípulos
QuintaJo 18.1-14 A prisão de Jesus no Jardim do Getsêmani
SextaJo 19.12-16 A condenação de Jesus por Pilatos
SábadoJo 19.17-19, 28-30, 38-42 Jesus foi crucificado, morto e sepultado

OUÇA OS HINOS SUGERIDOS 🎵

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 📘

João 19.17,18, 28-30; 20.6-10


17 – E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,
18 – onde o crucificaram, e, com ele, outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.
28 – Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.
29 – Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lhe chegaram à boca.
30 – E, quando Jesus tomou o vinagre, disse:?Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

João 20
6 – Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
7 – e que o lençol que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte.
8 – Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 – Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
10 – Tornaram, pois, os discípulos para casa.

PLANO DE AULA 📑

  1. INTRODUÇÃO
    O Evangelho de João, ao narrar o sacrifício e a vitória de Jesus, revela a concretização do plano redentor de Deus. Para uma melhor compreensão desse plano, esta lição aborda três momentos essenciais:
    1) a prisão e condenação de Jesus;
    2) a sua crucificação, morte e sepultamento; e, por fim,
    3) a sua gloriosa ressurreição. Podemos incentivar os alunos a perceberem como os textos bíblicos da Leitura Bíblica em Classe demonstram o cumprimento das Escrituras e a manifestação do amor divino. Esses textos nos convidam a refletir sobre a cruz e a ressurreição como pilares da nossa fé e esperança.
  2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
    A) Objetivos da Lição:
    I) Descrever o contexto da prisão e condenação de Jesus;
    II) Explicar o significado teológico da crucificação, morte e sepultamento de Jesus;
    III) Incentivar os alunos a celebrarem a ressurreição de Cristo como uma vitória sobre o pecado e a morte.
    B) Motivação: Os acontecimentos relacionados com a prisão, crucificação e ressurreição de Jesus transcendem meros relatos históricos; constituem verdades que transformam e influenciam a fé cristã. Portanto, entender o sacrifício de Cristo enriquece a nossa gratidão e dedicação a Deus. Assim, ao reconhecer a importância da cruz e celebrar a ressurreição, somos motivados a viver com esperança, firmados na vitória de Cristo sobre o pecado e a morte.
    C) Sugestão de Método: Para o fechamento da lição, sugerimos que utilize o método da Leitura Dirigida e Reflexiva. Divida a classe em três grupos, cada um responsável por um dos tópicos da lição. Oriente cada grupo a ler e refletir sobre as passagens de João 19.17,18, 28-30; 20.6-10 relacionadas ao tema do julgamento à ressurreição. Após a leitura, peça que cada grupo destaque aspectos-chave do texto, como a submissão de Jesus ao plano de Deus, o significado de seu sacrifício e o impacto transformador de sua ressurreição. Conclua com um momento de compartilhamento, no qual cada grupo apresenta suas reflexões. Finalize ligando os insights às aplicações práticas, reforçando como a compreensão, reconhecimento e celebração desses eventos moldam nossa fé e vida cristã.
  3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
    A) Aplicação: O tema desta semana convida-nos a viver todos os dias à luz do Sacrifício e da Ressurreição de Cristo, tendo consciência do preço que foi pago pela nossa redenção e da vitória que Ele nos proporciona. Que a nossa fé se fortaleça e a nossa esperança se renove ao recordarmos que Jesus triunfou sobre a morte para nos conceder a vida eterna.
  4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
    A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 101, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
    B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
    1) O texto “O Sepultamento de Jesus”, localizado após o segundo tópico, aprofunda acerca do processo de sepultamento do Senhor;
    2) No final do terceiro tópico, o texto “Ressurreição” traz uma contextualização a respeito da Ressurreição de Jesus.

INTRODUÇÃO📣

Nesta lição, iremos abordar a prisão, a condenação, a crucificação, a morte, o sepultamento e a ressurreição de Jesus. Estes eventos demonstram o cumprimento da missão do nosso Salvador. Toda essa missão pode ser resumida na frase: “Está consumado”. A obra de Cristo no Calvário e a sua Ressurreição constituem a base da esperança cristã.

PALAVRA-CHAVE: RESSURREIÇÃO

I. A PRISÃO E A CONDENAÇÃO DE JESUS

1. A prisão.

Nos capítulos 17 e 18 deste Evangelho, após ter proferido o seu último discurso aos discípulos e os ter preparado para a traição de Judas Iscariotes. Jesus atravessou o ribeiro de Cedrom e fez uma paragem no Jardim do Getsêmani. Este jardim era também conhecido como “o Monte das Oliveiras”, devido à grande quantidade de oliveiras que ali existia. Naquela madrugada, o ambiente neste local parecia carregado de tristeza e angústia.

Os soldados romanos e os membros da guarda do sumo sacerdote foram guiados por Judas Iscariotes até ao local onde Jesus se encontrava com os seus discípulos. Tendo concordado com a traição em troca de 30 moedas de prata, o traidor identificou Jesus com um beijo traiçoeiro, indicando aos soldados romanos quem Ele era, levando à sua prisão e conduzindo-o até Anás, o sumo sacerdote, para ser interrogado. Em seguida, depois de ter sido agredido, o nosso Senhor foi levado perante o governador Pilatos (18.28 – 19.6). EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição🤓

Ao analisarmos este episódio solene, não podemos fazê-lo sem nos curvar diante da majestade de Cristo, que, mesmo sendo Deus, se entregou voluntariamente. O apóstolo João, conhecido como “o discípulo do amor”, nos revela detalhes que os outros evangelistas não registraram, evidenciando tanto a humanidade quanto a divindade do Verbo encarnado.

A prisão de Jesus no Getsêmani não foi um acidente histórico, tampouco um erro judicial, mas o cumprimento exato do plano soberano da redenção. Como destaca o teólogo pentecostal Antonio Gilberto, “ninguém tomou a vida de Jesus, Ele a deu espontaneamente”. Essa verdade é reforçada quando Jesus, ao ser abordado pelos soldados, pergunta: “A quem buscais?” (Jo 18.4). Ao ouvir “A Jesus, o Nazareno”, Ele responde: “Sou eu”, e imediatamente eles retrocedem e caem por terra (Jo 18.6). Isso revela que, mesmo na prisão, Cristo manifestou Sua glória e autoridade soberana.

Judas, consumido pela cobiça, protagoniza o ato mais vil da história humana, transformando um símbolo de amor — o beijo — em um gesto de traição. Sua atitude ecoa até hoje como um alerta solene aos que desprezam a graça, escolhendo interesses pessoais acima do Reino de Deus.

A ida de Jesus até Anás e, posteriormente, até Pilatos, mostra a injustiça dos homens e, ao mesmo tempo, a justiça de Deus se cumprindo. Jesus, o inocente, seria condenado, para que nós, os culpados, fôssemos justificados. Como bem ensinou Esequias Soares, “na cruz se encontrou a mais profunda maldade humana com a mais sublime expressão do amor divino”.

A prisão de Jesus, portanto, não foi sinal de fraqueza, mas de entrega voluntária, amor redentor e obediência absoluta ao Pai. Ele não foi vencido. Ele venceu, ao se entregar. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

2. O interrogatório.

De início, Pilatos questiona a acusação feita pelos judeus. Jesus fora detido durante a madrugada e, ao amanhecer, depois de ter passado pela casa de Caifás, o sumo sacerdote, os judeus preferiram que a condenação viesse do governador Pilatos. Assim, levaram Jesus até ele, apesar de este preferir que fossem os próprios judeus a julgar Jesus conforme as leis judaicas (Jo 18.28,31).

Por sua vez, Pilatos, na tentativa de aliviar a pressão política dos judeus, cedeu à hostilidade deles e decidiu colocar Jesus ao lado de Barrabás (18.38-40). Este último era um criminoso notório e escolheram libertá-lo em vez de desistirem da crucificação de Jesus. O ódio religioso do povo era tão intenso que eles não conseguiam ver nada que pudesse impedir a condenação de Jesus. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição🤓

O julgamento de Jesus perante Pilatos representa não apenas uma crise política e religiosa, mas o ápice da cegueira espiritual de uma geração que rejeitou o Messias prometido. Pilatos, como autoridade romana, se vê diante do maior dilema de sua vida: julgar Aquele que é o Justo, o Santo, o Filho de Deus.

Os evangelhos revelam que Pilatos reconheceu a inocência de Jesus. Em João 18.38, após o interrogatório, ele declara: “Não acho nele crime algum.” No entanto, movido pela pressão da liderança religiosa e temendo um levante que colocaria sua posição em risco, ele escolhe agradar os homens, sacrificando a justiça.

O contraste entre Jesus e Barrabás não poderia ser mais gritante. Um, símbolo da inocência, da verdade e da vida; o outro, um criminoso, rebelde e homicida (Mc 15.7). A escolha do povo — “Solta-nos Barrabás!” — revela a profundidade da corrupção espiritual daquele sistema religioso que, em vez de receber o Salvador, prefere um malfeitor. Isso cumpre o que está escrito em João 1.11: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”

O teólogo pentecostal Esequias Soares ressalta: “Na condenação de Jesus há a combinação da injustiça humana com o cumprimento da soberania divina. Mesmo os atos maus dos homens cooperaram para a realização do plano eterno de Deus, sem que Deus fosse autor do mal.”

Além disso, Pilatos simboliza aqueles que sabem o que é certo, reconhecem a verdade, mas preferem não se posicionar por ela, cedendo às pressões e interesses humanos. Sua tentativa de lavar as mãos (Mt 27.24) não o isenta da responsabilidade, pois a omissão diante da verdade também é pecado.

Naquela praça, o tribunal humano condenou o Autor da Vida, mas, paradoxalmente, foi ali que se iniciou o julgamento do próprio mundo. Como bem afirmou o teólogo Stanley Horton, “no tribunal de Pilatos, quem estava sendo julgado não era Jesus, era a humanidade e sua rejeição à luz.”

Este episódio revela a depravação do homem sem Deus, a dureza dos corações cegos pelo legalismo e pela religiosidade, e exalta, ao mesmo tempo, a obediência voluntária de Cristo, que caminhava firmemente em direção à cruz, para cumprir a redenção da humanidade. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

3. A condenação.

Pilatos mandou que Jesus fosse açoitado e, posteriormente, os soldados romanos, para o humilhá-lo ainda mais, colocaram sobre a sua cabeça uma “coroa de espinhos afiados”, provocando-lhe ferimentos e fazendo o sangue escorrer pelo seu rosto. Essa era uma maneira de escarnecer da sua suposta realeza.

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O instrumento utilizado para os castigos era um chicote com tiras de couro afiadas, que tinham pedaços de ossos ou pedras cortantes na ponta. Jesus foi ferido e teve a sua carne dilacerada pelos golpes (Jo 19.1,2). Nesse momento, nosso Senhor assumiu as nossas enfermidades e dores; foi afligido e oprimido, foi castigado pelas nossas transgressões e iniquidades; cumprindo assim a profecia do profeta Isaías (Is 53.4-5). EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição🤓

O cenário da condenação de Jesus é profundamente marcante e carrega um peso teológico de proporções eternas. A descrição do apóstolo João sobre os eventos que culminaram na crucificação revela não apenas a crueldade do sistema romano, mas o cumprimento cabal das profecias messiânicas.

O açoite imposto a Cristo não era um mero castigo disciplinar; era um suplício brutal. O flagrum romano — um chicote com tiras de couro entrelaçadas com pedaços de ossos, metais e pedras afiadas — tinha como objetivo rasgar a carne e expor músculos e até ossos. O historiador Eusébio registra que muitos condenados não resistiam ao açoite, morrendo antes da crucificação.

A coroa de espinhos, imposta para zombar de Sua realeza, fere profundamente não só o físico, mas também escarnece da Sua identidade como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Contudo, o que os algozes fizeram por desprezo, Deus usou como símbolo do Cristo sofredor, que leva sobre Si a maldição do pecado (Gl 3.13).

O profeta Isaías, séculos antes, já havia registrado este momento com precisão impressionante:
“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si… Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades…” (Is 53.4-5).

O teólogo pentecostal Antônio Gilberto afirma:

“O sofrimento de Cristo não foi apenas físico, mas espiritual e vicário. Ele tomou sobre si o castigo que nos traz a paz, e por Suas pisaduras fomos sarados. Na cruz se encontra o ápice da redenção, onde justiça e amor se encontram perfeitamente.”

A humilhação, os açoites, a coroa de espinhos e a condenação pública demonstram que Jesus não foi vítima do acaso ou da injustiça apenas humana, mas o Cordeiro de Deus que se entregou voluntariamente em nosso lugar. Pilatos tentou apaziguar a multidão com o açoite, mas a fúria religiosa dos líderes judaicos exigia a morte do Nazareno.

Este momento revela a profundidade da depravação humana, que, diante do próprio Deus encarnado, prefere crucificá-Lo a se arrepender. Ao mesmo tempo, exibe a majestade do amor divino: “Ninguém tira a minha vida; eu a dou por mim mesmo” (Jo 10.18).

O Cristo condenado é, paradoxalmente, o Cristo que nos absolve. A cruz, que para o mundo era escândalo e loucura, tornou-se o altar da nossa redenção. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

SINÓPSE I

A prisão, o interrogatório e a condenação de Jesus revelam a injustiça dos homens e o cumprimento do plano divino para a nossa redenção.

II. CRUCIFICAÇÃO, MORTE E SEPULTAMENTO DE JESUS

1. O caminho do Calvário.

Após a tentativa de Pilatos evitar a crucificação e libertar Jesus, não conseguiu impedir o castigo mais severo. Finalmente, no versículo 16, lê-se: “Então, entregou-lhe, para que fosse crucificado” (Jo 19.16). Sob os açoites dos soldados, Jesus carregava a sua cruz até chegar ao Gólgota, local conhecido como “Lugar da Caveira”, devido à forma que o monte apresentava.

Em João 19.18, menciona-se que o “Gólgota” era um lugar público onde as pessoas podiam testemunhar o horrível drama ao qual os soldados romanos submetiam os condenados. Nos Evangelhos Sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), foram registrados detalhes sobre os eventos durante a crucificação do Senhor.

Ao lado de Jesus, à sua esquerda e à sua direita, estavam dois outros homens acusados como criminosos (Lc 23.40-43), sendo que Lucas narra o arrependimento de um deles enquanto o outro zombava de Jesus. É curioso notar que o profeta Isaías também mencionou isso anteriormente, no capítulo 53.12, afirmando que ele “foi contado com os transgressores”. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

O caminho do Calvário é, sem dúvida, o ápice do plano redentivo de Deus, traçado antes da fundação do mundo (1Pe 1.20). Quando João registra que “Então, entregou-lhe, para que fosse crucificado” (Jo 19.16), não está apenas descrevendo um evento jurídico romano, mas sim o cumprimento cabal da vontade soberana do Pai e da entrega voluntária do Filho (Jo 10.18).

O trajeto até o Gólgota, local de morte e vergonha, era, para o mundo, um ato de humilhação pública. Contudo, espiritualmente, representava a caminhada do Cordeiro de Deus rumo ao altar do sacrifício definitivo. As ruas de Jerusalém tornaram-se testemunhas da maior manifestação de amor que a humanidade já presenciou.

A presença dos dois ladrões, um de cada lado, não foi mero acaso. O profeta Isaías já havia anunciado que o Messias seria contado entre os transgressores (Is 53.12). Este detalhe carrega um peso teológico profundo: Cristo se identificou com os pecadores, sem jamais ter cometido pecado (2Co 5.21).

O teólogo pentecostal Stanley Horton destaca:

“Na cruz, Jesus não apenas sofreu fisicamente, mas espiritualmente carregou sobre Si toda a carga do pecado humano. Cada passo no caminho do Calvário ecoava a dor, mas também o amor redentor do Pai.”

O diálogo registrado por Lucas entre Jesus e um dos ladrões (Lc 23.40-43) representa de forma simbólica a decisão de toda a humanidade diante do Cristo crucificado: um escolhe a zombaria e a rejeição; o outro, o arrependimento e a salvação. Ali, mesmo pregado no madeiro, Jesus exerce Seu ministério de redenção, concedendo ao malfeitor arrependido a promessa:
“Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43).

O Gólgota, portanto, não é apenas um lugar de morte, mas de vida. Ali, Jesus desfez o escrito de dívida que era contra nós (Cl 2.14) e inaugurou o novo e vivo caminho (Hb 10.19-20) para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

Enquanto os homens viam fracasso, Deus via a vitória. Enquanto o inferno celebrava a aparente derrota, o céu preparava a proclamação da maior vitória da história: Está consumado! (Jo 19.30). EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

2. A missão foi encerrada.

Como homem, Jesus experimentou a sede, que foi a sua última necessidade humana, antes de morrer na cruz. A sua sede física foi momentânea e aliviada por uma esponja, que não continha água, mas vinagre, oferecida pelos soldados romanos. Ao pedir “água para saciar sua sede”, nosso Senhor tinha plena consciência de que a Escritura estava se cumprindo e que aquele momento final “como homem” se aproximava.

Assim, ciente de que sua missão na Terra estava completada (v.28), não hesitou em proclamar a vitória do plano divino ao afirmar: “Está consumado!” (Jo 19.30). A obra de Jesus estava concluída. O seu grito não era de derrota, mas sim uma declaração da realização de uma tarefa confiada pelo Pai. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

O brado de Jesus na cruz, “Está consumado!” (Jo 19.30), ecoa não como um grito de dor, mas como uma proclamação de vitória. O termo grego usado, “Tetelestai”, carrega o sentido de algo finalizado, pago por completo, missão cumprida e objetivo plenamente alcançado.

Quando Jesus manifesta sede, Ele não apenas expressa uma necessidade física. Essa sede também revela a intensidade do sofrimento que carregava em seu corpo humano, mostrando que Ele se fez verdadeiramente carne (Jo 1.14). Contudo, mais do que isso, a sede cumpria as Escrituras, conforme o salmo messiânico:

“Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre” (Sl 69.21).

O teólogo pentecostal Myer Pearlman destaca:

“Na cruz, Jesus não morreu como mártir nem como vítima, mas como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, consumando a redenção planejada desde a eternidade.”

O vinagre dado pelos soldados não foi suficiente para aliviar sua dor, mas, ao recebê-lo, Jesus sinaliza que todos os aspectos proféticos estavam sendo devidamente cumpridos. Era o encerramento da missão terrena, não por fraqueza, mas por cumprimento do desígnio eterno do Pai.

O brado “Está consumado” rompe as barreiras entre o homem e Deus, selando a Nova Aliança com o sangue do próprio Filho (Hb 9.12-14). A cruz, que aos olhos do mundo parecia derrota, era, na verdade, o trono da vitória sobre o pecado, a morte e o inferno.

Comentário de Stanley Horton:

“A obra redentora não ficou incompleta. Nenhuma adição humana é necessária. A expiação feita por Cristo é suficiente, perfeita e eterna. A missão do Cordeiro foi concluída de forma plena e gloriosa.”

Portanto, a cruz não é o fim, mas o ponto de partida da maior obra espiritual que a humanidade já presenciou: a reconciliação do homem com Deus, a destruição do poder do pecado e a abertura do caminho da salvação eterna. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

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3. O Sepultamento.

No versículo 38, aparece um homem que admirava Jesus e era um discípulo discreto e reservado, chamado José de Arimateia. Ele fazia parte do Sinédrio (Mc 15.43) e era uma pessoa abastada (Mt 27.57). Devido ao temor que tinha dos judeus, mantinha-se afastado dos discípulos, mas conseguiu vencer esse medo ao reunir coragem para se dirigir a Pilatos e solicitar o corpo de Jesus para o sepultamento (Jo 19.42). A informação contida no texto sugere que o túmulo onde Jesus foi sepultado não ficava longe do Monte do Calvário. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

O sepultamento de Jesus não foi um ato comum. Cada detalhe desse momento estava profeticamente alinhado às Escrituras. O profeta Isaías já declarava:

“E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte” (Is 53.9).

Aqui surge José de Arimateia, membro do Sinédrio, homem de influência, possuidor de riquezas, mas também discípulo secreto de Jesus. Até aquele momento, ele vivia sua fé de forma reservada, talvez por medo da perseguição religiosa, mas, diante da cruz e do sacrifício do Mestre, sua vida é profundamente transformada. Ele sai das sombras e se posiciona publicamente como seguidor do Cristo crucificado.

O teólogo pentecostal Stanley Horton pontua que:

“O amor e o sacrifício de Jesus na cruz confrontam os corações e nos forçam a tomar decisões. Não é possível permanecer neutro diante do Calvário.”

José de Arimateia, movido pela reverência e coragem, vai até Pilatos e solicita o corpo de Jesus, um gesto que exigia ousadia, pois poderia acarretar represálias do Sinédrio. Este ato também revela um cuidado providencial de Deus, pois, segundo os costumes judaicos, morrer crucificado era sinônimo de maldição (Dt 21.22,23), e muitos dos crucificados eram lançados em covas coletivas. Mas, com Jesus, não foi assim. Ele foi colocado em um túmulo novo, preparado para um homem rico — cumprimento literal de Isaías 53.9.

O sepultamento foi rápido, pois já era o dia da preparação para o sábado dos judeus (Jo 19.42). A proximidade do túmulo em relação ao Gólgota também revela a soberania de Deus em cada detalhe dos eventos da crucificação e da preparação para o glorioso evento da ressurreição.

O sepultamento de Cristo não foi um fim, mas um prelúdio do maior milagre da história: a ressurreição! A pedra não foi suficiente para selar aquele túmulo. A morte não pôde segurá-Lo. Assim, o sepulcro vazio se torna o maior símbolo da vitória do Filho de Deus sobre o pecado, a morte e o inferno.

Comentário do Bispo Abner Ferreira:

“O túmulo foi apenas uma estação de passagem. A cruz pagou o preço, o túmulo confirmou o descanso, mas o terceiro dia selou a vitória da Igreja. Aleluia!” EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

SINÓPSE II

O caminho do Calvário, o desfecho da missão de Jesus e o seu sepultamento ilustram o sacrifício redentor e o cumprimento das Escrituras.

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“O SEPULTAMENTO DE JESUS (19.38-42).
Mais tarde (v. 38), certo José pede a Pilatos o corpo de Jesus, e Pilatos lhe concede o pedido. João conta duas coisas sobre este homem: Ele é de Arimateia e é crente secreto em Jesus. Este José só aparece no relato do sepultamento de Jesus nos Evangelhos. Lucas 23.50,51 diz que Arimateia era uma cidade dos judeus. José também tinha envolvimento com o Sinédrio e tinha um sepulcro perto de Jerusalém, o que significa que ele morava em Jerusalém.

Lucas também nos fala que ele era homem piedoso. João enfatiza que ele era um crente secreto em Jesus por medo dos líderes judeus. Este tipo de crente, que frequentava a sinagoga, tornou-se numeroso mais tarde, quando os líderes do judaísmo o perseguiram” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.603).

III. A RESSURREIÇÃO DE JESUS

1. O Túmulo Vazio.

Na manhã do primeiro dia da semana (domingo), ocorreu um terremoto na área do sepulcro, e um anjo de Deus deslocou a pedra, sentando-se sobre ela (Mt 28.2). Foi nesse instante que Jesus ressuscitou do lugar onde o seu corpo se encontrava. O túmulo ficou vazio, servindo como uma evidência clara da ressurreição de Jesus dentre os mortos.

No Evangelho de João, é relatado que, após o sábado judaico, Maria Madalena dirigiu-se ao sepulcro (Jo 20.1), acompanhada por Maria, mãe de Tiago, e Salomé (Mc 16.1-3), com a intenção de ungir o corpo de Jesus. Ao chegarem lá, a pedra já tinha sido retirada (Mc 16.4) e ao entrarem no sepulcro escavado na rocha, não encontraram o corpo de Jesus. O túmulo estava vazio. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

O evento do túmulo vazio é o ápice da fé cristã. Não há Cristianismo sem a ressurreição. Como afirma o apóstolo Paulo:

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1Co 15.14).

Naquele domingo, bem cedo, quando as mulheres piedosas foram ao sepulcro, não imaginavam que presenciariam o maior milagre da história da humanidade. A pedra havia sido removida não para Jesus sair, mas para que todos pudessem ver que Ele já não estava mais ali! Aleluia!

O terremoto e o anjo sentado sobre a pedra são manifestações poderosas do mover sobrenatural de Deus, sinalizando que a morte fora vencida. No mundo espiritual, o abalo foi muito maior: as cadeias da morte foram quebradas, e a autoridade do inferno foi destruída.

O renomado teólogo pentecostal Stanley Horton destaca que:

“O túmulo vazio não é apenas um sinal da ausência de um corpo, mas a prova concreta da vitória de Cristo sobre a morte e da garantia da nossa própria ressurreição.”

O relato das mulheres no túmulo também quebra paradigmas da época, pois, culturalmente, o testemunho feminino não tinha validade nos tribunais judeus. No entanto, Deus escolheu mulheres para serem as primeiras testemunhas da ressurreição, provando que, no Reino de Deus, todos têm valor e missão.

O túmulo vazio é mais do que um local físico — é o altar da vitória, onde a morte se curva, o inferno retrocede, e a eternidade é selada com a vida. É a certeza da Igreja de que nem a cruz, nem os açoites, nem o sepulcro, nem as forças do inferno podem impedir os planos de Deus.

🔥 Declaração Pentecostal:

“A cruz pagou, o túmulo confirmou, e a ressurreição celebrou: Está consumado e está vencido!EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

2. A Ressurreição como base da Fé Cristã.

Em sua abordagem sobre a importância da Ressurreição, o apóstolo Paulo dirigiu-se aos coríntios afirmando que “Cristo ressuscitou dos mortos” e que, se essa afirmação não fosse verdadeira, a nossa fé e a nossa mensagem seriam inúteis (1 Co 15.12-14). Existem pelo menos duas razões para crermos na ressurreição do Senhor. A primeira baseia-se nas palavras de Jesus que afirma ser necessário que Ele ressuscitasse dentre os mortos (Jo 20.9). A segunda razão é o fato de Pedro e João terem verificado que Jesus já não estava no sepulcro quando souberam do túmulo vazio (20.6-7).

No entanto, quando Maria Madalena olhou novamente para dentro do túmulo e viu dois anjos de Deus que lhe asseguraram que Jesus estava vivo, ela não conseguiu imaginar que seria a primeira pessoa a contemplar Jesus de forma gloriosa (Jo 20.11-17). Ele a instruiu para comunicar aos discípulos que Ele estava vivo e que brevemente teriam a oportunidade de vê-lo também (20.18,19). EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

A ressurreição de Jesus não é um simples evento histórico; é o fundamento absoluto da fé cristã. O apóstolo Paulo foi enfático:

“Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé” (1Co 15.17).

No pensamento paulino, a cruz e a ressurreição são inseparáveis. A cruz representa a expiação do pecado; a ressurreição, a vitória sobre a morte e a confirmação da nossa justificação diante de Deus (Rm 4.25). Sem ela, Cristo seria apenas mais um mártir. Com ela, Ele é o Salvador vitorioso, o Filho de Deus confirmado com poder (Rm 1.4).

🔥 Duas Bases Inabaláveis da Fé na Ressurreição:

1️⃣ As palavras do próprio Cristo:
O Senhor declarou claramente que era necessário morrer e ressuscitar ao terceiro dia (Jo 20.9; Mt 16.21). Toda a Escritura convergia para esse momento, do Gênesis ao Apocalipse. Sua ressurreição é o selo divino da autenticidade de sua missão redentora.

2️⃣ O testemunho ocular e empírico dos discípulos:
Pedro e João foram ao túmulo, examinaram cuidadosamente, e constataram: “Ele não está aqui” (Jo 20.6-7). Mais que isso, Maria Madalena, mulher de fé e devoção, recebeu a honra de ser a primeira a ver o Cristo ressuscitado. Isso quebra os padrões sociais e religiosos da época e revela o coração de Deus: todos são chamados a testemunhar o Cristo vivo!

✝️ Comentário do Dr. Antônio Gilberto (referência pentecostal da CPAD):

“A ressurreição de Jesus é o ponto mais alto da redenção. Sem ela, a cruz seria derrota. Com ela, a cruz se torna vitória. Ela garante nossa esperança, justificação, santificação e futura glorificação.”

🔥 Aplicação Pentecostal:

A ressurreição não é uma teoria — é poder, é vida, é esperança viva! Ela ativa na Igreja a autoridade espiritual para pregar, curar, libertar e anunciar que Cristo vive e reina para sempre! O túmulo vazio é a assinatura de Deus dizendo: “O plano está completo e perfeito.” EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

3. O Cristo Ressurreto quebra a incredulidade.

Apesar do receio e da incredulidade de alguns dos discípulos, mesmo após ouvirem o testemunho de Pedro e João, e em especial, de Maria Madalena, que viu Jesus e falou com Ele pessoalmente, Jesus apareceu entre os discípulos no primeiro dia da semana. Ele surgiu no meio deles e disse: “Paz seja convosco!” (Jo 20.19). Em outras ocasiões, nosso Senhor também se manifestou aos discípulos antes da sua ascensão ao céu (Jo 21.1,2).

A Pedro e a alguns outros que o seguiam, Jesus revelou-se novamente e realizou o milagre da pesca abundante (Jo 21.3-11), uma prova do poder do Cristo ressuscitado. Seria impossível permanecer incrédulo depois de testemunhar o Cristo que venceu a morte. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

Comentário da Lição 🤓

O túmulo vazio é a prova incontestável do triunfo de Jesus sobre a morte, o pecado e o inferno. Diferente de qualquer líder religioso na história, Jesus venceu aquilo que é invencível para os homens: a morte. Esse fato não é simbólico, nem meramente espiritual — é literal, histórico e poderoso.

🔥 O terremoto e o anjo (Mt 28.2)

O terremoto foi um sinal físico de que algo sobrenatural estava acontecendo. Assim como houve um terremoto na morte de Jesus (Mt 27.51), agora outro abala a terra na sua ressurreição. O anjo, descendo dos céus, rola a pedra e senta-se sobre ela. Este ato não foi para que Jesus saísse, pois Ele já havia ressuscitado, mas para que os discípulos e as mulheres vissem que o túmulo estava vazio.

Maria Madalena e as mulheres:

Na cultura judaica, o testemunho feminino não tinha valor legal. No entanto, Deus, de forma soberana, escolheu mulheres para serem as primeiras testemunhas da ressurreição. Isso não foi acaso, mas uma declaração divina de que no Reino de Deus todos têm valor e função.

🏆 O túmulo vazio é a assinatura de Deus:

O sepulcro vazio grita para toda a humanidade:

“Ele não está aqui, porque ressuscitou, como havia dito” (Mt 28.6).

Assim, a ressurreição é mais do que uma doutrina; é uma experiência de vida, esperança e certeza de vitória. Se Ele ressuscitou, então:
✅ O inferno foi derrotado.
✅ A morte perdeu sua força.
✅ A Igreja tem autoridade e poder.

🔥 Comentário do Pr. Antônio Gilberto:

“O cristianismo é a única fé cujos fundamentos não estão num túmulo cheio, mas num túmulo vazio.”

📖 Aplicação Pentecostal:

O mesmo poder que ressuscitou Jesus está hoje disponível para vivificar os crentes (Rm 8.11). Jovens, adultos e adolescentes devem viver diariamente essa realidade: Cristo vive! E porque Ele vive, nós também viveremos. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

SINOPSE III

A Ressurreição de Jesus, evidenciada pelo túmulo vazio, é a base da fé cristã e transforma a incredulidade em convicção.

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

RESSURREIÇÃO
“O capítulo 20 é o clímax do Evangelho. Quatro das cinco seções neste capítulo contêm estados semelhantes para os discípulos. Cada seção começa com um estado de medo e/ou dúvida (i.e., fé fraca) e termina com alegria e fé fortalecida. As aparições pós-ressurreição fazem com que a fé vivifique. No capítulo 20, todas estas aparições acontecem em Jerusalém.
[…] A crença vem com esta compreensão da ressurreição. A ressurreição é a base da fé cristã. Paulo em 1 Coríntios 15 também confirma este fato concernente à fundação do cristianismo. Agora a fé pode vir à existência. Sua meta está no lugar certo. Esta é a razão das pessoas não serem salvas à parte de Jesus e sua ressurreição.

É essencial que os dois apóstolos mais importantes vejam o sepulcro vazio, e que sua fé se complete, depois de ter começado em João 2.11. Este é o testemunho apostólico. Contudo João comenta que eles ainda não entendem a Escritura; em outras palavras, algo está faltando, se bem que eles passaram do medo para a fé. No Novo Testamento, o fator mais importante que o sepulcro vazio é as aparições pós-ressurreição” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, pp.605,06).

Conclusão

A Ressurreição do Senhor Jesus é o evento mais significativo do Novo Testamento. Este acontecimento concretiza a nossa esperança na Ressurreição do Corpo, tal como está expresso no Credo Apostólico, um importante documento da tradição cristã: “Creio na ressurreição da carne”. Assim, à luz deste fato, somos encorajados a manter a nossa fé, pois depositamos a nossa esperança naquEle que triunfou sobre a morte de forma definitiva. EBD Hoje | Lição 12 Adultos CPAD 2 trimestre 2025 com Comentário e Subsídio para professor e aluno

REVISANDO O CONTEÚDO

  1. De que maneira Jesus foi reconhecido e traído por Judas?

    Tendo concordado com a traição em troca de 30 moedas de prata, o traidor identificou Jesus com um beijo traiçoeiro, indicando aos soldados romanos quem Ele era.

  2. Em que momento se concretizou a profecia de Isaías?

    Jesus foi ferido e teve a sua carne dilacerada pelos golpes (Jo 19.1,2). Nesse momento, nosso Senhor assumiu as nossas enfermidades e dores; foi afligido e oprimido, foi castigado pelas nossas transgressões e iniquidades; cumprindo assim a profecia do profeta Isaías (Is 53.4-5).

  3. De acordo com Isaías 53.12, o que se realizou durante a crucificação de Jesus?

    Ao lado de Jesus, à sua esquerda e à sua direita, estavam dois homens acusados como criminosos. É curioso notar que o profeta Isaías também mencionou isso anteriormente, no capítulo 53.12, afirmando que ele “foi contado com os transgressores”.

  4. Segundo a lição, quem acompanhava Maria Madalena na visita ao túmulo?

    Maria Madalena dirigiu-se ao sepulcro (Jo 20.1), acompanhada por Maria, mãe de Tiago, e Salomé (Mc 16.1-3), com a intenção de ungir o corpo de Jesus.

  5. Indique uma das razões plausíveis para acreditar na ressurreição do Senhor Jesus.

    A primeira baseia-se nas palavras de Jesus que afirmara ser necessário que Ele ressuscitasse dentre os mortos (Jo 20.9).

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Lição 12 – Do julgamento à ressurreição | EBD Adultos CPAD 2 trimestre 2025 – Escola Dominical
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