Lição 07 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência – Revista CPAD Adultos 1 trimestre 2021

Lição 07 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

Revista CPAD Adultos 1 trimestre 2021

Comentarista: Esequias Soares
Título da Revista: O Verdadeiro Pentecostalismo: A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do
Data: 14 de fevereiro de 2021

📍 OBJETIVO GERAL

Conscientizar que no culto pentecostal há liberdade e reverência.

🎯 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • Conceituar o culto pentecostal;
  • Apresentar o centro do culto pentecostal;
  • Explicar como se expressa a liturgia de nossa igreja.

TEXTO DO DIA

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo 4.24)

VERDADE PRÁTICA

A adoração em espírito diz respeito à posição do adorador, isso quer dizer que o que vale diante de é como adorar, não onde adorar.

📘 LEITURA DIÁRIA
Segunda Lv 10.1,2 – A reverência na adoração não é uma questão de formalidade, mas de respeito
Terça 1 Sm 15.22 – O ritual religioso sem reverência é desobediência e não tem aceitação divina
Quarta Ec 5.1 – A reverência no culto significa ter consciência da majestade divina
Quinta Mq 6.6-8 – Não devemos confundir religiosidade com espiritualidade
Sexta 1 Co 14.20 – A espiritualidade pentecostal não elimina a maturidade e nem o bom senso
Sábado 1 Co 14.23-25 – Liberdade e reverência são características do culto pentecostal
📜 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Coríntios 14.26-32
26 – Que fareis, pois, ? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem , tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27 – E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 – Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
29 – E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30 – Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
31 – Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
32 – E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

🎵 HINOS SUGERIDOS

  • 124 – Adoração
  • 243 – Ao Abrir o Culto
  • 543 – Cristo, Meu redentor

🤜🤛 INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Embora não sejamos simpatizantes a liturgias formais, os pentecostais têm elementos no culto a Deus que são previsíveis. Esses elementos revelam uma forma de adorar a Deus e, por isso, são litúrgicos.

Nossa liturgia é simples. Por exemplo, espera-se que em nossos cultos haja congregacional, oração pelos enfermos e demais causas, leitura congregacional das Escrituras, oportunidades aos irmãos, ofertório, pregação da , apelo, oração final e apostólica. Entretanto, há elementos sobrenaturais que são esperados por todos que se reúnem em nome do Senhor Jesus: a manifestação dos .

Esperamos que haja a adoração em línguas, expressão de profecias e outros dons, tudo para edificação dos santos. Outro fato marcante é a liberdade que irmãos e irmãs têm para adorar a Deus em nossas reuniões. Esses elementos marcam a liturgia pentecostal.

📣 INTRODUÇÃO

O Novo Testamento não apresenta um manual de liturgia e nem estabelece regras de cultos. Mas, temos pelo menos uma comunidade cristã do período apostólico que pode dar indicações sobre como devemos organizar o culto: a igreja de Corinto, descrita no capítulo 14 de 1 Coríntios. Com base nesse exemplo, vamos estudar como deve ser nosso culto e os elementos para que ele seja aceitável a Deus.

PONTO CENTRAL: Há liberdade e reverência no culto pentecostal.

Revista CPAD | 1° Trimestre De 2021 | CPAD Adultos – Tema: O Verdadeiro Pentecostalismo: A Atualidade da Doutrina Bíblica sobre a Atuação do Espírito Santo | Lição 07 – Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência

I. O CULTO PENTECOSTAL: LIBERDADE E REVERÊNCIA

O cristianismo não tem o objetivo de padronizar o e nem destruir as culturas; sua mensagem, porém, é universal. No dia do triunfo de Cristo e da Igreja, cada povo ou etnia se apresentará louvando a Deus na sua própria tradição. Isso se reflete na forma de adoração desenvolvida ao longo dos séculos.

1. A flexibilização cristã.

A religião cristã é flexível quanto à forma de adoração e permite várias liturgias. Todos os ramos do cristianismo, incluindo os cristãos nominais, têm sua forma distintiva de culto, desde o cerimonialismo ornamental das igrejas Católica Romana, Ortodoxas e algumas Protestantes, ao modelo simples dos evangélicos, principalmente os pentecostais.

Não se deve associar o rigor da liturgia do culto judaico com os vários sistemas de cultos cristãos, nem engessar o ritual cristão em nossos templos, mas essa flexibilidade tem limites, e por isso deve haver respeito pela estrutura já existente (1 Co 14.40).

2. O culto.

O termo “culto” é sinônimo de adoração. O nosso enfoque é no sentido de adoração. Essa palavra é uma tradução do grego latreia, “serviço, adoração”, do verbo latreuo, “servir, prestar culto, adorar” (Mt 4.10). A Septuaginta emprega latreia para traduzir o hebraico avodá, “serviço, culto” (Êx 25.25,26; 13.5).

Essa palavra aparece com esse sentido três vezes no Novo Testamento (Rm 9.4; 12.1; Hb 9.1). O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal” é a nossa liturgia, isto é, a forma como adoramos a Deus.

3. A reverência no culto.

A adoração a Deus é o momento mais sublime na vida humana, significa essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade divina. Por isso deve ser oferecida com reverência: “faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40). O está se referindo ao culto de adoração. O culto é o diálogo de Deus com o seu povo, é um momento de reverência.

Havia acima do púlpito do templo sede da Igreja AD de Jundiaí o versículo “Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus” (Ec 5.1). Alguém duvidaria que, se o rei Salomão vivesse em nossos dias, a mensagem seria: “desliga o teu celular quando entrares na Casa de Deus“? A adoração é momento de conexão com o céu e não com a Internet.

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

A adoração a Deus é essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade divina.

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SUBSÍDIO DIDÁTICO—PEDAGÓGICO 😃

Procure relacionar Liberdade e Reverência no culto, conscientizando os alunos acerca da importância de participarem do culto ao Senhor sob o Espírito de Deus e com reverência. É verdade que em muitos lugares encontramos certa falta de reverência nos cultos. Isso de fato é um problema. Mas é possível amenizá-lo, e até solucioná-lo, com uma boa conversa, ensino e conscientização.

Não há melhor lugar para isso do que em uma classe da . Você é um instrumento que Deus colocou ali para fazer exatamente isso. Ore para que Ele te dê estratégias para tratar sobre esse assunto com amor e cuidado.

Aproveite o término da exposição desse tópico para uma conversa mais informal a fim de conscientizar a classe sobre a importância de um culto reverente e na liberdade do Espírito.

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II. O CENTRO DO CULTO PENTECOSTAL

Igreja é toda congregação ou assembleia que se reúne em torno do nome de Jesus Cristo como Senhor e Salvador, professando nEle publicamente e de forma diversificada.

1. O centro da nossa adoração.

Alguns opositores da obra pentecostal costumam nos acusar de em nossos cultos darmos ênfase ao Espírito Santo acima de Jesus. É uma maneira sutil de nos chamar de montanistas. Trata-se de uma interpretação equivocada a nosso respeito. O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pelas Assembleias de Deus.

Os crentes se reúnem em nome de Jesus para adoração ao Deus trino. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus diz que “reunimo-nos como corpo de Cristo para adoração pública ao Deus Trino“. Esse é o padrão ensinado nas Escrituras: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3 – Nova Almeida Atualizada).

2. Um culto vibrante no poder do Espírito.

O assunto de 1 Coríntios 14 é a adoração. A expressão paulina “quando vos ajuntais” (v.26) se refere aos cultos. A exortação paulina à comunidade cristã de Corinto nos ensina muita coisa sobre o culto, entre elas que o culto não era entediante e nem consistia num pregador falando para um rebanho atento e silencioso, pois havia uma interação dinâmica de compartilhar e receber.

Os crentes não eram espectadores, mas participantes do culto. Nada há na instrução paulina (vv.26-32) que indique ser essa manifestação dos dons restrita à liderança. O contexto sugere a participação dos crentes em geral.

3. Característica pentecostal.

Os primitivos cultos eram espontâneos e diferentes das reuniões das sinagogas, embora muitas características viessem delas (Tg 2.2). A liturgia dos cultos constava de oração e cântico (1 Co 14.15); o louvor parte da adoração a Deus desde os tempos antes dos séculos até a consumação dos séculos (Jó 38.7; Ap 7.9). A leitura e exposição das Escrituras Sagradas aparecem como elementos do culto cristão em outra fonte paulina: “Persiste em ler, exortar e ensinar” (1 Tm 4.13).

Esta instrução é uma referência à leitura pública. As ofertas são partes da adoração bíblica desde os tempos do Antigo Testamento (Dt 26.10; 1 Co 16.1,2; 2 Co 9.7). O objetivo delas é levar avante a obra de Deus enquanto a igreja estiver na terra.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pela nossa igreja.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO 😃

A adoração individual. Nós adoramos a Deus como crentes individualmente e em todo o tempo: ‘a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem’ (Jo 4.23).

Ensinamos que a verdadeira adoração é aquela que nasce no coração e é expressa com obediência à vontade de Deus, sendo percebida pelo testemunho individual que glorifica ao Senhor da Igreja. Negamos que a adoração e a espiritualidade de alguém possam ser medidas, percebidas ou avaliadas exclusivamente pelo exercício dos dons espirituais.

Ensinamos que a adoração é uma atividade espiritual e precisa ser efetuada pelo poder e fruto do Espírito Santo na formação do caráter cristão na vida do adorador. Rejeitamos a hipocrisia e toda a aparência de piedade na vida do adorador.

Na adoração individual, buscamos a santificação pessoal, servindo a Deus de modo agradável com reverência e santo temor” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: , 2017, pp.144-45).

III. COMO SE EXPRESSA A LITURGIA DE NOSSAS IGREJAS?

As reuniões de adoração em nossas igrejas são diversificadas. Temos cultos públicos, chamados por muitos como “culto da ”, de oração, de ensino ou doutrina, , círculo de oração, além de atividade com crianças, adolescentes e .

1. Nossas reuniões de adoração.

A nossa liturgia é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade. A nenhum deles é negado o púlpito, todos têm a oportunidade de falar à igreja o que Jesus fez na sua vida; são os testemunhos sobre salvação, , libertação e outras bênçãos. A maioria baseia a sua fé nos relatos bíblicos, e são os milagres registrados na Bíblia que inspiram e levam os irmãos a receberem a bênção (Mc 16.15-20).

Foi dessa maneira que crescemos e nos tornamos a maior denominação evangélica do país. O Deus que nos trouxe até aqui, Ele mesmo nos conduzirá pelo seu Espírito até a vinda de Jesus. Essa adoração a Deus é em “espírito e em verdade” (Jo 4.24).

2. Culto pentecostal.

Nossas reuniões coletivas de adoração apresentam as mesmas características dos cultos em Corinto. As manifestações nos cultos que o apóstolo menciona em 1 Coríntios 14 são reais entre nós: “Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação” (v.26).

Nossos irmãos e irmãs entendem essa linguagem com facilidade, pois vivemos essas mesmas experiências. São expressões espontâneas no Espírito Santo. Veja que nos vv.27-32 o apóstolo está tratando de culto pentecostal e se refere aos dons de línguas, interpretação e profecias no culto. É muito comum o visitante sentir a presença de Deus em nossos cultos (1 Co 14.22-25).

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

A liturgia de nossa igreja é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO 😃

Reunimo-nos como corpo de Cristo para a adoração pública ao Deus Trino. Jesus prometeu: ‘onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles’ (Mt 18.20). A adoração pública é a atividade de glorificar a Deus em coletividade e serve também para comunhão, despertamento, exortação e edificação da Igreja.

Essa adoração pública é realizada com ordem e decência para que os descrentes reconheçam a presença de Deus no culto e para que somente Deus seja adorado no culto da Igreja. Nenhuma prerrogativa é dada a e a seres humanos, pois Deus não divide sua glória com ninguém: ‘E a minha glória não a darei a outrem’ (Is 48.11). Portanto, confessamos que, na adoração pública, a oração, os cânticos, o ofertório, a pregação e o exercício dos dons espirituais na igreja servem ‘para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence à glória e poder para todo o sempre. Amém!’ (1 Pe 4.11).

Entendemos que a adoração pública é um encontro com Deus para um diálogo: nós conversamos com Ele por meio de nossas orações, cânticos e ofertas, e Deus fala conosco por meio de sua Palavra (pregação e ensino) e das manifestações espirituais” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.144).

CONCLUSÃO

O que precisamos saber é que o Novo Testamento não estabelece forma litúrgica de adoração, porque parece não ter sido essa a preocupação do Espírito Santo. Que os nossos cultos sejam dinâmicos e espontâneos, em nome de Jesus, com espontaneidade e reverência. Nós não somos expectadores dos cultos, como num teatro ou cinema; antes participamos deles com cânticos congregacionais, corais, conjuntos e grupos de louvores dando glória a Deus e aleluia.

PARA REFLETIR

A respeito de “Cultuando a Deus com Liberdade e Reverência”, responda:

1. O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal”?

O que queremos dizer com a expressão “culto pentecostal” é a nossa liturgia, isto é, a forma como adoramos a Deus.

2. Qual o momento mais sublime na vida humana?

A adoração a Deus é o momento mais sublime na vida humana, significa essencialmente o reconhecimento, a celebração e a exaltação da majestade divina.

3. Quem é o centro de nossa adoração?

O Senhor Jesus é o centro da nossa adoração e da mensagem pregada pelas Assembleias de Deus.

4. O que a exortação paulina à comunidade de Corinto nos ensina sobre o culto?

Que o culto não era entediante e nem consistia num pregador falando para um rebanho atento e silencioso, pois havia uma interação dinâmica de compartilhar e receber.

5. Como é a nossa liturgia?

A nossa liturgia é simples e permite que quaisquer irmãos e irmãs adorem a Deus com liberdade.
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